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Guitarras Icônicas – Steve Vai: “Jem”

Links - Guitarra Steve Vai 05-10-15 (2)

Por Dr. Alexandre Berni

Olá pessoal! Depois de alguns posts tratando da Expomusic 2015, como esse aqui no blog, hoje retomamos nossa conversa sobre guitarras icônicas. E por falar em Expomusic, lembro a vocês que um dos lançamentos da SANTO ANGELO na feira, foi a linha de cabos ICON Series, uma merecida homenagem a duas grandes guitarras icônicas já abordadas nesse blog: a Frankstrat e a Polka Dot.

Falar sobre a guitarra icônica de hoje em dia não é uma tarefa muito fácil. Por isso, escolhi primeiro um guitarrista conhecido por todos os nascidos depois de 2000 (e antes também, claro), cuja carreira brilhante está a três décadas se destacando junto às suas guitarras personalizadas e com uma característica inovadora de tocar. Portanto, mantendo a linha dos posts anteriores, vamos resumir a história deste ícone mundial: Steve Siro Vai.

O músico nasceu no dia 6 de junho de 1960 em Long Island, no estado norte-americano de Nova Iorque. Começou a ter aulas de guitarra aos 12 anos de idade e seu primeiro professor foi Joe Satriani. Alguns anos depois, o guitarrista seguiria os mesmos passos de seu mestre, formando-se na famosa Berklee School of Music. Podemos observar que o seu virtuosismo foi lapidado por “bons artesões”.

Assim como muitos guitarristas, Steve aventurou-se morar em Los Angeles aos 20 anos de idade em busca de um “lugar ao sol” como músico. Sua primeira “investida” musical foi transcrever complicadíssimas composições de Frank Zappa para partitura. Claro que conseguiu chamar a atenção do músico pretendido e foi contratado para a banda de Zappa. Esta foi sua primeira oportunidade de começar a ficar conhecido no meio musical. Mas foi quando gravou seu primeiro disco solo, “Flex-Able Leftovers”, em 1984, que chamou definitivamente a atenção das bandas e guitarristas em geral.

Em 1985, entrou para a banda “Alcatrazz”, substituindo outra lenda das seis cordas: o sueco Yngwie Malmsteen. Vale a pena comentar que o vocalista / fundador da banda era Graham Bonnet, hoje em carreira solo, não mais acompanhado por Vai. Interessante notar que o guitarrista atual de Bonnet é um brasileiro: Conrado Pesinato, que desde 2011 é um dos endorses internacionais da SANTO ANGELO. E que tal estudar uma masterclass do Conrado clicando aqui?

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Quando David Lee Roth deixou a banda “Van Halen”, convidou Vai para tocar em sua banda solo. O vocalista era muito famoso, o que proporcionou enorme projeção na carreira de Vai, realizando grandes turnês e lançando mais discos: “Eat ’Em And Smile”, em 1986 e “Skycraper”, em 1988, com David Lee Roth.

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Em 1989, o guitarrista do “Whitesnake”, Vivian Campbell, sofreu um acidente que o impossibilitou de entrar em estúdio. “Slip Of The Tongue” foi então gravado por Steve Vai como músico convidado. O guitarrista ainda tocou com a banda na turnê de divulgação do disco, considerada pela crítica uma das melhores turnês do grupo.

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Após a tour com o “Whitesnacke”, em 1990, Vai se dedicou a gravar seu  disco “Passion And Warfare”. O álbum foi aclamado mundialmente, dando ao guitarrista o status de “deus da guitarra”. A faixa “For The Love of God”, em especial, impressionou a todos, alternando com perfeição sua técnica, velocidade e ‘feeling’. Desafio a qualquer guitarrista dizer que não conhece esta música ou que nunca teve vontade de tocá-la.

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Em 1993, Steve gravou “Sex & Religion” com o vocalista Devin Townsend. O disco não foi um grande sucesso e o guitarrista voltou às origens com músicas instrumentais nos trabalhos seguintes: “Alien Love Secrets”, de 1995, e “Fire Garden”, de 1996.

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Ainda em 96, Steve entra no projeto “G3” com seu antigo professor Joe Satriani e Eric Johnson, conquistando um sucesso mundial também. Os shows consistiam em uma apresentação individual de cada um dos músicos e uma ‘jam session’ entre os três no final da noite. A turnê foi registrada em 1997 com o lançamento do disco “G3:Live Concert”.

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Como uma máquina de produzir sucessos, Steve lançou mais um disco solo, o “The Ultrazone”, que saiu em 1999 e nos anos seguintes o guitarrista continuou lançando álbuns e registros ao vivo. Em 2003, Vai voltou a sair em turnê com o G3, desta vez ao lado de “Satch” e Yngwie Malmsteen.

