Mauro Henrique: Valores que inspiram

Fala meu querido leitor, tudo bem?

Você que acompanha o blog SANTO ANGELO há muito tempo (sempre lembrando que já fazem alguns anos que começamos, haha) teve a oportunidade de refletir sobre muitos temas que envolvem a vida de um endorsee da marca e a sua trajetória.

Mesmo aqueles que resolveram seguir outros caminhos, suas histórias permanecem aqui no blog porque ninguém pode (nem deve) esquecer os degraus que pisou quando começou subir a “escadaria” da carreira musical e profissional.

Aliás, esse assunto de “endorser” ou “endorsee” já foi várias vezes explicado aqui no blog, como nesse post  de agosto de 2016. No entanto, eu acredito que a SANTO ANGELO atingiu um outro patamar com seus artistas, Brothers e músicos em geral.

E para ser moderna, será que posso chamar esse relacionamento de “pós endorsees”?

Ou seja, será que os valores que uma empresa (do diretor ao mais simples empregado) acreditam podem ser os mesmos que um artista que absolutamente não precisa de patrocínio porque já alcançou o reconhecimento mundial?

Você deve concordar comigo… é sempre bom buscar exemplos que nos inspiram a sermos melhores, tanto como seres humanos, tanto como músicos.

Principalmente quando não estão envolvidos valores financeiros, sempre tendenciosos quanto aos objetivos dessas “inspirações”.

Claro que isso acontece com a SANTO ANGELO pois todo o nosso cast de artistas não recebe um centavo para usar nossos produtos, mas os utilizam porque gostam e nunca tiveram problemas em admitir suas preferências.

No entanto, também ficamos animados quando temos a oportunidade de conhecer músicos diferenciados e compartilhar nossos valores morais, sem envolver dinheiro ou qualquer outra forma de pagamento.

SIM, GENTE ASSIM EXISTE E MUITOS PODEM ESTAR MUITO PERTO DE VOCÊ!

Para você ter uma ideia, há poucas semanas atrás, tivemos uma visita incrível aqui na nossa fábrica em Guarulhos/SP. Recebemos, por indicação de um amigo comum, o talentoso Mauro Henrique, compositor e vocalista da banda Oficina G3, hoje parada.

Conhecer exemplos reais de pessoas como eu e você, que conseguiram passar por cima de dificuldades, pode nos ajudar a alcançarmos os objetivos que pretendemos atingir ainda nesse segundo semestre do ano (ainda temos 216 dias)

E antes que  pergunte se o Mauro Henrique firmou um contrato com a SANTO ANGELO, posso dizer que muito mais que isso. Acreditamos que os valores da nossa marca estão alinhados com os propósitos e valores do Mauro Henrique.

Não acredita? Quer ler para crer? Então, confira essa entrevista com o nosso amigo Mauro Henrique que dispensa qualquer apresentação.

Se preferir, ao invés de ler esse post, você poderá ouvi-lo clicando na imagem abaixo. Depois me conte como foi essa experiência. Combinado?

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SANTO ANGELO: Quem é e como você definiria o artista Mauro Henrique em poucas palavras?

MAURO HENRIQUE: Uma pessoa agraciada e grata a Deus por todas as experiências vividas e experimentadas, porque são as experiências que nos fazem amadurecer. Além disso, me considero uma pessoa que continua desejando crescer e ser aperfeiçoado, principalmente em valores.

SA: Pode nos contar mais sobre o começo da sua carreira musical e quem foram as pessoas/músicos que o influenciaram?

MH: Comecei tocando violão aos 8 anos de idade, na igreja em Brasilia / DF, sob a influência do meu irmão Carlos e do meu grande amigo Leonel, tocando uma música da banda que mal podia imaginar que faria parte muitos anos depois, a Oficina G3.

Mas entrei no caminho profissional, mais ou menos as 17 anos, quanto uma atitude mudou a trajetória da minha vida. Resolvi me inscrever num concurso a nível nacional num programa da Rede Globo.

Passei nas primeiras fases, porém o concurso foi cancelado e nem foi ao ar, mas digo que mudou o curso da minha vida porque foi aí que o dono do estúdio que gravei gostou do meu trabalho e me chamou para trabalhar com ele.

Daí para eu aprender e me apaixonar por gravação, produção, mixagem e masterização, só foi uma questão de tempo.

Então antes de entrar no Oficina G3, já trabalhava há 8 anos com produção musical.

Eu sempre ouvi muita coisa, por isso é difícil para eu falar sobre influências musicais, pois sou diariamente influenciado. Então prefiro falar das raízes ou fontes que influenciaram as bandas que também me influenciam (rsrs), como Led Zepelim, Beatles, Queen, U2, Jeff Buckley…

Embora muita gente não imagine isso, não curto muito metal progressivo e melódico.

