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Influência dos jogos eletrônicos no aprendizado musical

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por Alexandre Magno

Você já ouviu falar de “Guitar Hero”, “Frets on Fire”, “Rock Band” e “RockSmith”? Se tiver mais de 40 anos, certamente nunca ouviu e por isso mesmo perdeu uma revolução no mercado dos games e da música.

Dito isso, a pedido da SANTO ANGELO, hoje vou explicar um pouco da história dos games e sua influencia no “despertar” de novos músicos.

Como muitos dos meus leitores contemporâneos ou de mesma idade, aqueles nomes significam títulos de grandes franquias de jogos eletrônicos do tipo Musical no mundo dos videogames. A ideia desses jogos é levar os “gamers” ao mundo da Música como se fosse um Rockstar, fazendo-os tocarem, ou simular que estão tocando, os grandes clássicos do Rock em palcos diferentes, desde bares sujos até grandes shows lotados.

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Eles são jogados com controles em forma de instrumento (guitarra, baixo, bateria) para dar mais ainda a impressão de imersão no jogo e o objetivo principal é desafiar os jogadores acertarem as notas que aparecem na tela apertando os botões certos no instrumento (controle), seguindo o ritmo e duração indicados.

E os desafios e as dificuldades vão aumentando…

Existem diversos modos dentro dos jogos, alguns com estórias bem legais, como por exemplo, a formação da banda imaginária até o big show, possibilitando até a participação de mais jogadores através dos bons e velhos multiplayers online e off-line, reunindo toda galera. Conforme o jogador (ou os jogadores) for progredindo, as músicas ficam mais difíceis e o software do jogo vai liberando novos conteúdos, como personagens novos e guitarras diferentes.

O precursor desse estilo de jogo foi o Guitar Hero, lançado no final de 2005, influenciou varias pessoas a entrarem no mundo da Música e da guitarra de verdade. Desta forma, esse games apresentaram, às novas gerações, as bandas mais clássicas do rock’n’roll. Alguns guitarristas famosos como Slash e Tom Morello até participaram como “chefões” (Boss) de alguns jogos (eles foram renderizados e inseridos no jogo).

Guitar Hero foi considerado um dos jogos mais influentes do século XXI.

Recentemente foi anunciando uma nova versão desse game, o Guitar Hero Live, para consoles de última geração que devem sair em breve com algumas novidades e, conhecendo os desenvolvedores, podemos esperar novidades surpreendentes.

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Outra grande franquia foi o Rock Band, que inovou trazendo a possibilidade de usar outros instrumentos além da guitarra, como bateria, baixo e até a voz, fazendo uma “jam session” virtual como se fosse uma banda completa. Bem mais legal, não é?

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Mas é só de realidade virtual que vivem esses jogos?

Claro que não porque a tecnologia progride rapidamente com os novos processadores, seguindo a Lei de Moore. Ah, não sabe quem é esse cara? Gordon E. Moore, foi co-fundador e presidente da Intel Corporation, que num artigo publicado na revista “Electronics Magazine” de 19/04/1965, previu que a cada 18 meses, a capacidade de processamento dos computadores dobraria, enquanto os custos permaneceriam constantes. Essa profecia tornou-se realidade e acabou ganhando o nome de Lei de Moore.

Voltando à nossa pergunta, o mais atual e revolucionário é a franquia “RockSmith” que tira a guitarrinha de brinquedo do controle e coloca uma guitarra de verdade (sim, você pode tocar com a sua própria guitarra). Assim, o jogo acaba ensinando o “player/musician” a tocar de verdade no decorrer do seu avanço. Ele se adapta ao nível do jogador durante toda a partida, retirando ou colocando mais notas de acordo com os acertos, fazendo com que músicos iniciantes aproveitem a diversão/aula tanto quanto músicos avançados.

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Grande parte desses jogos possuem pacotes de expansão com mais músicas (que são adquiridos dentro do próprio jogo) e também algumas versões temáticas do jogo com um ritmo ou banda especifica (rock e metal, por exemplo).

Não gosta do “RockSmith” e quer outra opção de game?

Um jogo muito interessante é o Brutal Legend, que traz como protagonista um roadie interpretado pelo ator Jack Black (o mesmo do filme “Escola de Rock” de 2003) e conta com as participações especiais de monstros como Ozzy Osbourne, Lemmy Kilmister, Rob Halford dentre outras. No jogo você é transportado para o mundo do heavy metal e se transforma no salvador dessa terra travando guerras com sua guitarra “Flying V”, entrando em bate cabeças e afins (é sério rs). Vale a pena conferir também para relaxar um pouco e relembrar grandes clássicos.

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Fora a febre no vídeo game, diversas versões mais simples foram lançadas para o PC (com base em Flash) ou para Smartphones. Alguns até permitem alterações e customizações nas músicas.

Saindo um pouco do console, por que esses games foram uma revolução para o mercado da música?

Em certa época, a música era considerada inacessível ou mesmo “coisa de vagabundo” (isso continua até hoje, não é?), porém, os jogos quebraram muitos paradigmas e geraram um interesse crescente na garotada (e alguns adultos, claro) em aprender de verdade. Afinal, que jogador que passou por todas as fases não queria sair tocando com um violão e fazer um som “de verdade” com a galera?

Nisso, a demanda por bons professores e escolas de música aumentou vertiginosamente, gerando mais oportunidades e empregos para os músicos e a revelação de grandes talentos. Muitas das escolas continuaram utilizando o jogo também como complementação (ou lição de casa) do conteúdo ensinado em sala de aula.

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Os games trouxeram muitas vantagens para quem quis se tornar um aluno, uma vez que não chegava às aulas desprovido de qualquer conhecimento. Além do incentivo e da vontade de aprender, o “já músico iniciante” chegava com certa noção rítmica (o que ajudava na hora de fazer o Bona ou o Pozzolli) e coordenação motora um pouco mais apurada nos dedos e nas mãos.

Outro ponto legal é o conhecimento musical do aluno que cresce sempre, a capacidade de sociabilização que melhora e a concentração (acompanhar aquele monte de cores na tela exige um pouco de foco). Ou seja, videogame não é um vilão, mas um aliado.

Mas lembre-se, se seu intuito é se tornar músico, o jogo se torna um facilitador e uma distração, mas o foco deve estar nos estudos técnicos e teóricos do seu instrumento.

E para vocês também saberem, nos dispositivos móveis (tablets e smartphones) alguns aplicativos usam dessa forma de jogo para ensinar. No campo de linguas, temos o Duolingo, que você vai avançando e aprendendo um idioma. E a música não fica de fora, mas isso é tema para um outro post.

E você, conhece outro jogo ou aplicativo que ajude na formação do músico ou mesmo que entretenha com essa temática musical? Comente aqui no blog ou em nossas redes sociais.

E ai, bora jogar e treinar?

Grande abraço e até a próxima!

 

Fontes:

G1