A crítica e as redes sociais

Redes Sociais 1

Olá galera, tudo bem?

Mais uma vez estou com vocês, agora abordando um tema de extrema contemporaneidade e bastante complexo por suas múltiplas variáveis e facetas.

Vamos começar por uma pergunta aparentemente simplória, mas suficientemente reflexiva para o nosso tema:

Você acredita em tudo o que lê e vê nas redes sociais?

Se a resposta for NÃO, parabéns, você é prudente e certamente antenado com o mundo digital.

Se a resposta for SIM, cuidado, esse é o primeiro passo para a chamada “inconsciente desinformação informada”.

Tal como a porta aberta para uma avenida movimentada, o mundo virtual e especialmente as redes sociais, possibilita acesso irrestrito e normalmente anônimo ao mundo inteiro e, por globalizado, a um universo de informações sobre tudo e sobre todos nesse planeta e até fora dele.

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Acontece que a construção desse mundo digital é feita por informação e desinformação maldosa ou inconsciente e nisso reside o grande perigo na hora criticar, formar opinião ou definir conceitos, sejam eles genéricos ou concentrados sobre determinados temas.

Quem leu aqui meus artigos anteriores, se não viu acesse aqui a 1°parte e 2°parte, percebeu que o ato de julgar, avaliar, criticar, decidir ou contextualizar trabalhos, ideias ou atitudes passam por um volume significativo de variáveis que vão desde o estado de espírito de quem avalia até a informação técnica completa sobre o que avaliamos. No último quesito, o cuidado é extremo e um simples descuido pode provocar equívocos que nem sempre são facilmente corrigidos.

As redes sociais recepcionam esse universo opinativo e informativo de forma irrestrita e nos seus subprodutos invariavelmente trafegam interesses de toda a ordem, afinal quem garante a identidade ou a formação de quem está emitindo algum juízo de valor na rede? Quais os interesses ali contidos?

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Responder a questões assim é praticamente impossível e nisso reside à necessária prudência de quem busca na rede um pouco mais de informação conceitual ou apenas dados de ordem técnica, estatística ou estimativa.

Desde os primórdios do século XIX a técnicas de contraespionagem desenvolveram a desinformação e o falso como armas letais nas guerras e nos conflitos de ordem meramente política.

Fazer da mentira uma verdade virou estratégia que ao longo dos tempos se mostrou eficaz nas mais diversas frentes de interesses.

Hoje, tal mecanismo se depurou de forma estratosférica e as redes sociais viraram o combustível e o local adequado para seu uso.

Não acredite em tudo o que lê ou vê na internet ou nas redes sociais e mesmo a mais confiável das fontes pode ter cometido o erro para o qual esse texto tenta alertar, ou seja, repassou algo não fidedigno.

Permaneça com seu “desconfiômetro” sempre ligado e, na dúvida sobre o que ler ou te repassarem como a “última da Dilma” (ou do “Temer”) procure outras fontes e cheque a informação.

O tempo e a constância trazem a depuração da percepção do real e verdadeiro, mas ela sempre estará susceptível ao descuido que tomara nunca faça injustiça pela emissão de opiniões ou conceitos desfocados da verdade.

Seja prudente, sua credibilidade se alimenta disso!

Abraços e até a próxima!

Gustavo Victorino é músico, produtor, advogado, engenheiro, jornalista e radialista, assina coluna mensal na Revista Backstage e produtor executivo da Festa Nacional da Música , o maior encontro da música brasileira que acontece anualmente no Rio Grande do Sul.