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Terapia Manual: a cura alternativa que funciona

2016-06-08 - fb

Olá meus amigos! Tudo bom? Éric Paulussi novamente.

Agradeço imensamente a todos que tem acompanhado as minhas matérias e me enviado mensagens apoiando esse trabalho! Também agradeço à equipe da SANTO ANGELO por confiar no meu trabalho, mostrando seu compromisso com os músicos através da divulgação de mais conhecimento a todos, mostrando assim, através das redes sociais, o porquê de ter chegado onde chegou.

Apoiar matérias como essa é uma amostra da preocupação da empresa, não só em fabricar seus produtos com excelência, mas contribuir para que exista cada dia mais músicos conscientes e aptos a entender o mercado, carreira, produto, enfim tudo que aborda o universo musical.

O post de hoje, meus amigos, tem uma conotação diferente dos meus anteriores que trataram de equipamentos e instrumentos.

Já foi abordado, aqui no blog, o perigo de contrair LER (Lesão por Esforços Repetitivos) tanto nesse post como nesse outro.

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E quando alguém já contraiu uma dessas lesões ou sente os efeitos dolorosos nem sempre causados pela LER?

A conscientização da existência, nem sempre conhecida, de um dos nossos grandes aliados na cura e tratamento de dores e problemas dessa natureza, eventualmente gerados pelo nosso trabalho, leva-nos a saber mais sobre a Terapia Manual.

Não tenho dúvida que muitos aqui se identificarão com as situações descritas a seguir e que, com certeza, poderão procurar ajuda decisiva de profissionais preparados na hora de resolver sérios problemas. Reforço que esse tipo de lesão não pode e não deve passar batido, achando que amanhã estarei melhor!

Para realizar essa matéria de uma maneira completa e esclarecedora, fui buscar as informações junto a uma das maiores profissionais do país, a fisioterapeuta e professora universitária, Dra. Lígia Marchiori.

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A dra. Marchiori é fisioterapeuta graduada pela PUC-Campinas, especialista em “ATM e Hematologia” e “Terapia Manual” pela Metrocamp. Ela mantém o Instituto Lígia Marchiori (que você pode conhecer pelo website ou pelo Facebook) onde atende pacientes para esse tipo de terapia além de docente no curso de Fisioterapia na Metrocamp em Campinas/ SP

Vamos primeiro entender o que é a Terapia Manual?

A Terapia Manual é uma área da Fisioterapia Ortopédica, preventiva e curativa, que tem como principal objetivo identificar a causa das dores musculoesqueléticas e tratá-las de maneira eficaz.

Segundo a Terapia Manual, cada paciente é tratado de maneira muito específica, sendo esse o grande diferencial desta abordagem, já que cada pessoa tem inúmeras de questões a serem analisadas e nem sempre uma dor em um determinado local obrigatoriamente vem de um único fator.

“O local da dor nem sempre coincide com o local da disfunção, assim sendo, seria um erro tratar onde a dor se apresenta, e não onde está a sua causa!” comenta a dra. Marchiori.

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Assim, podemos ter uma ideia do raciocínio deste sistema de tratamento, absolutamente lógico e funcional.

Cada paciente deve ser visto como um universo único, que chega ao consultório cheio perguntas e, se bem investigado, nos trará respostas individuais, precisas e determinantes para um tratamento rápido e de sucesso! ”, complementa. “A avaliação disfuncional inicial é imprescindível e sagrada, e diz muito mais do que um pacote de exames!

Como funciona esse sistema de tratamento?

São realizadas sessões semanais, com duração de 30 a 40 minutos, que consistem em sequência de manobras específicas e bem indicadas, sobre os tecidos que estejam em restrição de mobilidade, desordem mecânica ou bloqueio funcional, reorganizando suas propriedades, minimizando e extinguindo as manifestações dolorosas, evitando recidivas ou o prolongamento das queixas.

A Dra. Marchiori explica que “muitas vezes os pacientes nos procuram já frustrados com a Fisioterapia, que mostrou resultados pobres, justamente por uma falha grave na sua metodologia. E a Terapia Manual, em suas diversas abordagens e com esta filosofia de busca pela precisão diagnóstica, imprime um rumo diferente e evidentemente mais satisfatório aos tratamentos! ”.

Eu mesmo (Éric) gostaria de dividir com vocês como o tratamento pela Terapia Manual foi decisivo para que pudesse continuar exercendo minha profissão de músico.

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No final de 2015 enfrentei um quadro grave de falta de movimentos na mão direita, no meu caso, a mão que digita no braço da guitarra.

Em um primeiro momento, o diagnóstico dado foi de Síndrome do Túnel do Carpo e, ainda pior, constatada a “necessidade” de cirurgia com um prazo de recuperação pós-procedimento médico de 4 meses.

Levando em conta o fato de que o músico é um profissional autônomo, que nem sempre está munido de recursos “federais” para se ausentar do trabalho, senti-me numa situação bem desesperadora.

Através da indicação do meu grande amigo Aquiles Faneco (guitarrista e coordenador da EM&T Campinas), que já havia sido tratado anteriormente com problemas similares, tive o privilégio de conhecer a dra. Marchiori e seu incrível trabalho.

Foi aí que comecei a presenciar os resultados da Terapia Manual que, sessão após sessão, ia extinguindo as dores que tinha. O que ela descobriu, pensando na individualidade do problema de cada paciente era que o meu problema original estava na coluna vertebral, ramificando-se até meu antebraço e punho, debilitando meus movimentos e causando muita dor.

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Em cerca de 2 meses meu corpo já havia reagido muito bem as manobras da Terapia Manual e eu já estava curado.

Ter conhecido essa vertente da fisioterapia foi decisivo para minha recuperação e o mais importante, evitou que eu precisasse realizar uma cirurgia desnecessária.

Como já havia dito antes, o conhecimento é bom quando passado adiante.

Assim, fiz questão de realizar essa matéria no intuito de ajudar muitos companheiros que com certeza podem precisar de ajuda, e assim como eu estava antes do tratamento, sentem-se perdidos e preocupados com diagnósticos e tratamentos mais agressivos e que parecem ser infelizmente, muitas vezes, a única opção.

Portanto não tenham medo, compartilhem, levem essa informação adiante, pois assim como a fisioterapeuta dra. Lígia Marchiori, existem grandes profissionais no país, prontos a ajudar o músico, seja qual for sua especialização.

Comentem se já passaram por situações como essas, se só a fisioterapia resolveu ou se precisaram recorrer a procedimentos mais invasivos, como cirurgias. O blog e as mídias sociais, tanto da SANTO ANGELO como as minhas, estão abertas para isso, discussão e ajuda na resolução do que pode acontecer durante a carreira de um músico!

Abraço a todos, ótima semana e: se cuidem!

Éric Paulussi é guitarrista profissional há 10 anos. Atua também como sideman e professor de Setup de instrumento nas licenciadas do EM&T do interior de São Paulo. Endorsee de marcas nacionais e internacionais, Éric desenvolve workshops passando conhecimentos sobre assuntos envolvendo guitarra e tecnologia.