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Perda de audição pode acontecer também com o consumidor que não gosta de música

Por: Carolina Gasparini.

A nossa legislação trabalhista é bem exigente quanto à doença auditiva relacionada ao ambiente de trabalho, geralmente conhecida como Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), conforme pode ser analisado neste artigo.

E quem de nós, eternos amantes da música, nunca saiu de um show com um zumbido no ouvido ou sentindo dores de cabeça? Ou ainda, no pior dos mundos, percebeu que cada vez precisa aumentar um pouco o volume do rádio ou da televisão para escutar bem? Pois temos uma péssima notícia também para o consumidor que não curte música alta: segundo o censo IBGE de 2010, cerca de 9,7 milhões de brasileiros sofriam de deficiência auditiva. E nesses 5 anos passados, imagem como essa quantidade deve ter aumentado em razão de novos produtos e serviços oferecidos.

Não é de hoje que alertamos para o perigo de ficarmos expostos ao ruído ou altos volumes, conforme podem conferir no post escrito pelo Dr. SANTO ANGELO em 17/04/2014. Assim, nem só quem lida com música precisa prestar atenção com a saúde auditiva e por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre a perda auditiva decorrente da exposição aos altos volumes sonoros.

Assim, para entender os efeitos desse perigo para os ouvidos a longo prazo, lembramos desta matéria elaborada pelo programa Bem Estar, em que primeiro precisamos compreender como as ondas sonoras chegam e são percebidas por nosso sistema auditivo.

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As ondas sonoras se propagam e chegam às nossas orelhas, que as capturam e direcionam para dentro do canal dos ouvidos. Ali, o som atinge o tímpano, que vibra, enviando as ondas sonoras para a chamada orelha média, onde as vibrações atingem os menores ossos do corpo humano. Por sua vez, o vibrar desses ossículos envia outra onda para a terceira parte de nosso ouvido. Na orelha interna há uma espiral que transforma as ondas em impulso nervoso, que são então transmitidos ao cérebro através do nervo auditivo.

A perda auditiva gradual ocorre em quase todos os seres humanos com o avançar da idade e a consequente degeneração das células ciliares. No entanto, doenças, má formações congênitas ou hábitos de vida podem antecipar esse processo, causando a surdez precoce que no mais das vezes é irreversível.

Dados alarmantes

Segundo um alerta emitido pela OMS (Organização Mundial de Saúde), apenas 28 segundos em um show de rock já podem afetar severamente a audição. Além disso, hábitos adquiridos como passar horas com fones de ouvido e escutar música em volumes muito altos também causam danos irreversíveis ao nervo auditivo.

As estimativas da OMS apontam que cerca de 1,1 bilhão de pessoas no mundo estão sob o risco de sofrerem danos permanentes no sistema auditivo causados por hábitos e não doenças. Segundo o órgão, mais de 43 milhões de habitantes entre 12 e 35 anos já sofrem com a perda auditiva. Dados da SOB (Sociedade Brasileira de Otologia) indicam que cerca de 35% dos casos de surdez no Brasil são causados por exposição a sons intensos, em momentos de lazer ou labor.

A recomendação do órgão mundial de saúde é limitar o uso de fone de ouvidos para 1 hora diária no máximo, utilizar protetores auriculares e diminuir o volume sempre que possível.

Proteção necessária

O protetor auricular é um dos componentes dos chamados EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) para diversas atividades e seu uso é obrigatório em fábricas, aeroportos e demais locais que concentrem volumes sonoros constantes acima de 85 decibéis.

Quanto maior for o volume em decibéis no local, maior deve ser o grau de proteção oferecido pelo protetor ou abafador. Além de um certo limite, o trabalhador exposto àqueles ruídos tem direito ao adicional de insalubridade em seu salário, conforme a norma regulamentadora 15 do Ministério do Trabalho.

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Vale ressaltar que os 85 decibéis são considerados como “limites” e a partir de então a duração da exposição deve ser diminuída gradativamente. Segundo as normas NR 17 e NRB 10152, o nível considerado confortável para a atividade corporativa é de 65 dB, o mesmo nível de uma conversa normal.

Em ambientes fabris, como por exemplo na SANTO ANGELO, todos os trabalhadores envolvidos com a fabricação dos cabos, acessórios e ferragens utilizam protetores de silicone, afim de proteger sua audição do barulho ocasionado pelo maquinário. Tais protetores chegam a barrar até 16 dB, garantindo que o nível sonoro do ambiente de trabalho fique dentro do recomendado.

Até os nossos visitantes recebem esses dispositivos se permanecerem na fábrica por tempo além do permitido pelo nosso encarregado da Segurança Ocupacional, que não chega a uma hora. E se estiver pensando que o nível de ruído aqui é muito elevado, saiba que parece um quarto de dormir se comparado com os níveis de pressão sonora (SPL – Sound Pressure Level) que existem nas feiras de música ao redor do planeta, Expomusic inclusive ou em shows. O nível de pressão sonoro exigido pelos organizadores é de 80dB, mas quem já esteve nesses eventos sabe que durante o dia alguns estandes ultrapassam (e muito) aquele limite. Mas para os visitantes, acostumados aos shows de rock acima dos 100dB, quase é imperceptível a diferença. Certamente esses visitantes já iniciaram seus processos de perda auditiva e nem o perceberam ainda.

