Lugar de mulher é na cozinha sim, mas da banda!

KATE DAVIS FB

por Carolina Gasparini

8 de março, Dia Internacional da Mulher. Isso, o dia daquela que dá à luz, que lava, passa, cozinha, que enfrenta o preconceito e machismo do mundo todos os dias e, com honrosas exceções, ainda consegue tempo para se divertir e tocar. Tocar um instrumento musical sim, porque os instrumentos não funcionam à base de testosterona. É possível sim, ser uma ótima musicista, com técnica, improviso e talento. E ser Mulher com M maiúsculo!

Nesta semana, o nosso blog vai abordar diversos assuntos voltados ao universo feminino para nossas leitoras (para os marmanjos também) e lembrar que lugar de mulher pode sim ser na cozinha, mas na cozinha da banda, tocando baixo ou bateria.

Na história da música, temos inúmeros exemplos de mulheres que bateram de frente, enfrentaram a sociedade masculina machista e deram sua cara a tapa, tanto para tocar quanto para lidar com sua vida pessoal. Exemplos não faltam, mesmo no Brasil. Chiquinha Gonzaga, Maysa, Rita Lee, Cássia Eller e Elis Regina (sem preconceitos, por favor) são exemplos dessas mulheres, que não tiveram medo da vida e se impuseram para realizar seus desejos.

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Você pode chegar onde quiser!

Existem muitas pessoas (especialmente homens mal informados) que dizem que uma mulher pode ser musicista, cantar ou tocar em orquestras, mas não guitarra, baixo, bateria ou tocar músicas extremas. Para nossa felicidade, existem muitas artistas que enfrentaram esse padrão e servem como magníficos exemplos de que a mulher toca o que quer e no estilo que desejar.

Da mesma forma que existem exímias cantoras e pianistas líricas, gospel e da MPB, também temos guitarristas, bateristas, baixistas e vocalistas de bandas de trash e black metal, cuja voz até confundimos com as masculinas. Se a mulher tem talento, corre atrás e não tem medo de enfrentar cara feia, ela chega onde quiser.

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A música ainda é dominada por homens e, portanto, machista. Não é fácil ir de encontro à maré em vez de segui-la e ouvir piadinhas, comentários, perguntas e falatórios sobre ser musicista. No entanto, com coragem, é possível mostrar todo o valor da figura feminina na música, não somente como musa inspiradora e figura sexy, mas como musicista e profissional. Sem falar da tremenda influência feminina nos filhos e filhas, como no vídeo testemunho que a Paula Yamaoca fez para a SANTO ANGELO e você pode conferir neste post da nossa área reservada.

Tina S, uma francesa de apenas 15 anos mostrou que isso é possível com o vídeo abaixo. Seu professor gravou a menina acompanhando a música “Through the Fire and Flames” da banda Dragonforce.

Enfrente o mundo, mesmo que de salto

Para se inserir em esferas consideradas masculinas, as mulheres não precisam vestir uma armadura masculina e se fantasiar de homem, como Mulan, a princesa do filme da Disney, faz para ocupar o lugar de seu pai no exército chinês, derrotar os invasores mongóis e ainda salvar o Imperador da morte certa. Basta saber se impor e marcar seu território.

É possível enfrentar o machismo de coturno ou de salto alto. Uma mulher feminina não é necessariamente fraca ou frágil. Ela apenas gosta de ser delicada, usar maquiagem e estar com o cabelo arrumado. Da mesma forma, uma menina que tenta se impor pela masculinidade não é lésbica. Apenas utiliza a forma que julgou adequada para se manter num ambiente que não comporta dois gêneros diferentes.  Ainda.

Personalidade e estilo são coisas pessoais, que não deveriam interferir na sua vida pessoal ou profissional, mas sabemos que não é bem assim que a banda toca. Especialmente no mundo da música, algumas adaptações podem ser necessárias, mas nunca perca sua essência. Você é o que você é e de nada adianta mudar completamente para agradar alguém se você viver frustrada sem se reconhecer em seu próprio corpo.

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Uma oportunidade de mostrar ao mundo quem você é, seria participar dos concursos da SANTO ANGELO. Ou então, mandar um vídeo via Instagram para o 15 segundos e mostrar a qualidade do seu trabalho, sem medo de comentários e chacotas. Somos uma das poucas empresas brasileiras que abrem espaços assim.

O que teremos na semana?

Para começar a semana, o Dr. Santo Angelo faz o seu apelo, para que as mulheres permeiem mais o mundo da música e mostrem seu talento, tocando, construindo, compondo ou produzindo. O post do dia 10 (3ª feira) falará um pouco sobre a mulher que não toca, mas que acompanha seu filho/namorado/marido nos shows, ensaios e turnês e dá todo o apoio que ele precisa, cuidando de sua carreira, alimentação e vida. Porém, além de cuidar do músico, também é importante para as mulheres manterem-se saudáveis e para isso conversamos com uma fisioterapeuta para buscar exercícios que ajudem as mulheres musicistas, que devem evitar doenças relacionadas ao peso do instrumento, postura incorreta ou lesões por esforço repetitivo. Tudo isso você ficará sabendo na 5ª feira, 12.

Na 4ª feira, dia 11, falaremos das mulheres empreendedoras, que “tocam” diversos estabelecimentos por todo o Brasil e fazem a diferença com suas lojas de instrumentos musicais ou serviços que prestam, como a luthieria. E a nossa tradicional Masterclass do dia 13, será feita pela endorsee, Marina Jacintho, que preparou a primeira aula de teclado do Lounge.

E estendemos a programação para o sábado com uma relação de musicistas que se destacam no mundo todo.

Por tudo isso, curta seu dia internacional com muita alegria por ser Mulher e não se esqueça de acompanhar nosso blog não só nesta semana, mas em todas outras para deixar sua opinião. A SANTO ANGELO respeita todas vocês.

Até segunda!