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Aula particular é um negócio?

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Fala pessoal, tudo bem?

Antecipando a Semana do Professor (que vai do dia 09 até 15 de outubro), resolvemos trazer alguns temas já tratados por aqui sobre educação. E para iniciar pensamos: “e se você quiser se tornar um professor particular de música?”

Fizemos um breve guia para caso você já esteja apto a ensinar e pensando em empreender na educação musical. Aproveite esses conhecimentos e espalhe cultura e música.

A pedido do CEO da SANTO ANGELO, que escreveu para o blog sobre dedicação e carreira musical (clique aqui se você ainda não leu), de hoje em diante começamos uma série de posts mais profissionalizantes aqui no blog, pensando tanto em quem quer aprender como em quem quer ensinar e levar mais música para o dia-a-dia do brasileiro.

A gente sabe que tem muita gente como você querendo aprender a tocar violão, teclado ou mesmo cantar. Mas poucos professores também pensam nas crianças, idosos ou deficientes físicos que tem o mesmo desejo. E ai que começa um dos trabalhos mais importantes dos músicos:

Ensinar!

Mas nem sempre as escolas tem vagas para professores a torto e à direito. Mas se você quer ensinar, essa dependência de estrutura física não pode se tornar um obstáculo. Por isso, muitos dos grandes professores começaram dessa forma: dando aulas particulares.

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Mas como fazer isso direito para se tornar um trabalho sustentável?

Antes de mais nada, lembramos que os temas de empreendedorismo, escola e ensino são muito recorrentes em nosso blog, como nos posts: Venha pela música, fique pela aula; Calculando o preço da minha prestação de serviços; Planeje para atingir seus objetivos; e Professor de Música: quer uma sala de aula com 20 mil alunos? Pergunte-me como. Confere lá!

Imaginemos que inicialmente você investirá em:

  • Registro como MEI;
  • Uma guitarra;
  • Doze cordas SANTO ANGELO (desculpem o merchan, mas o chefe também lê nossos posts);
  • Dois cabos SANTO ANGELO (idem, idem);
  • Uma interface de áudio;
  • Um notebook; e
  • Um tablet;
  • Um app mobile de simulação.

Cerca de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), ok?

Existem duas formas, que listaremos nesse post, de se lecionar aulas particulares de um instrumento musical. Imaginamos que quem está disposto a fazer isso já deve ter investido em estudo próprio e cursos para se aperfeiçoar, fora já ter certa “estrada”. Ah, aprender 8 acordes e saber todos os solos do “Guns” não qualificam alguém como professor de música (podemos até considerar como professor de Técnica Aplicada à Slash).

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Então você precisa ter ou seguir um método de ensino. O mais fácil é adotar um que já tenha sido aceito por outros professores ou adotado em escolas de musica mais conceituadas. Além disso, existem também várias opções (nacionais ou importadas) disponíveis nas lojas especializadas como nesse link. No entanto, não use material pirata e sempre cite a fonte do seu método, respeitando o direito autoral que um dia pode ser seu também.

O caminho é árduo e às vezes (como lemos e sabemos), pouco recompensador. Porém, é o caminho correto, logo, deve ser feito.

A primeira forma que resolvemos tratar da aula particular é o que chamamos de “delivery class”, ou seja, a aula à domicílio, quando o professor se desloca até a casa do aluno, levando seu equipamento e aumentando o conforto do aluno (por não precisar sair de casa).

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O ponto forte desse tipo de serviço é a comodidade para o cliente, que no horário combinado, receberá você, professor, para a aula. Porém, como o professor gasta deslocamento, o número de aulas diárias fica bem reduzido. Também temos que adicionar o risco de dano nos equipamentos, que podem ocorrer, estando de carro ou de transporte público.

Com as tecnologias de hoje (interfaces e tablets), fica bem mais fácil levar um equipamento completo e deixar a aula bem dinâmica.