Fone de ouvido: o grande vilão

Mas não são somente os shows e as feiras de música que podem provocar a surdez prematura das pessoas. Enfrentar horas no transporte público sem fones de ouvido é algo doloroso e quase impossível para um jovem. No entanto, o uso constante dos fones aliado ao alto volume das músicas pode causar sérios problemas auditivos no adolescente, mesmo que eles não apareçam na hora, apenas com o passar dos anos. Outra situação é o “envelhecimento” precoce, que ocorre quando alguns genes são ativados mais cedo do que o natural justamente pelo alto volume constante. Mais informações podem ser obtidas neste link.

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A perda de audição decorrente do mau uso de fones de ouvido é gradual e costuma levar tempo para ser percebida, ao contrário de situações emergenciais, como o estouro de fogos de artifício muito próximos, que já mostram a perda na hora. Como alternativa, prefira fones externos e mantenha-os em um volume tolerável, por mais que esteja tocando sua música preferida e que contém um solo ensurdecedor. Diversos aparelhos e fones vêm com recomendações para que um limite do nível de volume não seja ultrapassado, a fim de proteger a saúde auricular dos consumidores.

E os músicos?

Muitos músicos podem tentar alegar que não utilizam protetores auriculares ou abafadores de som, pois eles barram a audição e para eles é necessário escutar os outros músicos ou ele mesmo estiver tocando. Tudo bem, realmente é complicado para um músico tocar e não ouvir o que está saindo em seu amplificador ou retorno, mas já existem no mercado protetores com filtros, que “diminuem” o volume do som que chega aos ouvidos, sem excluir nenhum tipo de som como ambiente, voz e instrumentos.

Músicos famosos, como Rogério Flausino, Eric Clapton, Phill Collins e Paul Gilbert já declararam ter problemas com audição após anos de carreira. Gilbert inclusive utilizou sua coluna no site PremierGuitar para dar dicas sobre saúde auditiva e influenciar os jovens positivamente. A coluna original pode ser conferida neste link e algumas das dicas são:

  • Não coloque sua orelha diretamente na sua caixa 4×12 enquanto ela estiver alta, não importa o quanto você ame o som.
  • Não coloque os seus fones de ouvido no volume de um show, enquanto pratica “air-drum” com álbuns do Rush todas as noites antes de ir para a cama.
  • Não coloque o som do seu carro no volume de um show cada vez que você for dirigir.
  • Não seja “cool” em situações em que a música esteja muito alta. Coloque os dedos nos ouvidos ou saia da sala.

As dicas de Paul Gilbert são bem humoradas, mas devem ser encaradas com seriedade, afinal foram proferidas por um profissional da música que convive com a perda auditiva parcial.

Um exemplo ficcional é o filme “Ritmo Acelerado” (em inglês: It’s All Gone Pete Tong). O longa metragem conta a história de Frankie Wilde, um DJ muito famoso que fica surdo.

Exodus

Uma alternativa para os músicos não agredirem seus ouvidos e de toda a banda (ou até mesmo para sua mãe não reclamar mais que você está tocando de madrugada) é o mais novo lançamento da SANTO ANGELO: o cabo Exodus. O cabo é um combo de cabo de guitarra com extensão de fone de ouvido. Ou seja, possui duas saídas P10 (para seu amplificador), um plug P10 para seu instrumento e uma entrada fêmea P2, para conectar seu fone de ouvido diretamente no cabo, sem precisar de uma extensão com metros de cabo para alcançar o amplificador.

A surdez precoce deve ser evitada e com cuidados simples isso é possível. Não é preciso parar de ouvir música, tocar ou ensaiar, apenas adequar o volume, a quantidade de horas e fazer exames periódicos de audiometria, além de visitar com frequência um otorrinolaringologista.

Lojas e promoções

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Atualmente é comum encontrar carros de som que divulgam lançamentos, promoções e inaugurações em volume estrondoso. Os motoristas de tais veículos, assim como os de trios elétricos e outros propagadores de som, devem ficar atentos e proteger sua audição.

O mesmo se aplica a lojas que, na tentativa de atrair mais consumidores, colocam músicas das paradas de sucesso em volumes ensurdecedores e podem trazer danos à audição de seus funcionários, além de prejudicar a comunicação com o cliente em potencial e afugentar os consumidores de ouvidos mais sensíveis.

Em grandes centros urbanos é bem difícil fugir da poluição sonora, uma vez que buzinas, caminhões e outros “barulhos” ocorrem a todo minuto. No entanto, evitar volumes altos sempre que possível, não ter medo ou vergonha de utilizar aparelhos auditivos e consultar com frequência um otorrinolaringologista são atitudes que podem mudar os rumos da sua saúde auditiva e garantir anos a mais de perfeita audição.

Faça o teste

Depois de todos esses avisos, vamos fazer um teste simples de audiometria? Clique neste link e boa sorte!

Até a próxima!