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Qualquer um pode contrair Dengue no Brasil

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Se você acompanha diariamente nossos posts, já sabe que o Dr. SANTO ANGELO, como chamamos o nosso amigo Alexandre Berni, não pode nos mandar matérias durante um tempo por ter contraído Dengue na cidade onde vive, Campinas/SP. Por isso, decidimos fazer parte dessa corrente de esclarecimento sobre a doença, que vem fazendo vítimas todos os dias, algumas delas fatais, infelizmente. Tem até um site sobre isso, para quem quiser ir a fundo nesse tema.

Conscientização é o que não falta quando se trata da Dengue.

Todo mundo aprende na escola, vê na televisão, lê na internet sobre as formas de prevenção dessa doença, mas mesmo assim, é chegar perto do verão e épocas chuvosas que lá vem ela novamente nos acossar.

Essa doença, que sempre se assemelha no começo a uma gripe é transmitida pelo mosquito (ou pernilongo em alguns lugares do Brasil) Aedes Aegypti. Ela não é uma exclusividade brasileira e segundo estimativas da OMS, anualmente, uma média de 75 milhões de pessoas são infectadas pelo mundo e 20 mil delas acabam morrendo (outro estudo, da Universidade de Oxford, diz que esse número é bem maior, chegando a 390 milhões de pessoas infectadas anualmente).

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A Dengue tem 4 “versões”, causadas por um arbovírus da família Flaviviridae, gênero Flavivirus, que inclui quatro tipos imunológicos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.  Depois de contraída e tratada, o corpo adquire imunidade ao respectivo tipo do vírus da Dengue, porém, gerando maior risco em uma segunda ou terceira contaminação (ou seja, cada pessoa só pode contrair a doença até no máximo 4 vezes).

A Dengue clássica é a mais comum. Inicia-se subitamente e apresenta como sintomas a febra alta (a partir de 39°), dores de cabeça, dor atrás dos olhos, náuseas e vômitos, cansaço extremo, dores no corpo (ossos e articulações), tontura, perda de apetite, dor abdominal (mais comum em crianças) e possíveis manchas na pele (no tórax e membros superiores, parecidas com sarampo).

Já a Dengue Hemorrágica, mais forte, ocorre quando acontecem alterações na coagulação do sangue, causando pequenos sangramentos internos pelo corpo (pequenos vasos na pele e órgãos). Se não for tratada rapidamente, pode levar à morte. Os sintomas iniciais assemelham-se à Dengue clássica, porém, depois de alguns dias (quando a febre sumir) ocorrem quedas de pressão arterial no infectado, dores abdominais mais fortes, vômito frequente, pele pálida e úmida, sangramentos em locais com mucosa (boca e nariz), confusão mental, comportamento instável, sede e dificuldade de respirar. Esse quadro, quando agravado, pode gerar a Síndrome do Choque da Dengue.

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Estado de extremo perigo, a queda de pressão é brusca (podendo chegar a ausência). Também, devido ao choque que o corpo recebe podem ocorrer problemas cardiorrespiratórios, neurológicos, hepáticos, digestivos e pleurais. Se não tratada, leva à morte.

Como nós músicos somos pouco cuidadosos como nossa Saúde, como saber se estamos, eventualmente, gripados ou com Dengue?

Essa pergunta deve ser feita também pelos roadies e técnicos de som que acompanham nosso blog, porque são eles os primeiros a chegarem aos locais dos shows, geralmente infestados por pernilongos. Infelizmente, os cabos da Linha S+ da SANTO ANGELO, anti bacterianos, não conseguem “matar” os vírus da Dengue, conforme nosso post anterior. E aí?

Uma forma eficaz de se fazer essa análise prévia é perceber se em 24 horas do começo da febre aparecem sintomas respiratórios como tosse e secreção nasal. Caso constate-se positivo, é gripe. Mas na dúvida, procure um médico.

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No hospital, a constatação do real sintoma é fácil de ser feita. Como não existe, até agora, uma cura para a doença, o médico receitará medicamentos para combater cada sintoma específico (nada de ficar tomando remédios que os vizinhos juraram que faz bem, heim?). Em casos mais graves, pode-se internar a pessoa.

