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Sua Banda acontece esse ano?

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Olá pessoal, tudo bem?

Mais do que ficar só nos projetos e promessas de ano novo e depois de reler meu post sobre a “Felicidade de fazer o que se gosta” eu gostaria de acrescentar a 11ª meta ao meu outro post sobre o “Amanhã”.

Meta #11: formar sua banda

Claro que você já deve ter passado pelas 10 anteriores e, talvez, essa seja a meta mais difícil de realizar.

Ou será que está pensando que é só entrar em sites como o Fleeber e encontrar bandas que procuram músicos exatamente como você?

OK, você está com sorte e até achou uma banda que precisa de um profissional com as suas características, mas saiba que, provavelmente, nem todos os membros estão a fim da sua amizade.

Aliás, nos tempos que vivemos no Brasil (e no mundo), tocar ou mesmo estar do lado de alguém que possa pensar de modo diferente é um martírio e têm gerado até certa dose de violência.

Assim, vamos começar pelo lado mais punk dessa história: onde e quando foi que perdemos a empatia pelo outro que discordamos?

Pensando nisso, decidi publicar novamente um dos posts de 2014 (que parece bem atual, como você vai ler), contendo dicas bem interessantes para conviver harmoniosamente em uma banda e, consequentemente, em sociedade. A autoria é da jornalista Isis Mastromano Correia:

Vamos abordar o choque que muitas vezes ocorre quando se juntam personalidades geniais e criativas (ou até com opiniões divergentes). Mesmo quando a Música é o motivo dessa união, as bandas e mesmo as duplas sertanejas não estão imunes a esse fenômeno da raça humana. Vamos lembrar alguns acontecimentos famosos.

Quando Bruce Dickinson saiu da banda “Iron Maiden” em 1993, o vocalista declarou que o motivo para deixar o grupo eram as rusgas criativas entre ele e o baixista Steve Harris.

O verdadeiro motivo foi que eles já não se entendiam mais sobre a melhor maneira de levar as composições da banda, o que se resolveu anos mais tarde com a volta do cantor à banda.

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Desentendimentos também mudaram o curso da história do “Metallica” que dissolveu sua formação original ao expulsar o guitarrista e vocalista Dave Mustaine por problemas de comportamento causados por seus excessos de drogas e bebedeiras.

Mais tarde ele reverteria os problemas citados e fundaria outro gigante musical, a banda “Megadeth”, onde hoje atua o guitarrista brasileiro Kiko Loureiro.

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No Brasil, Rita Lee foi alvo da discórdia entre seus companheiros dos “Mutantes”: acabou expulsa da banda pelos irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista que alegavam falta de virtuosismo para guitarra, baixo, bateria e outros instrumentos por parte da moça que seguiu uma bem sucedida carreira solo.

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Assim, casos de discórdia não são as coisas mais raras de se acontecer quando trabalhamos em grupo.

Claro que para chegar ao extremo, como no caso da banda “Yellow Dogs”, de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Um dos integrantes matou a tiros os outros três e se suicidou em seguida.

O motivo? Ter sido expulso da banda. Portanto, é preciso ter um mínimo de sociabilidade e outras competências para lidar com atividades em conjunto.

Uma simples saudação pode abrir-te novos horizontes.” – Massembo Pedro.

Sociabilidade é a palavra-chave para seguir no mundo da Música ou em qualquer outro trabalho ou situação.

Sem essa qualidade, por mais independente que nossa atividade possa ser, cedo ou tarde tropeçaremos na necessidade de lidar com gente, tanto entre músicos e um produtor, como um empregado de outras áreas com o colega da mesa ao lado.

Falando de banda no dia 10 de Janeiro de 2017, completou 48 anos que George Harrison deixou os Beatles.

Quer saber mais sobre essa história? Confira aqui e na The Beatles Bible e Ultimate Classic Rock.

Ser sociável significa “que saiba trabalhar em equipe” requisito que estamos acostumados a ver nos anúncios de vagas de emprego.

Se essa é uma qualidade das mais desejadas por empregadores e bandas, há outras competências comportamentais tão necessárias quanto esta para a boa convivência em grupo.

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O coach empresarial José Roberto Marques (leia aqui e aqui os artigos originais de onde retirei os conceitos a seguir) enumera quatro dicas fundamentais de competências que devem ser treinadas para se trabalhar melhor em equipe.

