Guitarras Icônicas – Joe Satriani: “JS ”

2015-10-16 - FB

por Dr. Alexandre Berni

Olá pessoal! O post de hoje tem dupla finalidade: continuar nossa série de Guitarras Icônicas e homenagear uma classe de profissionais nem sempre lembrada como se deve pela sociedade. Sim, estamos falando dos Professores e em especial, aqui no blog, sobre os aqueles que de dedicam a ensinar Música e tocar guitarra para muitos brasileiros.

Portanto, antes de continuar a leitura, pense naquele musico que te ensinou a tocar e faça uma prece, de acordo com suas convicções religiosas, para que Deus lhe dê paciência, coragem para continuar nessa profissão e vida longa.

Feito isso, nada melhor que escolher um grande professor de guitarra para esse post, uma vez que foi ele quem ensinou muitos de nossos atuais ídolos na guitarra. Confesso que fiquei em dúvida entre o Satriani e o Mozart Mello, mas acabei escolhendo o primeiro devido aos nossos leitores de outros países. Fica dessa forma consignado meu reconhecimento ao grande Mozart pela sua contribuição à Guitarra Brasileira. Aliás, todos aqui na SANTO ANGELO somos fãs do Mozart há muito tempo, auxiliando em sua divina missão de compartilhar conhecimento.

Como sempre faço, antes de falar sobre a guitarra icônica, iniciarei com um breve histórico de fantástico Joseph “Joe” Satriani nascido no dia 15 de julho de 1956, em Westbury, Nova Iorque / USA. Iniciou seu interesse na música encantado com outro instrumento, a bateria, mas se inspirou a tocar guitarra aos 14 anos depois de saber da morte de Jimi Hendrix  em 1970. Não precisa nem dizer que uma de suas influências foi Hendrix, além de outros como Jimmy Page e Jeff Beck.

Logo em 1971 já estava ensinando outros jovens a tocar guitarra. Um de seus primeiros alunos bateu em sua porta com um violão na mão e um pacote de cordas na outra, dizendo que gostaria de aprender a tocar. Simplesmente era Steve Vai. Se tiver interesse, leia meu post anterior sobre a história e a guitarra icônica de Steve Vai, clicando aqui. E já que estamos falando de professores, que tal estudar sobre Steve Vai com Bruno Palma nessa masterclass de primeira?

Em 1974, Satriani foi estudar música com o guitarrista de jazz Billy Bauer e com o pianista do mesmo gênero Lennie Tristano. Depois de morar brevemente no Japão, Satriani fixou-se em San Francisco, Califórnia. Em 1978,começou a ensinar na SECOND HAND GUITARS em Berkeley. Seus estudantes incluiriam David Bryson (Counting Crows), Kirk Hammett (Metallica), Kevin Cadogan (Third Eye Blind) e muitos outros.

Em 1979, Satriani formou a banda POP “The Squares” em San Francisco, formada por Jeff Campitelli (bateria) e Andy Milton (baixo). Esta formação (Power Trio) é o formato que o Satriani aderiu ao longo de sua carreira.

No início da década de 80, o ex-aprendiz Steve Vai ganhava popularidade com o seu trabalho com David Lee Roth. Em suas entrevistas, Vai sempre citava o nome do seu mestre para diversas revistas especializadas, o que gerou interesse da mídia ao talento do “desconhecido” professor de Long Island. Este entusiasmo ao seu redor coincidiu com o lançamento do primeiro longo, “Not of This Earth”, de 1986. Com isso, as portas estavam abertas para Joe Satriani.

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Em 1987, Satriani lançou seu o segundo álbum “Surfing With the Alien”, sendo seu primeiro trabalho totalmente instrumental. Na mesma época, Satriani também excursionou na Austrália e Nova Zelândia com Mick Jagger na divulgação do álbum dos Rolling Stones.

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No início da década de 1990 ele começou a usar uma guitarra que levava a sua assinatura, obviamente seguindo a tradição de muitos ícones da guitarra. A empresa Ibanez, reconhecendo seu talento, lançou a “Joe Satriani Series”, e acredito que até os dias atuais já foram confeccionadas cerca de 35 modelos diferentes da serie.