Quanto às causas, já estamos “por aqui” de saber. O mosquito (ou vetor, para os imunologistas) leva o patógeno (que pegou de outra pessoa contaminada) em seu corpo e pode transmiti-lo a outras pessoas que picar. As larvas do mosquito não nascem já com a Dengue, porém, sua proliferação é espantosa. Uma fêmea do Aedes Aegypti pode colocar até 1.500 ovos em seus 45 dias de vida e esses ovos podem sobreviver até 450 dias fora da água. Matar mosquitos em casa ajuda, mas não é a solução. Outra curiosidade é que a fêmea, para se alimentar antes de colocar os ovos, pode voar até 1km em busca de alguém para “sugar o sangue”. Que “mãe” zelosa, não é mesmo?

A forma de você e seus amigos ajudarem na prevenção contra a doença é checar e acabar com os focos de proliferação.

Acúmulo de água limpa e exposta (caixas d’água, poças e até na vasilha de água do cachorro). Nos vasos de plantas, coloque areia que conserva a umidade, mantém a planta e não vira uma “piscina de pernilongos”. Nos ralos da casa (principalmente nos maiores) use desinfetantes sempre. Limpe calhas dos telhados (principalmente depois das chuvas). Nas janelas de casa, coloque telas finas. E seja consciente do seu lixo, não jogue fora em qualquer lugar, para que as águas não se acumulem. E não adiante ser cuidadoso em casa e relaxar nos locais que frequenta constantemente: escolas, aulas de Musica, estúdios, bares, igrejas, enfim, todos os locais precisam ser vistoriados porque grande parte dos focos de proliferação dos mosquitos está em locais fechados.

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Caso não consiga interagir com os responsáveis desses locais ou vá viajar para cidades com alto foco da doença, leve seus repelentes (caseiros normalmente não funcionam tão bem) e suplemente-se com vitaminas do complexo B, que mudam o cheiro do seu corpo para o mosquito, deixando-o meio confuso. Claro, esses métodos são paliativos e não tem 100% de eficácia. O detalhe é somar todas as estratégias.

Lembre-se que o palco te dá superpoderes (como já falamos em post anterior), porém, se o local em que você tocar não faz as devidas prevenções, esse mosquito pode ser a sua “kriptonita” (e do público também).

Como os músicos têm facilidade e força na comunicação e normalmente tem sua opinião levada em consideração pelos fãs, é dever como cidadão que atinge mais cidadãos denunciar, alertar e pensar na sua saúde e na de quem te assiste. A epidemia dessa doença está assustando e prejudicando muita gente.

E faça mais: comunique a prefeitura ou à Defesa Civil da sua cidade ou daquelas que a banda for tocar sobre focos de Dengue que encontrar. Eles tem inseticidas próprios para o combate à grandes focos. E fale com o seu público, se todo mundo contribuir um pouco na prevenção da Dengue, ninguém ficará mais doente.

Afinal, que é o maluco que quer ficar em casa doente quando pode estar curtindo ou tocando um bom som com amigos saudáveis, não é mesmo?

Até a próxima.

Dan Souza é CMO, Relações Artísticas, fissurado em tecnologia e música, além de baixista nas horas vagas e apaixonado por Publicidade, Propaganda, Literatura e Filosofia. Formado em Marketing pela UNINOVE/SP, faz parte, desde 2013, da equipe de Marketing SANTO ANGELO.

 

Fontes:

Site Minha Vida

Portal da Saúde

Site da Dengue




  • Bruno Palma

    Nossa Muito boa a matéria… Eu mesmo já tive Dengue por duas vezes!
    E a experiencia não é das melhores com certeza.
    Infelizmente muitos ainda não se conscientizaram sobre o grave problema que a dengue traz e os cuidados que precisam ser tomados para evitarmos essa praga.
    Minha Mãe ja adquiriu por 3 oportunidades e realmente é doloroso demais este processo.
    Bem na minha experiência , tive que me ausentar dos compromissos profissionais e musicais por alguns dias e isso não foi nada bom.
    Hoje por onde passo estou sempre de olho se tem água parada por perto.. hehehe
    O som não pode parar então bora ir se cuidar pessoal!
    abraços e Excelente Post!