Vamos levantar o custo da atividade nesse exemplo:

Você tem 5 alunos (1 por dia), sendo: 3 deles próximos à sua residência ou escritório (demandando apenas 1 transporte público) e 2 deles mais distantes (demandando deslocamento com seu automóvel, uma média de 20km).  Sua mensalidade para eles é de R$ 300,00 com 1 aula de 50 minutos semanal e plantão de dúvidas à distância. Vamos à matemática:

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Consideramos 30% de mão de obra, que seria o equivalente a um salário. Perceba que sobraram R$ 132,50 depois de descontar tudo. O que você faria com esse dinheiro? Pense em reinvestir no seu serviço, levando aplicativos novos ou pagando um curso que melhore as suas aulas.

E conforme seus alunos forem aumentando, sua receita sobe e alguns custos também (Transporte, apostilas, mão de obra), porém, outros permanecem fixos (a mensalidade do MEI e o equipamento).

E ai, vale a pena?

Vamos pensar agora na segunda possibilidade. O aluno vindo até você.

Antes de começar com as contas, pensemos que você deve oferecer um local bom para o aluno, livre de distrações e com um ambiente propício ao aprendizado. Nada de dar aula na cozinha, ou na sala com alguém gritando para você “arrumar o quarto”. Escolha um cômodo tranquilo e se outras pessoas morarem com você, deixe claro que no momento da aula, você não pode ser atrapalhado (cada minuto está sendo pago pelo seu aluno).

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Vamos pensar que na sua casa você tenha um quarto desocupado. Você deve equipá-lo e decorá-lo para dar a aula. Quanto à ligar a guitarra do aluno, ao invés do amplificador, você vai investir em outra interface e jogar o som diretamente no PC. Logo, além dos custos já mencionados, você precisará também de:

  • Um rack, para colocar o computador/notebook;
  • Monitores de referência;
  • Nova interface de áudio;
  • Duas cadeiras confortáveis;
  • Mais dois cabos SANTO ANGELO.

Demandando um investimento de mais R$ 3.500,00 (totalizando R$ 8.500,00). Lembrando que agora, os custos de água e luz sairão da sua receita, certo? Imaginemos:

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A mão de obra foi diminuída de 30% para 25%, sobrando um pouco (R$ 33,50) para investir em cursos e outras coisas. Mesmo que você ganhe menos inicialmente, esse tipo de modelo, após o pagamento do equipamento, é mais interessante, visto que seus custos, no geral, se tornariam menores (apenas água/luz em detrimento ao transporte). Fora que ganharia mais tempo e poderia ter mais alunos.

Se você quiser, pode fazer um modelo híbrido, onde cobraria valores diferenciados para quem vem à sua sala de aula ou para quem pede o “delivery”. Existem muitas formas de isso dar certo (inclusive aulas via Skype), é só colocar sua mente para funcionar e se organizar para que seu pequeno negócio possa crescer sustentavelmente.

E ai, qual é o melhor modelo para você?

Deixe esse post nos favoritos, pois voltaremos em breve, continuando esse tema de caminho do ensino aliado ao empreendedorismo.

Curtiu e quer pensar um pouco mais sobre essa opção de viver da Musica? Deixe seu comentário por aqui ou nas nossas mídias sociais.

Até a próxima.

Dan Souza é CMO, Relações Artísticas, fissurado em tecnologia e música, além de baixista nas horas vagas e apaixonado por Publicidade, Propaganda, Literatura e Filosofia. Formado em Marketing pela UNINOVE/SP, faz parte, desde 2013, da equipe de Marketing SANTO ANGELO.




  • Jonathan Raphael

    Muito bom esse post, Danilo! Posso dizer que este modelo de negócios é excelente, pois vivo de música de maneira sustentável graças a ele! Gostei do termo “delivery class”, irei adotá-lo! :)

    Excelente leitura para os colegas que querem começar do zero ou até mesmo largar aquele emprego que não gostam para serem professores particulares de música!

    • http://www.santoangelo.com.br Santo Angelo

      Olá Jonathan,
      Fico feliz em saber que agregamos conhecimento. Independente da função, o importante é continuarmos no caminho da música!Abraços.