Guitarras Icônicas – George Lynch: “M-1 Tiger”

2015-10-23 - FB

por Dr. Alexandre Berni

Olá pessoal, aqui é Alexandre Berni, mais conhecido como o Dr. SANTO ANGELO pela galera aqui da empresa, continuando a nossa trajetória “admirativa” das guitarras icônicas. Esse assunto tem me proporcionado muita alegria em escrever, pois tanto abordo a história de guitarristas extraordinários como suas guitarras lendárias. Já são 11 posts sobre o tema e recomendo que leia cada um deles para aumentar sua cultura geral sobre esse instrumento que tanto amamos: a guitarra elétrica.

Hoje falarei sobre um ícone do Hard Rock, mundialmente conhecido: George Lynch.

Lynch nasceu em 28 de setembro de 1954 na cidade de Spokane  no estado norte americano de Washington. Seus primeiros contatos com a guitarra começaram na infância, assim como os “grandes músicos” que já conhecemos. Aprimorou-se no instrumento após mudar para a cidade de Auburn na Califórnia. Aliás a “mágica” desse outro estado norte americano tem atraído várias empresas também, alem da mais famosa feira mundial de instrumentos musicais, a NAMM, cujas últimas edições eu também escrevi a respeito, como essa de 2015.

Durante a década de 70, Lynch formou duas bandas: “The Boyz” e “Xciter”. Com esta última, suas habilidades técnicas e estilo único, foram preponderantes para adquirir a empatia dos fãs regionais. Com suas apresentações pela Sunset Strip (conhecida rua de bares e casas noturnas em Los Angeles) seu nome ficou mais conhecido no meio musical, formando um alicerce para entrar, logo no início dos anos 80, para a lendária banda “Dokken”.

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Como um parêntese em sua história, devemos lembrar que em 1979 realizou um teste para ser guitarrista da banda de Ozzy Osbourne, mas perdeu a vaga para o talentosíssimo Randy Rhoads. Ao fazer novo teste, em 1982, para a mesma banda, foi novamente rejeitado, perdendo a vaga para outro guitarrista igualmente talentoso: Jake E. Lee.

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Voltando à linha do tempo do nosso post, o sucesso merecido veio rapidamente. As composições de Lynch enriqueceram a banda “Dokken”, e, segundo muitos críticos e historiadores do meio musical, foi graças ao guitarrista que todos os discos lançados pela “Dokken”, entre 1983 e 1988, foram muito bem aceitos tanto nos Estados Unidos, como na Europa e Ásia.

Em 1989 a “Dokken” passou por vários atritos devido a problemas com o vocalista e com isso, Lynch deixou a banda para começar uma abordagem diferente formando um novo grupo chamado de “Lynch Mob”, que existe hoje. A banda lançou dois álbuns em apenas três anos e realizou duas turnês mundiais nesta mesma época.

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Em 1994 a “Dokken” reformulada estava pretendendo gravar um novo álbum, mas a gravadora exigiu o retorno de Lynch, caso contrário não iriam realizar a produção do álbum.

Como bom profissional que é, o guitarrista aceitou e após 3 anos de turnê mundial e mais dois álbuns gravados com a banda (diga-se de passagem, não tão incríveis como os primeiros de 1998) ele encerra definitivamente seu compromisso com a “Dokken”.

Desde então,  Lynch tem seus ótimos trabalhos solos, em parceria com amigos e principalmente com a banda “Lynch Mob” sempre apresentando amadurecimento e brilhantismo.

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E para quem tiver interesse em pesquisa, clique aqui e veja a profícua discografia de Lynch.

Quando Lynch atingiu seu reconhecimento mundial, foi “sondado” por várias empresas do ramo de instrumentos musicais para criação de guitarras e acessórios Signature. E digo mais, essa procura continua até os dias de hoje. Assim, a presença do guitarrista é fundamental nas grandes feiras mundiais ligadas a Música – NAMM (Califórnia), Musikmesse (Frankfurt) e Music China (Shanghai), sempre representando uma marca ou demonstrando produtos.

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Sem dúvida alguma, a principal parceria de Lynch foi com a empresa fabricante japonesa das guitarras ESP, que desenvolveu várias guitarras através de suas especificações e que são sucessos mundiais de vendas.

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Tenho certeza que você já viu o guitarrista com um desses modelos:

M1 – Tiger

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Sunburst Tiger

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GL 200K

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GL 256

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Skulls and Snakes

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Kamikaze 1

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Em minha opinião, o modelo que mais gosto é o M1 – Tiger e por isso a elejo como a icônica de George Lynch. Claro que você é livre para discordar, mas tenha certeza que também gostaria de ouvir sua opinião a respeito aqui na seção de comentários ou em alguma das redes sociais da SANTO ANGELO.

Outros equipamentos e acessórios que possuem a especificação de Lynch e sua assinatura são:

Pedais

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Pedaleira Zoom

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Cabos personalizados

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Amplificador Randall

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Bem pessoal, espero que tenham gostado e se esqueci algum detalhe que julguem importante mencionar na carreira desse artista é só escrever.

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Grande abraço e até a próxima.




2 comentários em “Guitarras Icônicas – George Lynch: “M-1 Tiger”

  • 24 de outubro de 2015 em 3:10 AM
    Permalink

    E não podemos esquecer do captador que Lynch desenvolveu com a seymour duncan, o ll, screaming demon, que é fantástico.

    Resposta

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