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Luthieria: uma arte pouco reconhecida?

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Você concorda que, para os músicos, instrumentos e alguns acessórios musicais são quase membros da família? E que muitos não os vendem por dinheiro algum, considerando que são verdadeiras obras de arte?

Acha que estou exagerando?

Meu nome é Lygia Teles e hoje vamos conversar sobre como um luthier e suas criações (instrumentos musicais, claro) podem ser considerados como Arte e admirados por pessoas que nunca tocaram um acorde ou até mesmo expostos em museus renomados pelo mundo.

Definir Arte é um grande desafio, pois é um conceito intangível e abstrato. Por isso, vamos começar analisando a palavra: Arte vem do latim Ars, que significa Habilidade.

Dessa forma, Arte pode ser definida como uma atividade que manifesta a estética visual, desenvolvida por pessoas (Artistas) que se baseiam em suas próprias emoções ou experiências vividas para cria-la.

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Arte também pode ser um reflexo ou crítica à sociedade na qual o artista se insere. Dessa forma, a Música é Arte assim como qualquer outra expressão visual do Belo.

O desenvolvimento do homem, desde os primórdios, esteve atrelado à descrição do que ocorria à sua volta de modo que esculturas e pinturas são formas milenares de expressões artísticas.

Os artistas por meio de suas obras nos fazem refletir e treinar o nosso olhar em relação a objetos simples do cotidiano, imprimindo neles seus sentimentos e sensações em relação ao mundo.

Estilo e Estética são as suas manifestações. Estilo é a forma da obra e Estética é o fundamento da Arte. Cada qual interpreta os cenários e objetos de uma maneira única e singular.

Com esses conceitos em mente, vamos conhecer um luthier premiado.

Jens Ritter é um jovem luthier alemão, especializado em baixos e um antigo conhecido dos cabos SANTO ANGELO.

Aliás, muitos baixistas brasileiros o conhecem e possuem instrumentos musicais fabricados pelo profissional, entre eles o Marco Túlio Lara, do Jota Quest.

O Museu de Belas Artes de Boston  que fica na cidade de Boston, Massachusetts, é um dos maiores dos Estados Unidos e mantem a 2ª maior coleção de obras de arte, depois do Metropolitan Museum of Art de New York.

Entre outras, o Boston possui uma extensa coleção de mais de 1.100 instrumentos musicais, oriundos de várias épocas e partes do mundo.

Clique aqui para conhecer parte da coleção de instrumentos antigos de cordas Show.

Eu não ainda não tive a sorte de visitar esse museu e, portanto, não encontrei nada referente aos instrumentos contemporâneos da coleção deles. Se você conhece alguém que já esteve lá, peça para compartilhar as fotos nos comentários desse post.

Mas eu sei de um fato recente bem legal: o curador do museu, Darcy Kuronen, à esquerda da foto abaixo junto ao Jens adquiriu o baixo modelo Conceito R8  para a coleção definitiva do Boston.

O preço de aquisição não foi revelado, mas temos certeza que daqui a uns 300 anos, poderá valer milhões de dólares como poderá ler logo mais.

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E no Brasil, temos algo parecido?

Infelizmente, até onde sabemos, nenhum luthier brasileiro chegou lá, mas exemplo de Arte em Guitarras não faltam.

Um deles ocorreu na comemoração dos 30 anos do Festival Rock in Rio, quando a Led’s Tatoo e a Rádio Mix promoveram uma exposição com dez esculturas no formato de guitarra e customizadas por tatuadores.

Essa ideia surgiu a partir da possibilidade de apresentar um evento acessível de Arte em um grande festival de música. Nem preciso dizer que a inspiração veio das cidades que hospedaram o “Rock in Rio” pelo mundo.

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E voltando ao assunto de valores, já ouviu falar dos violinos Stradivarius?

Antonio Giacomo Stradivari, que viveu em Cremona, Itália entre 1644 e 1737 foi um luthier excepcional que assumiu ideias diferentes de construção de violinos até então conhecidas. Saiba mais sobre Stradivari nesse link .

Em 2006 um violino Stradivarius foi vendido em Nova York por US$ 3,5 milhões, preço jamais alcançado por um instrumento musical em leilão. O violino, conhecido como “The Hammer”, em referência ao sobrenome do proprietário original, foi adquirido por telefone em um leilão organizado pela firma Christie’s.

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Esse modelo foi fabricado por Stradivari em 1707.

Mas, o que justifica esse valor?

A qualidade do som é inigualável, porém não há nenhuma certeza em relação aos tipos de madeiras utilizadas. Por meio de estudos, acredita-se que Stradivari utilizou o Acero para o fundo, ilhargas e braço e o Abetopara  o tampo harmónico.

Já nas partes da estrutura interna, como os troppos ou blocos, por exemplo, era usado Carvalho e nas contra-faixas, Abeto ou Salgueiro.

Além disso, Stradivari usava no tratamento da madeira diversos tipos de minerais. Foram encontrados principalmente no tampo, mais de 30 tipos ao todo, sendo o bórax, ou tetraborato de sódio, o responsável por criar uma ponte entre as moléculas.

Segundo estudos, todas essas características contribuem na propagação do som, além de aumentar a rigidez da madeira conferindo ao timbre qualidades especiais.

Assista esse vídeo para saber mais sobre a sonoridade de um legítimo Stradivarius:

Hoje é evidente que esses instrumentos, com mais de 300 anos de uso, tem um som único e são cobiçados por músicos e admiradores em todo o mundo.

Voltando agora à profissão de luthier, que tal usar esses exemplos e adotar um objetivo bem alto para a sua carreira?

Abraços e até a próxima!

Lygia Teles, é Relações Públicas e pós-graduanda em Gestão de Marketing pelo SENAC-SP. Desde janeiro/16 integra a equipe de Marketing e Comunicação da SANTO ANGELO.