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Só Rockstars vivem de música e conhecem o mundo?

2016-02-03 - BLOG

Você já deve ter visto ou ouvido as histórias do Kiko Loureiro contando sobre suas viagens com as bandas “Angra” e “Megadeth”, conhecendo culturas e pessoas diferentes, além de se divertir tocando guitarra.

Será que nós, simples mortais, temos chance de construir a mesma história?

 Sim, existem várias oportunidades para alguém poder viver de música com projeção de carreira internacional e ainda conhecer inúmeros países. Porém, além de coragem, é preciso disciplina, dedicação e planejamento e falar Inglês. Quer saber do que eu estou falando?

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Primeiro, vamos entender mais sobre o mercado de Cruzeiros Marítimos:

Dentro da indústria mundial do Turismo, esse é o que representa melhor índice de crescimento, mesmo em tempos de crise econômica. Experimente procurar no Google para conferir a grande variedade de companhias, itinerários, facilidades e comodidades disponíveis. Assim, a demanda é crescente.

Mas, consigo trabalhar como músico num cruzeiro?

Claro que sim! A área de entretenimento é formada por um grande time: dançarinos, educadores físicos, recreadores, atores, cantores e músicos. Possui grande visibilidade dentro do navio, pois o contato com os passageiros é muito próximo. Dessa forma, as empresas precisam recrutar profissionais com alto nível e alta diversidade cultural.

Para entendermos um pouco mais, convidamos um especialista: Rika Duo, Bacharel em Canto Lírico pela EMESP – Tom Jobim, músico e agente recrutador de músicos para companhias de navegação nacionais e internacionais.

Confira e aproveite as dicas exclusivas do Rika para nossos amigos do blog:

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SA: Antes de ser um cidadão do mundo, você vivia profissionalmente de música no Brasil?

RD: Sim, sempre trabalhei como músico: tocava em restaurantes, bares, e eventos em geral, a grande maioria em São Paulo.

SA: Como conheceu o mercado de cruzeiros?

RD: Durante o período que trabalhava no Brasil, fiz contatos com pessoas que trabalhavam neste mercado. Porém, eu tinha muita vontade de crescer profissionalmente e culturalmente e meus colegas comentavam sobre a oportunidade de carreira no exterior. Fui atrás de contatos mais específicos e exigências das contratantes.

SA: Há quanto tempo você reside no exterior?

RD: Vivendo efetivamente fora do Brasil, desde o fim de 2012, quando tive minha primeira experiência com a Costa Cruzeiros, no mar Mediterrâneo e toda costa Brasileira. Após o término do primeiro contrato, voltei para o Brasil somente para férias.

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SA: Quais os desafios para construir uma carreira sólida fora do país?

RD: Os desafios, além de profissionais, são pessoais: a distância da família e amigos, estar fora do círculo social, e conforto que a sua casa e o país proporcionam. Além disso, outro grande problema para a maioria dos músicos é o domínio de idiomas além do Português, o que exige muito estudo e dedicação. Você sempre será um estranho no ninho. A concorrência é grande, por isso é preciso empenho para se destacar e mostrar para o mundo seu talento.

SA: Quais são os requisitos para trabalhar em cruzeiros?

RD: Primeiramente ter passaporte com validade de pelo menos um ano, Certificação STCW (Standards of Training, Certification and Watchkeeping – treinamento básico para tripulantes de embarcações) homologado pela Marinha Brasileira, além de comprovar experiência prévia para a área que deseja atuar e falar Inglês fluentemente.

SA: Qual a língua oficial no cruzeiro?

RD: A língua obrigatória e oficial é o Inglês falado pela tripulação na comunicação com a grande parte dos passageiros. Todos os treinamentos e provas são em Inglês, ou seja, é fundamental que o músico domine o idioma.

SA: A vida do músico em alto mar é diferente do que vive em terra firme?

RD: Com certeza, muita coisa muda, principalmente na rotina e na forma de trabalhar. O músico que tem a oportunidade de tocar em uma companhia de cruzeiros marítimos abre seu horizonte para inúmeras possibilidades: convive diariamente com excelentes músicos e têm a oportunidade de expor com freqüência seu talento para pessoas das mais variadas nacionalidades. Infelizmente, um músico que vive somente em seu país não tem acesso.

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SA: Como é a relação entre o público e o artista em um cruzeiro?

RD: Basicamente pessoas são pessoas em qualquer lugar do planeta, e a música é uma linguagem universal. Em cruzeiros, o músico tem contato com gente de todos os cantos do mundo e mesmo com alguns empecilhos de comunicação, em virtude do idioma, a Música se encarrega de criar sintonia e interação. É muito interessante ver isso funcionando na prática.

SA: É possível conciliar a carreira de músico com a de agente?

RD: Com o advento da internet tudo se tornou possível no mundo das relações e também nos negócios, muitas vezes conheço pessoalmente os músicos depois de meses, ou seja, já estão embarcados e trabalhando comigo em alguma companhia de cruzeiro. Portanto, é preciso ter um olhar clínico para saber encontrar bons músicos somente pelo material digital, pois hoje em dia tudo pode ser ajustado e alterado dentro de um estúdio. Estou sempre atento para separar o trigo do joio.

SA: Quais conselhos você daria para aquelas pessoas que almejam uma carreira em cruzeiros?

RD: O músico precisa antes de tudo de prática, muita prática, tocando em bares, restaurantes, casas noturnas, estes espaços são primordiais para desenvolver o repertório e a conexão com o público. Além disso, para viver fora do país natal é preciso muito preparo psicológico, por isso considero importante tocar em outros Estados, ou até mesmo em outros países para conhecer pessoas e culturas distintas. Outra dica importante: pensar em um repertório diversificado em Inglês, Espanhol, Francês e Italiano, mas que revele também sua personalidade musical. Simpatia e educação contam muito, já que o músico irá conviver com diferentes costumes. E por fim, muita disciplina e fluência em outros idiomas, além do Inglês, são fatores de sucesso.

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SA: Quais são os pontos positivos deste tipo de trabalho?

RD: São inúmeros fatores que tornam o trabalho positivo: enriquecimento cultural, possibilidade de conhecer em uma semana de 4 a 5 países e conviver com diversas nacionalidades. Economizar e guardar dinheiro, pois dentro do navio gastos com estadia, refeições são custeadas pela companhia. Além disso, a oportunidade de network com pessoas de diversas áreas.

Possui as exigências necessárias e quer saber mais?

Capriche na sua apresentação (usando cabos SANTO ANGELO, é claro) e envie todo o material para o email: ricafreitas.kb@gmail.com

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Se quiser conhecer ou acompanhar o clima de um cruzeiro temático de Rock anote mais essa: em fevereiro/16, uma de nossas endorsees, a guitarrista Isa Nielsen vai estar com sua banda, Detonator e as Musas do Metal, no cruzeiro CarnaRock, uma parceria da Rádio Kiss com a Costa Cruzeiros.

Abraços e até a próxima!

Lygia Teles, é Relações Públicas, formada pela Faculdade Belas Artes e pós-graduanda em Gestão de Marketing pelo SENAC-SP. Desde janeiro/16 integra a equipe de Marketing e Comunicação da  SANTO ANGELO.