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No ano de 2005, Steve estreou uma peça de guitarra e violão chamada “The Blossom Suíte”, que compôs em parceria com a violinista erudita Sharon Isbin. Nesse mesmo ano lançou “Real Illusions: Reflections”.

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Nos últimos anos, além de continuar lançando seus álbuns, criou também canções para trilha de ‘games’ e participou de álbuns de diversos artistas, como Glenn Hughes, The Devin Townsend Band, Motörhead e Meat Loaf. Seu álbum mais recente foi lançado em 2015: “Stillness in Motion”.

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Quem achar que passei muito resumido e quiser melhores informações sobre a discografia do Steve vai, sugiro acessar esse link.

Agora que já relembrou os sucessos, vamos ao que seria o objetivo central deste post: falar sobre a guitarra icônica de Steve Vai. Durante sua trajetória profissional, Steve utilizou muitos modelos personalizados de guitarras com peculiaridades e (estranhos) nomes sugeridos por ele mesmo. Se alguém souber o que significa a palavra JEM, por favor, escreva para nós porque até hoje nunca ouvi uma resposta convincente. Alguns dizem que o nome vem de um amigo pessoal de Vai que desenvolveu suas guitarras: “Joe Despagni”. Mas quem aí conhece outra explicação mais convincente?

Com o sucesso de Vai, muitas empresas ligadas à música o procuravam para “linkar” seus produtos à imagem dele, mas foi com a fabricante de guitarras Ibanez que Steve resolveu desenvolver seus instrumentos musicais. Baseado em suas guitarras favoritas, Vai enviou seus planos aos especialistas da Ibanez. Foram feitos dois protótipos. O primeiro foi semi-oco, feito de Maple, e o segundo foi Maple / Mogno / Maple, com um corpo sólido. Entretanto, a inovação, depois considerada como uma marca característica das suas guitarras, era o “Monkey Grip” (“pegada do macaco” em tradução livre) que Vai usa para segurar a guitarra quando está tocando tapping.

Ambos esses modelos incorporaram o “Monkey Grip”, mas o buraco real era consideravelmente maior do que o que está nos modelos de produção. Os dois protótipos também usavam captadores DiMarzio PAF Pro, humbuckers nas posições da ponte e um captador single-coil custom-wound no meio.

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As guitarras conhecidas como “Jem” provaram ao longo do tempo (e lá se vão 20 anos ou mais) que iriam resistir às mudanças do estilo de construção de guitarras. Foi um clássico que redefiniu as regras do que uma guitarra pode ser e fazer, reescrevendo possibilidades e história, diversificando as opções para os músicos que dispunham entre Stratos, Teles e Les Pauls. As Jems geraram dezenas e talvez centenas de imitadores, mas sempre liderando como uma das mais bem sucedidas linhas de guitarra Signature de todos os tempos. Alguns arriscam dizer que chegaram a ser o segundo modelo de guitarra mais vendida no mundo.

Não podemos esquecer que existem outros acessórios musicais com a assinatura do Vai que tiram proveito de sua enorme popularidade entre os guitarristas:

Pedal de Distorção

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Cabo de guitarra

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Palhetas

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Pedal de volume

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Amplificador

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Correias de guitarra

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Captadores

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Claro que nem todos esses produtos são utilizados por Steve Vai em suas GIGs. Mas quem poderá falar muito mais sobre é o mais novo colaborador do nosso blog: Marcelo Coelho. Ele e sua empresa, a Guitartech do Rio de Janeiro / RJ, foram os responsáveis pela montagem e regulagem da pedaleira do Vai em recente tour feita pelo guitarrista no Brasil, passando por vários escolas de Música. Fiquem atentos porque em breve o Marcelo estreará no blog falando sobre pedais.

E finalmente, na minha opinião, a guitarra icônica de Steve Vai é a JEM 777 na cor Branca com pequenos detalhes dourados.

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Não concorda? Então quais desses modelos das outras guitarras comercializadas (e colecionáveis) do Vai seria a sua icônica?

Jem 777DY

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Jem 777LNG

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Jem 7RB

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Jem 77FP

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Jem 77FP – Pattern 2

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Jem777SK

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Jem 77GMC

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Jem 77BFP

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UV777GR

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Universe 777UVP

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7WH

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Jem UV77REMC

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Jem7BSB

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Jem 90HAM

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Jem 70VSFG

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Jem 555

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Jem 333 – Conhecida como Jem Jr.

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Jem 20TH

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Difícil, não é mesmo? Como já disse, acho complicadíssimo em um simples post resumir uma trajetória brilhante e escolher uma icônica deste fantástico guitarrista. Portanto, devo lembrar a todos vocês que me enviem seus comentários, sugestões ou até mesmo lembretes de algo que eu tenha esquecido de mencionar nesse post.

Abraço forte e até a próxima.




  • Gerson Loureiro

    vc esta de parabéns excelente matéria!!