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Pagando o preço da sua música

2016-08-08 - FACEBOOK

Calma pessoal, ninguém vai tirar dinheiro do bolso para ler esse post :)

E aí? Tudo bem com vocês, depois daquela fantástica abertura das Olimpíadas Rio 2106? Se não leu meu post sobre o papel da Música no evento, ainda dá tempo de clicar aqui para reforçar a importância dos músicos na história brasileira.

Durante a cerimônia de abertura, com o devido reconhecimento aos grandes interpretes e autores da Música brasileira (até a Annita fez bonito), eu pensava até quando demorará que tantos outros compositores e músicos devam ser igualmente reconhecidos?

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Dia desses, estava assistindo a uma palestra sobre negócios na música em uma faculdade. Em dado momento, um dos membros da banca faz um comentário que me deixou pensando a noite toda. Uma frase tão simples, mas que fez tanto sentido. Afinal, como você responderia essa questão:

“Você precisa pagar o preço da sua música? ”

Algumas pessoas da plateia ficaram debatendo a resposta do ponto de vista monetário, mas o sentido era muito mais profundo. E nisso, retomei também parte da minha viagem à NAMM 2016 (como eu fui parar lá, leia aqui) que me fez observar muitas coisas sobre os músicos americanos e seu mindset diferenciado em relação ao brasileiro (na questão business, pois na questão arte, minha crença é que somos muito superiores).

Mas pagar o que?

Saímos da Música para a Filosofia, por um momento, para evocar nossa capacidade de escolher (podemos até pensar no livre-arbítrio, termo bem conhecido nas religiões ocidentais). Muitos pensam que é o desejo que nos faz escolher e não discordo disso. Outros, como nosso velho conhecido Aristóteles diz, no livro “Ética à Nicômaco”, que eles (os desejos) nos enganam nessas escolhas.

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Sendo nossos desejos norteadores ou enganadores, sempre que fazemos uma escolha, temos que “pagar um preço”. Seja ele emocional ou monetário. E ambas as situações acontecem com os músicos.

Como exemplo, peguemos um jazzista.

Suponhamos que sua escolha tenha sido tocar Jazz no Brasil. Aprendeu a tocar muito bem, como Joe Pass e outros grandes nomes, sentindo-se tecnicamente realizado.

Porém, o cenário de jazz brasileiro é um pouco deficitário, não se lotam estádios e a oferta de lugares para tocar é baixa, logo, cachês em menor quantidade e, às vezes (se não todas), muito baixos.

Existe retorno emocional (reconhecimento de ser um grande músico), mas o preço foi pago. Muito segmentado, pouco público (apesar de especializado) e consequentemente, menos possibilidades de ganhar dinheiro e se sustentar com sua arte.

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Agora pare e imagine quantos cenários são possíveis escolher como músico e como cada um vai exigir um “pagamento”.

Se você for um músico de rock e escolher tocar sertanejo, pagará o preço de ser estigmatizado por alguns (muitos) músicos do rock, que vão dizer que “traiu o estilo”, mas receberá o retorno financeiro de shows e agendas lotadas, fãs gritando e bons cachês (nem sempre, mas isso é pano para costurarmos outro post).

Da mesma forma que se você escolher nortear sua vida no Black Metal Norueguês (tocando no Brasil), pode não ter cachês astronômicos (podendo até não os ter), mas terá a satisfação de tocar o estilo que gosta. Novamente, pagamento feito.

E por que fui tão longe nesse assunto?

Pois quero sugerir um exercício: entender o caminho que vocês têm a percorrer e onde ele pode te levar.

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Um controle forçado de expectativas. Mas garanto que isso vai te colocar os pés no chão e facilitar muito na conquista do seu objetivo na música e em outras áreas da sua vida.

Se você quer ser um rockstar, pague o preço. E não importa a sua escolha: produtor, professor, luthier, músico de estúdio, rockeiro ou até funkeiro. Tenha em mente o que isso vai te cobrar e o que isso vai te trazer de resultados.

Eu paguei meu preço pela minha carreira. Você aceitará pagar o seu?

Pense nisso e nos vemos em breve.

Dan Souza é CMO, Relações Artísticas, fissurado em tecnologia e música, além de baixista nas horas vagas e apaixonado por Publicidade, Propaganda, Literatura e Filosofia. Formado em Marketing pela UNINOVE/SP, faz parte, desde 2013, da equipe de Marketing SANTO ANGELO.