Bem-vindo ao blog da Santo Angelo!

Cabos e acessórios SANTO ANGELO tem na Music Jungle
Compre já!

Fazendo jus ao passado da música

por Isis Mastromano Correia

Quem está ligado nas redes sociais da SANTO ANGELO reparou que nas últimas semanas temos puxado bastante a brasa para a sardinha dos Músicos de Jazz e Blues e não é para menos.  Lendas como Buddy Rich, Elmore James, Charlie Parker e Buddy Guy nos levam a trilhar o caminho de volta às origens de onde tudo começou, ou seja, eles são os Músicos que inspiraram aqueles que nos inspiram hoje.

Essa turma abriu passagem ao Rock´n´Roll, incontestavelmente o ritmo que desperta o interesse da maioria dos que se ligam em guitarra atualmente (não estamos dizendo que é o ritmo exclusivo, claro). Então, já que no Facebook falamos um pouco individualmente dos artistas da velha guarda, aqui, vamos abrir o leque e falar do panorama geral da história que precedeu a chegada do Rock até nossas seis e quatro cordas. 

O Rock encontra sua raiz em três estilos anteriores aos anos de 1950: o Mainstream Pop (que era o conjunto dos ritmos considerados populares quando comparados à música folk purista de até então), o Country & Western e o Rhythm and Blues, estilos musicais não só diferentes sonoramente, mas, consumidos por públicos bem heterogêneos, o primeiro com uma verve urbana, o segundo escutado pelos interioranos e o terceiro pelas comunidades negras norte americanas.

Bandas de Mainstrem Pop, Country e R&B

O que esses três estilos têm em comum é que, em todos eles, a Música era verdadeiramente o elemento fundamental e ocupava lugar de destaque acima da atuação do artista. A peça musical era a estrela principal e não o seu performer, como acontece hoje.

Em tempos de produções cinematográficas, palcos astronomicamente iluminados, paredões de amplificadores e artista milimetricamente amestrados para manterem-se como um personagem agradável, aceito e querido em cima do palco, é até difícil vislumbrar que um dia genuinamente a Música foi o mais importante de todo o espetáculo, de toda da experiência auditiva.

Vem do chamado de Mainstream Pop exemplos para o entendimento de como a Música agia como o objeto principal das performances. A mundialmente conhecida canção “New York, New York, peça integrante deste estilo, foi interpretada por inumeráveis artistas entre eles os cantores Lisa Minelli, Elvis Presley, e pelo dono da mais famosa das versões, Frank Sinatra. O interesse do ouvinte desse período era escutar “New York, New York” independentemente da voz (ou da cara) que a acompanhasse.

Tão importante era a Música em seu estado bruto que isso explica o fato de gente como Bill Cosby e o próprio Sinatra nunca terem composto uma canção sequer durante toda a vida! A parte nobre ficava a cargo do operário da canção, o profissional compositor.

Frank Sinatra

Com o Rock a coisa mudou bastante: uma versão de “Sgt. Peppers” pelas mãos de alguém que não fossem os Beatles ou “Satisfaction” longe da atuação de Mick Jagger e sua turma deixou de serem apreciadas e disso falaremos em outros posts no futuro. Antes de 1955, todos faziam suas versões para as Músicas de todo mundo, não podendo ser dito, por exemplo, que existisse a figura do cover, conforme explicação do professor John Covach da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, à frente do curso de História do Rock e do Instituto para a Música Popular do país.

Nesse universo pré-rock e pré-cultura de massa, as partituras eram um importante elemento da Música, afinal, não havia tecnologia para gravações que permitissem levar a canção para qualquer lugar embaixo do braço por meio de um disco!

Levar a Música por ai significava arrastar a tira colo todos os Músicos, para todos os cantos, um processo que com o tempo fatalmente começou a se mostrar inviável. Foi ai que pintou a vez da partitura se consagrar como o primeiro elemento da indústria musical a gerar renda aos Músicos, compositores sobretudo. Antes de se imaginar que no futuro cifras absurdas moveriam a indústria fonográfica, seja pela reprodução em massa de uma hit em um disco ou pela sua oferta na internet, o meio de se ganhar pelo trabalho realizado era a vendas das partituras!

Foi ai que pintou a vez da partitura

Dá pra imaginar o quão difícil era fazer uma Música ficar conhecida, não é mesmo? As audições e o público eram fatalmente regionais, não existiam sistemas de som para reprodução da Música para grandes públicos, os instrumentos eram acústicos e a voz, sem auxílio do microfone era dependente de gogós potentes. Assim, os artistas não tinham condições de fazer sua obra ser reconhecida para muito além de seu quintal. Isso mudou com a descoberta do rádio e disso falaremos em nosso próximo post.

Aproveitem nossa viagem pelo túnel do tempo para explorar alguns dos passos da evolução da Música Rock!

Até a próxima.