Em 1992, Satriani lançou “The Extremist”, seu CD mais aclamado pela crítica à época. As estações de rádio em todo o país foram rápidas em tocar “Summer Song”,  “Cryin” e “Friends” e a faixa título era composta de batidas regionais. O CD é agora considerado um clássico do rock.

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Em 1993 Satriani entrou para o “Deep Purple” em substituição de curto prazo do guitarrista Ritchie Blackmore durante a turnê japonesa da banda. Os shows foram um sucesso tão grande que Satriani foi convidado a integrar a banda permanentemente, o que não aconteceu em razão de contrato anteriormente firmado com a Sony Music.

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Em 1996, ele formou o “G3”, uma turnê com três guitarristas de rock instrumental: Satriani, Steve Vai e Eric Johnson. A turnê G3 continuou periodicamente desde sua versão inaugural, tendo Satriani e Vai como membros cativos e um terceiro guitarrista flutuante, dentre os quais destacamos Eric Johnson, Yngwie Malmsteen, John Petrucci, Kenny Wayne Shepherd, Robert Fripp, Rondat Patrick entre outros. Esta formatação de turnê faz sucesso até os dias atuais, sendo ele hoje o único guitarrista fixo.

Satriani já recebeu 14 indicações ao Grammy e vendeu mais de 10 milhões de discos no mundo inteiro. Muitos de seus fãs o chamam de “Satch”, uma forma abreviada de Satriani, assim como os seus amigos de muitos anos. A canção “Satch Boogie”, do álbum “Surfing With the Alien” é uma das várias centenas de canções numeradas, mas sem nomes, como “Satch Boogie 1”, “Satch Boogie 143”, etc. Muitos guitarristas se referem a ele como “Saint Joe”. Para quem quiser continuar pesquisando mais sobre a discografia de Satriani pode consultar o este link.

Satriani usou uma grande variedade de amplificadores de guitarra ao longo de sua carreira, mas decidiu adotar por muitos anos apenas dois JSXs Peavey. Hoje faz uso de outros, como os Marshalls.

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Seus pedais de efeitos incluem o Dunlop Cry Baby, Digitech Whammy, BOSS DS-1, Fulltone Ultimate Octave, e Electro-Harmonix POG (Polyphonic Octave Generator), assim como muitos outros guitarristas virtuosos, também com alguns modelos personalizados pela Vox, incluindo o overdrive “Ice 9”, a distorção “Satchurator”, o delay “Time Machine” e o “Big Bad Wah”.

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Satriani também fez parceria com uma empresa de acessórios para criar uma linha de assinatura de palhetas e correias de guitarra com sua arte.

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Já as guitarras personalizadas de Satriani são equipadas com captação DiMarzio “PAF Joe” ou “PAF Pro” na posição  braço, além um “Fred” ou “Joe Mo” na ponte. As pontes flutuantes são exclusivas da Ibanez conhecidas como Edge Pro.

E de “winner” is:

Muitos não concordarão comigo, mas em meio aos quase 35 modelos de guitarras de Satriani (alguns ainda comercializados pela marca ainda hoje), eu considero a sua guitarra icônica a JS2 CH (1990), por acreditar que este modelo está presente na memória emotiva de muitos guitarristas.

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Quem nunca teve vontade de ter uma guitarra “cromada”? Enfim, os demais modelos de guitarras de Satriani podem ser encontrados neste link.

Uma grande curiosidade sobre Joe Satriani é sobre uma série de guitarras que foram customizadas por ele mesmo, como as JS25ART. Seu “traço” é muito característico de seu trabalho, os desenhos são prontamente associados ao seu nome.

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Assim como já comentei no post sobre Steve Vai, acho complicadíssimo em um simples post resumir trajetórias brilhantes desses fantásticos músicos. Portanto, aceito comentários, opiniões e ou até mesmo lembretes de algo que eu tenha esquecido de mencionar nesse post, tanto aqui no blog como nas redes sociais da SANTO ANGELO.

Abração e até a próxima.