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Que legal essa música que me veio na cabeça. E agora?

por Dan Hisa

Já falamos bastante sobre as várias fontes da Criatividade, você viu? Foram 6 posts até agora e se perdeu algum, clique aqui para seguir o nosso raciocínio. Então, você praticou todos os exercícios que passamos, a inspiração veio e não tem um computador com interface por perto para registrá-la? O que fazer?

Uma das soluções mais criativas, escutamos do workshop do Andy Timmons, quando esteve no Brasil em 2011, que nos contou que ligava do celular para a secretária eletrônica e cantava a musica ou arranjo que tinha lhe ocorrido. Ou seja, muita gente já passou por isso e hoje faz suas gravações diretamente nos apps no celular, que por sinal, até o final do ano superará o número de habitantes no planeta, com mais de 7,4 bilhões de linhas ativas (leia mais).

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Logo ficou fácil registrar daquele riff legal ou da base que veio na sua cabeça e que pode configurar seu futuro sucesso. Mas gravar é só o começo.

Lembramos, por experiência própria, que a musica não vem pronta na primeira inspiração, necessitando de muito trabalho ou novas ideias musicais para chegar ao ponto que te satisfaça. E, às vezes, a nova ideia sobre uma música, que você já tenha gravado, também vem em horas que seu acesso a um PC está difícil.

Assim, a edição da sua gravação é fator essencial para que a qualidade aumente aos ouvidos de seus fãs e possa dar mais “audibilidade” à sua música. E pensando nisso, alguns desenvolvedores lançaram apps de edição básica de som para celulares e tablets. Quer mais facilidade que isso, ter quase uma central de produção no seu bolso?

Além de gravarem novos sons através do microfone embutido no aparelho, eles também podem abrir sons já criados e alterá-los. Se você já tiver o MP3 do som, certamente poderá experimentar e criar à vontade com o arquivo. Você pode também deixá-los na nuvem para acessar depois ou mesmo compartilhar via redes sociais com seus amigos de banda assim que concluir. Interatividade máxima na transmissão de ideias.

Esses apps são gratuitos e oferecem compras dentro do aplicativo (novos efeitos e recursos) ou uma versão mais simples com possível upgrade para uma versão superior com preços bem interessantes. Geralmente são bem mais baratos que softwares para PC.

Claro que eles não são editores profissionais e normalmente não farão alterações tão precisas, mas para melhorar o som, por exemplo, daquele vídeo que você fez para o SANTO ANGELO 15 SEGUNDOS ou daquela gravação com seus amigos na sala depois da pizza do sabadão, servirá muito bem.

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Agora confira as dicas dos aplicativos legais que recomendamos e de acordo com o sistema operacional do seu smartphone:

iOS

Hokusai Audio Editor – Grava e abre música do iTunes para edição. Na versão free, possibilita cortes, fade in/out, ajuste de ganho, normalização, reverse e geração de áudios de sintetizador. A versão PRO custa U$ 9.99 e traz mais efeitos e filtros novos. Bem completo e simples de mexer, além de sincronizar diretamente com o Dropbox.

WavePad Audio Editor – Apenas edita sons gravados mas é bem simples e tem funcionalidades legais (fades, reverb, chorus) já na versão free. A Master Version custa U$ 9.99 e permite abrir outros formatos de música e trabalhar com múltiplos arquivos. A empresa que desenvolve o software também oferece um pacote multimídia que conta com editores de áudio, vídeo, foto e multi-pista.

Android

TapeMachine Lite Recorder – App bem completo que grava e edita tanto sons gravados nele como músicas do seu SD Card. Com a interface bem intuitiva você pode colocar efeitos, cortar e colar trechos com tranquilidade. Além do visual que conta com várias skins personalizáveis.

RecForge Free – App divertido porém simples. Grava direto em MP3 (sendo que o normal é wav) e tem recursos básicos como “cut” e “fades”. O interessante desse app é a sincronização fácil com muitos serviços de armazenamento em nuvem como Drive e o Dropbox.

Windows Phone

Lexis Audio Editor – A versão free é bem completa e difere da paga apenas em uma coisa: não exporta para MP3 (o que pode ser resolvido depois com certa facilidade ao invés de pagar os R$ 13,90). Ele edita e cria arquivos de áudio, tem funções de cut, fade, silence, normalize e noise reduction. Simples mas eficaz, já que as opções para o sistema operacional ainda sejam escassa.

Agora é colocar a mão na massa e começar gravando e editando os sons que você criar, não importando onde estiver. Desenvolva sua Criatividade não só na hora de tocar, mas colocando fades em lugares inesperados, efeitos ping pong entre outras coisas para enriquecer ainda mais a sua música.

E mesmo que ainda não tenha gravado nada seu, escolha uma composição que você goste e a grave, fazendo as alterações que desejar, para já ir se acostumando com a interface do programa escolhido.

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Dessa vez ficaremos sem o nosso desafio habitual, para que acumule mais conhecimento para aplicar em algo futuro e que exija mais de você, ok!?

Esperamos que essas nossas recomendações melhorem seu lado “produtor musical” (melhor ainda se esse for seu sonho), e pedimos que opine, critique ou elogie esse post. Pode ser no Facebook ou aqui no blog mesmo.

Só assim saberemos se o que estamos desenvolvendo para músicos realmente tem feito a diferença. O espaço é para você aprender e dividir experiência conosco e com outros leitores. Bora evoluirmos juntos?

Até a próxima.


  • Rogerio J. Gentil

    Tenho usando o Evernote para registrar alguns áudios. Não tem nenhuma opção de edição, mas posso criar tags e organizar os registros.

    PS: “e até Ubuntu One.” – O Ubuntu One foi desativado em julho/2014!

    • http://www.santoangelo.com.br mar001

      Rogério,

      Ótima ideia usando o Evernote, outra ferramenta muito boa de se ter.

      E valeu pela correção sobre o Ubuntu.

      Grande abraço.