  1. Use o bom senso – Pense bem antes de falar e esteja pronto para ouvir o outro. Sempre que for emitir uma opinião, um retorno que possa envolver alguma crítica aos seus companheiros de equipe, escolha bem as palavras. Seja assertivo para não ferir ninguém.
  2. Compartilhe a responsabilidade – O trabalho em equipe, às vezes, sofre de um fenômeno chamado “Preguiça Social”. A “Preguiça Social” é quando membros do grupo não se esforçam ao máximo, pois têm a sensação de não serem tão responsáveis pelo resultado. Evite este comportamento, pois a partir do momento que você está trabalhando em equipe, não importa que o erro não seja diretamente seu, se alguém falhar a culpa também será sua. Então, assuma a responsabilidade, seja leal aos colegas e honre o sentimento de grupo.
  3. Desenvolva sua inteligência emocional – Não reaja por impulso. Estude as situações para evitar surpresas. Também se atente às outras pessoas, observe-as e entenda como elas se sentem, assim você saberá como agir com cada uma delas individualmente, atingi-las de forma positiva e motivá-las a estar ao seu lado.
  4. Aposte na motivação – Trabalhar somente com o objetivo final, deixando as emoções de lado, pode parecer o ideal, mas, na prática, o rendimento e o resultado do trabalho nunca serão os mesmos se a equipe não estiver motivada. Devemos entender que a melhor forma de motivar uma equipe é trabalhar reconhecendo as peculiaridades de cada um e o que os fazem de melhor para atingir o objetivo necessário.

Não é a toda que várias bandas penam por meses procurando novos instrumentistas para o lugar daquele outro músico mais problemático que ficou para trás. Às vezes é mais fácil encontrar um virtuose no meio da multidão do que gerenciar os recursos humanos dentro da banda!

O mesmo, claro, ocorre para preencher vagas em outras áreas de trabalho. Com o aumento da inclusão das pessoas no ensino superior ou especializado, aptidão técnica tem sobrado no mercado e por isso a competência comportamental, que não se aprende necessariamente nos bancos das escolas, é tão valorizada.

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Ah, e não vamos esquecer-nos da Educação, da qual temos falado tanto aqui no blog e nas mídias sociais da SANTO ANGELO.

Não só daquela que se aprende nas escolas, mas, a que aprendemos também com nossos pais e família.

Quer saber de um caso real, ocorrido com gente igualzinha a você?

João, 30 anos, que pediu para não quer ter o sobrenome revelado, foi guitarrista de uma banda cover por dois anos e acabou expulso pelo excesso de atrasos em importantes shows em casas noturnas de São Paulo que custaram a imagem do grupo.

Hoje, com a carreira recomposta em outra banda, ele admite o descompromisso com os colegas e diz ter aprendido a lição. “Percebi que precisava mudar de postura ou, não teria futuro algum tocando em bandas, que é o meu maior hobby, mas também, me ajuda financeiramente”, diz João que tem a Publicidade como sua principal profissão.

E você, já passou por perrengues como esses no seu trabalho, banda ou mesmo no seu dia a dia?

Já se desentendeu feio com um colega músico ou não?

Como suas competências comportamentais te ajudaram a sair dessa “saia justa”?

Se você tem uma banda e alguns dos componentes estão se comportando exatamente como o João?

Ou então, a banda (inclusive você) está cometendo os erros apontados pelo nosso endorsee Bruno Mello nesse vídeo recente sobre os desafios para ter uma banda de sucesso?

Lembramos que o Carnaval está chegando e está é uma boa época para se planejar e buscar novas oportunidades, trabalhando como freelancer para outras bandas.

Nos próximos posts, vou continuar falando sobre bandas. Até lá conte-nos o que pensa desse tema, deixando seu comentário aqui no blog ou nas mídias sociais da SANTO ANGELO.

Abraços e até a próxima!

Lygia Teles, é Relações Públicas e especialista em Marketing pelo SENAC-SP. Desde janeiro/16 integra a equipe de Marketing e Comunicação da SANTO ANGELO

Isis Mastromano Correia é jornalista e guitarrista. Trabalha atualmente como Social Media para várias empresas.

  • Rogerio J. Gentil

    O que mais se vê entre as bandas iniciantes é o excesso de preocupação com a técnica e negligência com o aspecto humano.

    • http://www.santoangelo.com.br/ Santo Angelo

      Vlw por comentar Rogério. A galera fala tanto do “Music Business” e se esquece do fator “Human Relantionship”, não é mesmo? Quem sabe o Sucesso não acontece por causa disso? Vamos voltar ao tema novamente. Abs.