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Enfrentando a abstinência de fumar

DDHQAPDF  - FB

por Dan Hisa

Lembram-se do que comentamos no nosso post anterior sobre o vício de fumar e do desafio que lançamos para que nossos amigos (que fumam) fizessem um esforço extra (apesar da sensação ruim que gera a abstinência) para deixar de serem fumantes? Se não, cliquem aqui e relembrem.

Nesse post, a gente quis dividir com vocês uma experiência bem legal de força de vontade e foco em se livrar dos cigarros, que nos foi relatada por uma das amigas que curtem o nosso blog. Pensando em resguardar a identidade da pessoa, vamos chamá-la por um pseudônimo: Joan (lembrando da grande roqueira Joan Jett). Confiram e se inspirem também nesse depoimento:

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Década de 90, fumar era um ato de rebeldia contra os pais (como sempre foi e continua até hoje) e uma forma de pertencer a um grupo e ascender socialmente, mostrando um ar mais “descolado” e adulto. A turma toda da escola fumava, e eu, com meus 14 anos não queria ficar de fora. Mesmo não tendo idade para comprar um maço, encontrei um jeito de comprar, em uma pequena padaria, meus primeiros 20 tubinhos brancos.

Fiscalização desse tipo de comércio não era o forte da época, por isso sempre conseguia comprar, sem impedimentos, mesmo com a proibição da minha mãe. Assim, sem me dar conta, o vício de fumar começou.

Ainda na adolescência, minha avó, que também fumava às escondidas, veio a descobrir meu vicio e contou para minha mãe. Adivinhem? Fui obrigada a comer (isso mesmo, mastigar) um maço de cigarros.

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Nota do blog: por mais que essa tenha sido uma forma exagerada de punição, sem falar da experiência gastronômica bizarra, não recomendamos esse tipo de repreensão violenta para nenhum dos pais que acompanham nossos posts, porque o trauma provocado em nada corrigiu o problema, mas o manteve, como veremos adiante.

Claro que isso não adiantou nada, porque mais do que envergonhada, eu queria provar para a minha mãe que já era adulta para escolher os meus próprios caminhos. Assim, o vício se estendeu. As melhores conversas vinham da saída para fumar. No tempo pré-universitário e depois, os momentos de relaxamento, em casa ou no carro, vinham ao acender a ponta contrária ao filtro. Nesse ínterim até tentei parar, mas as circunstâncias não ajudavam.

Em 2015, após um tratamento médico, senti que o cheio de minha roupa estava estranho. O monóxido de carbono impregnara de tal forma a roupa, pele, cabelo que todos percebiam, mas por medo de magoar, não me falavam. Até ai, sem problemas. Com isso na cabeça, entrei para uma academia e quis experimentar um treino aeróbico na esteira. Após impressionantes 2 minutos de corrida, não tinha fôlego para mais nada (a nicotina tinha levado parte da capacidade do meu pulmão de absorver oxigênio).

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Além disso, outro fato que se acumulou na minha mente. A cada dia, fica mais difícil encontrar lugares para fumar (graças às leis criadas para proteger os não fumantes) e menos amigos estão fumando. As informações sobre o mal que o cigarro faz ao organismo estão ai, em todos os cantos, não há como escondê-las. Logo, existem mais motivos para encerrar as atividades tabagistas. Resolvi então, parar completamente de fumar.

Tarefa digna de aplauso, pensei comigo mesma. Superar um vício químico apenas com a força da mente e sem outras compensações químicas para equilibrar a falta de nicotina no meu organismo. Inicialmente, mudei alguns hábitos, retirei a “cadeira de fumar” da varanda de meu apartamento e procurei novas atividades para ocupar a mente e não pensar no cigarro.

Infelizmente, outros fumantes não pensam como eu e tive que fazer uma pequena viagem a trabalho. Uma autentica epopeia, porque você tem que enfrentar e resistir a grandes nuvens de fumaça por onde andar. Não vou mentir para vocês: sempre carregava comigo um maço fechado de cigarros, no caso tivesse alguma recaída graças à névoa de nicotina onipresente em locais fora de São Paulo. Resisti fortemente e mantive o pulmão (parcialmente) limpo. Foquei-me no meu trabalho, encontrar bons negócios e conhecer as novidades que o mercado da música tem a oferecer. Em momento algum pedi “ajuda” ao cigarro.

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Mudei mais hábitos, inventei novas atividades para que continuasse nesse caminho de certa desintoxicação. Um passo de cada vez e hoje fazem 12 dias dessa longa luta, mas que tem um prêmio muito bom ao final. A retomada da saúde plena.”

Ao ouvirmos esse relato, conseguimos entender a dificuldade que é parar de fumar, o quanto sofrimento pode gerar à pessoa que se dispôs à isso. Porém, a palavra força de vontade faz muito mais sentido para quem aceita essa mudança de hábito. E sabendo de o quanto é difícil parar, por que começar? Temos uma grande preocupação com a saúde de todos, não só os músicos e queremos que você também se preocupe.

Se você é pai ou mãe, não proíba só por proibir, mas converse. Se você é empreendedor, respeite, mas sugira possibilidades de mudança aos seus empregados. Se você é amigo, ajude. Muitas pessoas podem ter a vida muito melhor se quiserem e se devidamente apoiadas por vocês.

Esperamos que essa experiência de uma conhecida nossa seja edificante para você ajudar alguém ou que está pensando em parar de fumar.

Um grande abraço, força e até a próxima.