Baixo só o instrumento, não a própria estima.

Chamada para o concurso Só para Baixistas

Por Isis Mastromano Correia

Estamos há 10 dias da reta final do Concurso Cultural SANTO ANGELO “Só para Baixistas” e trabalhando firme para que a ignorância sobre esse instrumento possa  diminuir tendo em vista que é ponto pacifico que o Brasil é um grande celeiro de excelentes baixistas e que, sem esse instrumento, boa parte da criação musical disponível na atualidade simplesmente não existiria.

Se pararmos para fazer uma reflexão sobre a auto-estima dos componentes de uma banda, fatalmente o baixista vai angariar o troféu do pior apreço ou no melhor dos trocadilhos: baixo-estima.

Muitos baixistas reclamam que ninguém se lembram deles e por isso, inclusive, acadêmicos da Música têm estudado a influência da falta de reconhecimento na performance dos baixistas.

Esses estudos têm apontado para algo que diz respeito muito mais à performance do músico em cena do que para suas qualidades com o instrumento à mão.

Baixistas responsáveis pelo sucesso de determinadas bandas – sobretudo nos anos 70 – são reconhecidos pela interação com o público do que pelo instrumento em si: parece que o carisma exerce mais influencia no reconhecimento.Exemplos desse fato são Glenn Hughes e Geddy Lee, mais reconhecidos por serem os front man de suas bandas do que propriamente por seus exímios dons no baixo.

O carisma de Gleen Hughes ajudou o público a ver i baixista com bons olhos
Geddy Lee um dos responsáveis por elevar a estima dos baixistas

Há a ala dos que defendem que baixistas, mesmo essenciais e merecedores de aplausos, devem abrir mão de qualquer reconhecimento publico e aceitar, assim como John Paul Jones, do Led Zepellin, tranquilamente que holofotes fiquem em cima dos demais integrantes. No entanto, faltam bons argumentos que sustentem o porquê dos baixistas tomarem essa posição como padrão.

Controversas ou não, essas opiniões são responsáveis por aumentar a aura ‘mística’ sobre o baixo, o que confere a fama de que ele é um instrumento para escolhidos e não para quem o escolhe, que ele é um instrumento de quem ousou ir na contramão do senso comum, de quem não se contenta com ser mais um na multidão. E isso é muito bacana!

“Guitarrista frustrado”, “instrumento imperceptível na Musica”, “guitarra de quatro cordas” e “se o baixo fosse importante já teriam lançado o game Bass Hero”, são algumas das pérolas que o baixista tem de escutar por ai.

Estamos trabalhando para mudar tudo isso, mas precisamos que vocês façam a lição de casa: contamos com a inscrição de grande parte dos baixistas brasileiros até o dia 31 de outubro no nosso concurso Só para Baixistas.

Acesse mais informações no link:

http://blog.santoangelo.com.br/regulamento-concurso-cultural-santo-angelo-so-para-baixistas/.


Boa sorte e até a próxima!