Polarizar ou não polarizar?

2016-04-15 - FB

Ser “strateiro” ou usuário de Les Paul? Ser metaleiro ou pagodeiro? Ser bom ou ser mal? Enfim, escolher ficar desse ou daquele lado é preciso?

O tema polarização, entre guitarristas ou baixistas, pode até dar a entender que estamos nos referindo aos esquemas de ligação de captadores ou da parte elétrica de instrumentos. Não vou tratar sobre isso, mesmo porque tem vários especialistas falando sobre isso aqui no blog como nesse post. Então já adivinhou qual será o tema de hoje?

Sim, estou falando de Política.

Quando muitos podem dizer que é chato, mas precisamos tratar dessa ciência também aqui no blog SANTO ANGELO. Por mais que você possa dizer que não te interessa (ledo engano, amigo), a Política pode influenciar seus arredores, gerando menos oportunidades de trabalho e que te obrigarão a “sambar”, como dito na gíria da nossa língua nacional.

E se acha que Política se restringe somente à propaganda que passa obrigatoriamente nas rádios ou nas TV´s abertas, veja esse pequeno vídeo antes de prosseguir (e aprofunde-se nos conhecimentos desse canal que são simples e objetivos):

Acho impossível que, se você está lendo esse texto, não saiba de pelo menos 50% das movimentações políticas que estão ocorrendo nesse exato momento aqui no Brasil.

Corrupção aqui, Impeachment ali, mobilização acolá, Lava-Jato em todos os lugares e as timelines do Facebook e Twitter fervendo de notícias, opiniões e ódio. Como introduzi no texto, o que conta hoje é: ser da esquerda ou ser da direita. Onde você se encaixa: coxinha, mortadela ou tem outras alternativas?

E por que todo esse ódio?

Entendo que a internet (que é onde vemos a maioria dos ataques de ambos os lados e que acabam reverberando nas ruas) deu voz a muita gente que sequer sabia do que acontecia na Política. E como todo esse sentimento ficou guardado por tempos infindáveis, o efeito “manada” (o famoso “Maria vai com as outras) logo se estabelece.

2016-04-15 - 001

Ou seja, tudo que ficou retraído tende a se expandir rapidamente através de nossos amigos e “inimigos” indicando comportamentos que nem sempre aprovaríamos se pensássemos melhor e por nós mesmos.

Será que é saída xingar, agredir ou mesmo denegrir o outro só porque pensa ou age diferente que nós? Se estamos em uma democracia, o diálogo não é melhor do que a pancadaria? O protesto (como temos visto de ambos os lados) não é instrumento válido para mostrar aos “poderosos” que existe insatisfação?

E é nessa hora que dizemos: posicione-se!

No domingo, dia 17/04/2016 ou nos dias subsequentes, a movimentação para o voto do processo de Impeachment será altíssima (se quiser entender um pouco mais, leia esse artigo). E isso pode definir muita coisa no cenário político atual.

Visto o que está para acontecer (independente do que você torce), nossa recomendação é que assumamos uma posição visando o que é melhor para o Brasil (que, cá entre nós, demorou para ser assumida).

Então é hora de evidenciar o que você pensa e agir.

Esqueça partidos, legendas e candidatos (apesar de eles serem necessários). Pense nas ideias e nas possibilidades que um país do tamanho e potencial do nosso Brasil pode alcançar. Se sua posição tem cunho social ou é mais liberal, pense em como esse pensamento pode contribuir para o país.

2016-04-15 - 002

E ser contra a corrupção não é uma posição, afinal, quem é a favor, fora quem se beneficia com ela? Seja mais específico como “acho pouco o que se investe em Educação”. Exija isso dos representantes que escolheu com seu voto. Mande e-mails, ligue e proteste quando julgar que fizeram algo contra o melhor para o Brasil.

Além disso, a mobilização para as artes também é mínima. Deve-se lutar pela música, pois suas excelências dificilmente olham para a Cultura (imóveis dão mais dinheiro do que shows, certo?). Enquanto só a quantidade de dinheiro falar, a arte sempre será secundária.

Pense, por si só, nas consequências.

Ouvimos muita gente falando da volta da ditadura militar (leia mais aqui). Penso eu que essas pessoas não fazem ideia da gravidade do que isso significa. Lembro-me do cidadão que pedia intervenção do exército e teve seu ônibus guinchado por parar em lugar proibido. Alegou falta de liberdade. Acho que o pensamento dele estava meio bagunçado, concordam?

2016-04-15 - 003

Será que é golpe? O Aécio assume? É tudo culpa da Dilma? São perguntas que devem ser feitas. Se o Impeachment é a melhor saída como foi no caso do Collor (que eu ainda tento entender como esse político ainda continua sendo eleito em outros cargos), ótimo. Se as medidas são outras que não a saída de um governante, tão bom quanto. O importante é o Brasil sair dessa névoa de crise e voltar a ganhar seu espaço no mundo, proporcionando melhores condições de trabalho para o povo, incluídos nós, os músicos.

É um bom momento para a união da classe dos músicos.

A posição política da SANTO ANGELO sempre foi, é e sempre será em prol da Educação, da Música e de Oportunidades para todos os músicos, pois todas elas desenvolvem grupos de cidadãos mais críticos, engajados com sua nação e inteligentes na busca de seus interesses, próprios e coletivos.

O caos pode não parecer um período de aprendizado, mas, olhando a frente, vemos que é uma oportunidade de entender melhor as situações (do nosso cotidiano também) e extrair bons ensinamentos para a vida. Quais são nossos direitos? E os deveres? O que podemos ou não fazer? Teremos consequências?

Um lição fortíssima é que, quando as pessoas querem, elas conseguem. Se o desejo de uma pessoa só pode mudar vidas (um médico, por exemplo), imagine quando elas se juntam para lutar por um bem comum? Pense na música, todos agindo juntos, objetivando o crescimento do espaço para a arte e mudando a visão que a sociedade tem de quem toca um instrumento musical.

Seria algo a se comemorar, não é?

Por isso trabalhamos tanto no blog, em concursos e em abrir espaço (que falta) para àqueles que sonham em compartilhar sua música e conhecimento com os outros. E garantimos que, se você pensar dessa forma e levar para mais pessoas que consigam entender que é agindo que se consegue, o mundo da música só tem a ganhar (e por que não outros setores da sociedade?).

Com esperança em melhoras para o Brasil e seu povo, eu espero que saíamos todos bem desses tempos incertos. E logo!

Até a próxima.

Dan Souza é CMO, Relações Artísticas, fissurado em tecnologia e música, além de baixista nas horas vagas e apaixonado por Publicidade, Propaganda, Literatura e Filosofia. Formado em Marketing pela UNINOVE/SP, faz parte, desde 2013, da equipe de Marketing SANTO ANGELO.