SA: Como é o seu processo criativo para compor suas músicas? Costuma aguardar chegar à inspiração?

MH: Meu processo criativo anda mudando… Antigamente eu fazia a música sempre a partir da Harmonia e Melodia, normalmente juntas, e só depois de tudo pronto eu parava para fazer a letra.

Mas hoje, por exemplo, eu estou mais escrevendo letras do que fazendo a Harmonia e Melodia, talvez porque eu já tenha muitos esboços de Harmonia e Melodia guardados ou talvez porque eu esteja lendo mais (rsrs).

A inspiração, para mim, vem quando penso em melodias aleatórias normalmente ou, às vezes, quando pego despretensiosamente o violão. Não tem bem uma regra.

SA: Qual foi a sensação ao receber o Grammy Latino em 2009?

MH: Quando o Oficina me chamou foi surreal, afinal foi uma banda que me influenciou durante toda minha vida.

E qual jovem que frequentava igreja não ouvia Oficina G3? Era uma febre!

E é óbvio que colocamos muitas expectativas em tudo, quando acontece algo assim em nossas vidas. Mas eu não podia imaginar sequer que fossemos indicado ao Grammy, quantos mais ganharmos.

Quando fomos para Las Vegas, nos EUA, já estávamos satisfeitos só por estar lá. Até porque foi minha primeira viagem internacional. Eu estava encantado com tudo (rsrs).

Então nós ficamos malucos! E pra mim foi muito importante pois quando entrei na banda eu me cobrava muito, o público exigente do Oficina também… então você acaba tendo aquela coisa do ser humano, sabe?

Atitudes como conquistar seu território, respeito, deixar sua marca… Talvez o Grammy tenha sido também algo que me ajudou a conquistar, de certa forma, o respeito do público.

SA: Sabemos que a banda está num período sabático, mas como você vê o atual cenário Gospel brasileiro em função de novas bandas evangélicas?

MH: A realidade de que o mercado musical não está fácil para as bandas. Aliás, isso não se restringe só ao mercado Gospel, mas sim ao mercado musical brasileiro em geral.

Mas sabemos também que às vezes as coisas são cíclicas… num momento são as bandas que são a “bola da vez”, em outro é a música eletrônica, como por exemplo, que agora está numa ascendência violenta.

A questão para mim é ser versátil sem perder meus valores, sem se vender. Então acho importante sim estudar o mercado, mas não para simplesmente se render a ele, mas para encontrar maneiras de criar algo novo.

Sinto que as pessoas sempre estão a procura de algo novo.

Acho que o problema é que muitos só estão preocupados em pegar a “cauda do cometa”, aproveitando-se da moda em que o mercado se encontra.

Acho que deviam se preocupar mais em criar o “cometa”, ou seja, estabelecer uma arte seria mais genuína e respeitável.

Isso é o que falo sempre para meus alunos, nos cursos que também ofereço mentoria: criem algo novo, misturando o que é contemporâneo com as influências que fazem sentido para vocês.

O resultado dessa mistura pode até ditar um novo mercado ou, no mínimo, ser original.

SA: Você acredita na transformação das novas gerações por meio da Música?

MH: Eu acredito em transformação dos jovens por meio dos valores que podem ser expressados através da arte.

É o que você imprime com sua verdade na Música que mostra o que você tem dentro de si. A Música, assim como qualquer outra forma de arte, é um meio de ornamentação dessa comunicação, é um veículo.

Mas acredito que a Música em si (Ritmo, Melodia, Harmonia, Letra)  têm um poder invisível que contagia para o Bem ou para o Mal. Espero que nossos jovem sejam influenciados pelo lado bom de tudo isso.

SA: Qual mensagem você deixa para a galera que almeja seguir profissionalmente na Música?

MH: Sejam verdadeiros. Uma coisa que deturpa e atrapalha a beleza da arte é a falta de verdade que pode haver nela, por exemplo, quando as pessoas colocam o dinheiro na frente dos valores.

Outra coisa que também atrapalha a relação entre os que fazem a arte é o Ego, um Mal que assola a humanidade e que faz com que as pessoas só pensem em si mesmas.

A Música tem um poder de influência muito precioso. Que os músicos usem esse veículo para ajudar as pessoas a crescerem e não para diminuí-las.

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Um grande abraços para todos os leitores do blog SANTO ANGELO.

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Obrigada, Mauro, por dividir suas experiências e conselhos com a nossa galera.  E nem preciso te dizer que dúvidas, comentários e sugestões (elogios também são bem vindos) podem ser escritos aqui embaixo, ou nas redes sociais da SANTO ANGELO.

Abraços e até a próxima.

Lygia Teles, é Relações Públicas e especialista em Gestão de Marketing pelo SENAC-SP. Desde janeiro/16 integra a equipe de Marketing e Comunicação da marca SANTO ANGELO.