#partiu NAMM 2016: questão de sorte?

2016-01-20 - FB

por Dan Souza

Olá pessoal, tudo bem? Danilo, RA da SANTO ANGELO falando das alturas (provavelmente dentro do avião) quando esse post for ao ar. Très chic, insn´t?

Para quem não conhece quanto ralei e ralo até hoje para chegar aonde cheguei, vou aproveitar tudo o que já falei de planejamento para atingir objetivos na música, para escrever um texto sobre como visitar um lugar que você queira muito. E no meu caso essa visita, que é um sonho, é a The NAMM Show em Anahein/CA.

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Por que sonhei esse sonho?

Muitos podem achar estranho, mas era um desejo muito grande desde que me joguei no mercado da música. Quando trabalhei em lojas de instrumentos e via os gerentes indo para o Anahein Convention Center, ficava me imaginando vendo todas as marcas que estampavam os headstocks das guitarras e baixos que vendia.

Tempos depois, enquanto cursava faculdade, me dediquei bastante à minha banda, pensando sempre nos contatos (network) que faria indo para uma feira desse tamanho. Por fim, cheguei ao Marketing da SANTO ANGELO e desde meu primeiro dia aqui, almejei visita-la.

A gente lê bastante sobre o mercado da música lá fora e a forma como eles trabalham. Não é à toa que as marcas e artistas mais cultuados estão por lá. Um mix de esforço, qualidade e, claro, Marketing de Excelência. Algo que sempre tive em minha mente como meta a ser atingida: excelência em tudo que faço. Bem… quase tudo.

Dediquei-me por muito tempo em entender o mercado, trabalhando muitas vezes em casa por horas à fio. Por vezes, escolhia focar no trabalho e adiar aquela cerveja com os amigos. Consegui mostrar para meus superiores aqui na empresa que sou alguém que merecia a chance de viajar em apoio à filial norte-americana e que traria boas oportunidades de lá (e torçam por mim, que pretendo voltar com novidades). Enfim, consegui!

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Mas essa não é a única forma de ir para a NAMM?

Trabalhando em empresas do ramo, você consegue abrir portas para esse tipo de viagem, vide gerentes de Marketing, diretores comerciais e empreendedores. Como músico, as possibilidades são altíssimas também.

É o caso do guitarrista Ricky Furlani. Por alguns anos ele bancou sozinho sua ida para essa feira; fez contatos; teve novas experiências e nessa edição da NAMM 2016 está indo com tudo pago pela marca Ronay Tonewoods, que trabalha com as peças de madeira da guitarra (corpos, braços, tampos, etc.) e que exporá no estande coletivo de outras empresas brasileiras, com apoio da APEX / Anafima. O trabalho árduo do Ricky como músico abriu mais uma porta.

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Outro exemplo aconteceu com o Marcinho Eiras, convidado da Tagima para tocar na Music China. Um trabalho bem feito sempre agregará novas experiências na carreira, certo?

Marcinho Eiras

Então qualquer um pode entrar na NAMM?

Antes de tudo, não é todo mundo que tem um passaporte brasileiro válido pode entrar nos EUA: é preciso um visto de entrada, nem sempre fácil de ser aprovado. Por isso, às vezes é interessante se associar como músico à NAMM (que é uma das associações norte-americanas do setor da música), que te dará pelo menos um motivo para ter seu visto aprovado.

Com empresas fica um pouco mais fácil, pois se necessário, providencia-se uma carta de que a pessoa está indo à trabalho (foi o meu caso). Passagem de ida e volta comprada, com datas bem definidas e lugar para ficar ajudam nessa hora.

Diferentemente da Expomusic, que abre para o público no final de semana, a NAMM é exclusiva para associados ou para quem eles chamam de “players” do mercado. Músicos, profissionais de áudio, empresários e distribuidores. Quem vai, precisa de uma credencial específica, que é fornecida pelas empresas que lá expõe. Músicos convidados, mesmo não sendo associados costumam ter sua entrada facilitada também.

E isso ajudou dois endorsers nossos.

O Duca Belintani e o Ricardo Giuffrida são músicos convidados pelos expositores devido à sua relevância e trabalho excepcional.

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No caso do Duca, o convite veio da Fender (uma vez que é endorsee da marca) na primeira vez, o que ajudou na hora do visto, porém, a marca não pagou a passagem nem hospedagem. Vendo isso como oportunidade e sem mimimi, ele se programou financeiramente e foi.

Mais um exemplo de muito trabalho que ajudou na realização de um sonho. Nessa viagem ele aproveitou e foi conhecer a fábrica da Fender (assim como o Dr. SANTO ANGELO fez em 2015, relatado nesse post). Legal né? Esse ano como “bluesman” brasileiro fora de série que é, Duca estará lá novamente e ainda vai tocar todos os dias em nosso estande (que não é coletivo, nem apoiado pela APEX / Anafima). Aliás, se pedirem, um dia eu posso explicar melhor esse negócio de estande coletivo em feiras nacionais e internacionais.

Voltando aos endorsees, o Ricardo Giuffrida conta com a nossa credencial (ele também estará se apresentando todos os dias no nosso estande) e visita a feira por conta própria, pagando passagem e hospedagem, assim como o Duca. Um fantástico representante brasileiro do violão clássico soando nos ouvidos dos visitantes mundiais da NAMM.

Ele se programou trabalhando como professor, colunista da Guitar Player e psiquiatra (pode isso?). E não é um planejamento fácil, passa-se o ano pensando, economizando e também deixando de fazer muita coisa para estar nesses 4 dias maravilhosos, mesmo que caia neve.

São tantas formas diferentes para se atingir os mesmos sonhos.

Com todas essas experiências de vida, podemos concluir que trabalho duro recompensa e traz à realidade algo que estava só na sua mente. Espero que meu exemplo e dos músicos aqui citados te inspire a pensar e planejar sua viagem para as feiras (ou qualquer outro motivo) pelo mundo, que com certeza, trarão novas oportunidades e abrirão sua mente para novos horizontes na música. Será uma experiência única e edificante.

Enquanto estou nos States, que tal contar para a galera que nos acompanha uma realização de qualquer sonho que  você tenha alcançado?

A gente se vê quando eu retornar. Torçam (de novo) por mim.

Grande abraço!