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A HORA E A VEZ DOS BAIXISTAS

Por Isis Mastromano Correia

“O bullying eterno contra um baixista brilhante” é o título fictício que certa vez um baixista brincou que deveria batizar a saga em vídeo deles no mundo da música. Usando a comunicação atual, existe músico mais trollado que os baixistas, sobretudo no mundo do rock, onde a guitarra se firmou como símbolo?

O baixo é ainda tido por muitos como um acompanhante, um coadjuvante, mas, ao contrário, os outros instrumentos dependem dele para acontecerem como canção. É ele quem dá o peso necessário e o compasso que a banda precisa! Uma martelada no Mi ou no Si já silenciam toda a platéia!  A verdade é que o baixista é o “cara”!

Se você consegue educar um guitarrista para tocar em uníssono, o som vai sair um brinco, se não, todo mundo percebe como o guitarrista está correndo! O baixista é um cara altruísta por natureza: puxa o ritmo e guia a todos.

Pensando neles e já os homenageando, vamos conhecer um pouco sobre os cinco baixistas selecionados na categoria Destaque no Contrabaixo do 2º Concurso Cultural Santo Angelo Curando seu Improviso Gospel.

Pablo Rosseline Araújo Coelho da Nobrega, de Campina Grande, na Paraíba, angariou o posto maior da categoria. Ele é autodidata, conta que este é o primeiro concurso do qual participa e por isso ficou surpreso com o resultado. Pablo acredita ser importante ouvir críticas, elogios e opiniões para seu desenvolvimento musical.

Pablo Rosselin

Porque o baixo e não a guitarra? Para Pablo é simples de responder: “gosto da sonoridade grave, da junção que ele faz do ritmo com a harmonia, da responsabilidade que ele exige e do prazer que ele me proporciona enquanto trabalho”, diz.

Outro escolhido na categoria Destaque, Cosme Glêibson Sousa Caldas, de Camaçari, na Bahia, conta já ter flertado com o violão e a guitarra antes de se decidir pelo baixo. “Quando conheci o contrabaixo foi amor a primeira vista”, diz. “Concursos como esse da Santo Angelo mostram para o mundo os talentos e a criatividade  de cada participante, seja ele quem for e qual seja seu instrumento. Existem muitas pessoas talentosas no Brasil”, comenta.

Gueu Bass

Linaldo de Melo, de Igarassu, Pernambuco, nasceu em uma família musical. Tudo começou quando seu pai saia para trabalhar e ele pegava o baixo da igreja escondido e trancava-se no quarto, passando horas tentando tirar músicas de ouvido. Um dia Linaldo pegou o instrumento e tocou diante de todos! “Logo fui convidado para tocar numa pequena igreja perto de casa. Tenho sido abençoado por Deus e hoje sou baixista da sede da Assembleia de Deus – Ministério de Abreu e Lima”, ele explica.

Linaldo B

Visionário, ele decidiu participar do concurso Cultural Santo Angelo Curando Seu Improviso Gospel ao perceber a enorme quantidade de guitarristas e quase nenhum baixista. “Decidi participar ainda com o intuito de mostrar o que tenho feito com meu contrabaixo, usando harmônicos e distorção, algo bem diferente do tradicional. A música “Tentação”, do Adson Sodré, é linda e para ela criei uma melodia simples e expressei meus sentimentos”, conta Linaldo.

“Muitos dizem que eu devia tocar guitarra, por gostar de usar distorção. Cheguei a passar um período como guitarrista, mas, não abro mão dos graves do baixo, não dá pra larga-lo!”, confirma.

Kinho Guedes, de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, aprendeu os primeiros acordes no violão aos 12 anos e o baixo caiu em suas mãos quando foi necessário suprir a necessidade de um baixista na banda de sua igreja.

Kinho Guedes

“Comecei a tocar contrabaixo pelo velho motivo que persegue a maioria dos baixistas. Quando comecei tinham músicos que se destacavam mais do que eu no violão e na bateria e o baixo ficava esquecido. Me arrisquei a tocar, mas só quando completei 16 anos, após desfrutar dos benefícios da internet, conheci mais a fundo grandes nomes dos graves que me influenciam até hoje. A partir daí a necessidade passou a ser paixão e a minha identidade”, conta Kinho.

Hítallo Mesquita, 17 anos, de Itaitinga, no Ceará começou a tocar aos 13 anos. Amante da música como um todo, ele admite que ainda não consegue definir seu instrumento predileto. “Quando dei os primeiros acordes na guitarra, fiquei vislumbrado com o som que ouvi e quando toquei contrabaixo pela primeira vez, senti o mesmo amor, o que não faltou quando toquei bateria. Mas, ultimamente estou me dedicando ao contrabaixo”, diz.

 

Hítallo Mesquita

Ele considera que o concurso é uma porta aberta para pessoas apaixonadas pela Música, como ele. “Participei, pois, apesar de eu ser uma pessoa simples, tenho sonhos e não desisto do meu objetivo que é ser músico profissional”.

E o que instiga os tecladistas? Bem, isso nós vamos saber na próxima semana com um pouco da historia dos escolhidos na categoria Destaque no Teclado do 2º Concurso Cultural Santo Ângelo Curando Seu Improviso Gospel.

Até lá.

 

  • Hítallo Mesquita

    Estou lisonjeado… Obrigado por não terem esquecido de nós, valeu mesmo pela atenção!! o/ Deus abençoe o trabalho de vocês, forte abraço!! =]

  • Kinho Guedes

    Demais, galera! Muito obrigado pela oportunidade.