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Socorro, meu filho quer ser músico!

por Isis Mastromano Correia

Não, o título desse post não é o tema do próximo programa “Casos de Família”. Mas, bem que poderia ser. O fim de ano se avizinha e a realidade é que nesse momento muitos adolescentes estão às vésperas de finalizar o ensino médio e consequentemente sob o estresse da decisão de qual profissão escolher.

Além de enfrentar a barra do vestibular, Enem ou outras provas específicas do ensino profissionalizante, uma parte desses meninos e meninas ainda terá de encarar outra prova, essa de fogo: convencer os pais a apoiá-los. Isso porque declararam com todas as letras que querem ser músicos!

Embora em algumas famílias esse anúncio possa cair como uma bomba, o fato é que ele não tem nada de dramático. Aliás, ele só ficará tenso a partir do momento em que pais ou responsáveis decidem, de fato, não colaborar com os interesses profissionais do filho.

“Esse comportamento da família pode detonar, além da saúde psicológica, também a saúde profissional do jovem, que a princípio ela pensa estar zelando. Em uma carreira ‘reserva’, em que o filho não tenha afinidade e aptidão, o risco dele não ser bem sucedido é maior”, esclarece o psicólogo Edvan Santos. O especialista explica que no consultório é frequente o atendimento a pacientes cujas instabilidades emocionais e mentais como depressão, transtornos de ansiedade e síndrome do pânico tenham como raiz a interrupção dos sonhos e de um modo de vida próprio em troca de absorver uma realidade imposta por terceiros. “É como se tivessem passado a vida vivendo pela metade”, completa.

São atribuições dos pais ensinarem aos filhos valores morais, sociais, religiosos, estabelecer regras, cobrar limites e também dar a base para que no futuro eles escolham o que vão ser quando crescer. Se ele cresceu e escolheu, resta orientar e apoiar. Então, será que vale a pena por vaidade, medo desmedido e antecipação de hipóteses desastrosas (que provavelmente nunca ocorrerão) varrer pra debaixo do tapete a vontade profissional deles quando ela é genuína, honesta e o garoto ou garota demonstra afinco e tino para tocar a coisa toda com responsabilidade?

Na receita de resolução desse dilema cabe aos pais colocar porções de confiança na criação que eles mesmos deram aos filhos e pitadas de observação do comportamento da garotada. Quem leva a vida mais no videogame ou na frente do computador, provavelmente não passará a confiança necessária aos pais quando disser que quer seguir o caminho da Música e eles certamente terão bastante dificuldade em apoia-lo em sua decisão de seguir nessa profissão que, de antemão, sabemos demandar muita dedicação, horas infinitas e permanentes de estudo e aprimoramento.  

A questão é séria e com razão preocupa muitos pais. Agora, não deixar que o filho siga seu fluxo mesmo que ele demostre toda responsabilidade necessária a qualquer aspirante de qualquer profissão, é muito perigoso. Na listinha de receios que assombram o aspirante a Músico, certamente o financeiro é o que mais tira o sossego dos pais provavelmente seguido de preocupações com status social e ascensão na carreira.

Isolados, esses medos não são o motivo certo para desestimular a vida na Música, isso porque, repare, desde que nossos tataravós pisaram no mundo, ele está em plena crise. É crise do café, crise industrial, crise da guerra fria, crise tecnológica… Quando é que tivemos verdadeira paz pra atuar em qualquer área do conhecimento?

Quando chega a hora dos filhos escolherem a profissão é difícil dosar a vontade de orientar (e porque não dizer, de dar ordens expressas) com a necessidade de deixar que decidam por si. Toda mãe e pai passam por esse dilema cedo ou tarde. Esses medos, inseguranças e desconfianças na verdade podem recair sobre qualquer carreira onde se esmiúce os prós e contras sendo então injusto atribuir “a culpa de tudo” à Música.

E, calçando o sapato dos filhos, o problema nesse turbilhão todo é que tudo tem de ser decidido, e rápido! Aos 16, 17 anos querem que estejamos com a vida traçada com clareza, o que é bem difícil frente a nossa vivência limitada. A alegação é que não se pode perder tempo, mas, tempo é o que mais o jovem tem! Se de fato há dúvida se deve ou não seguir na profissão de músico, porque não aproveitar o período pós-formatura para fazer cursos enquanto define melhor que rumo tomar? Podem ser na área musical mesmo ou idiomas e etc. Há ainda os que podem investir em um intercâmbio internacional. É uma saída inteligente se o bolso permitir uma vez que em outros países essa questão do acolhimento ao profissional da Música está bem resolvida.

Esse dilema do “ser ou não ser Músico, eis a questão” é um debate com várias facetas, cujas respostas sofrerão influência imediata dos costumes culturais, morais e condições sociais da família. Pais músicos terão uma visão e aqueles com carreiras díspares outra. E não se apresse em acreditar que no primeiro caso o “sim para tudo” vem junto com o pacote de benefícios.

Você é pai ou mãe de um pretenso músico? Está desesperado? Não fique assim. Ou, não fique assim pelos motivos errados. Instabilidades de mercado são inerentes a todos os campos profissionais e não exclusivos da Música. Indecisões são inerentes a todos os profissionais (porque não dizer, pessoas!), não são exclusividade de Músicos. E você vai levar a Música como seu ganha-pão e pretende abrir o diálogo sobre essa decisão com a família?

A SANTO ANGELO tem abordado em sua fanpage no Facebook os vários caminhos possíveis para a rapaziada viver da Música e separou alguns cenários possíveis para facilitar o entendimento entre pais e filhos. Você poderá se ver em algum deles e encontrar bases sólidas para apoiar a decisão do seu filho em ser músico de uma forma mais segura e confiante sem meter os pés pelas mãos. Há muitos modos de resolver a questão e a sua maneira, acredite:

OUTRA PROFISSÃO PARA QUE O SONHO TENHA UMA “BASE SÓLIDA”

A maior parte dos casos deve se enquadrar nessa situação. Se pesquisar, encontrará vários pais que aconselham o filho a cursar algo paralelamente a Música. E está tudo bem. A princípio parece um conselho incomodo, mas, vamos tirar os véus da questão e ver como ela é desnuda: a carreira de qualquer um, em qualquer área, deixou de ser algo cristalizado faz tempo, ou seja, ao longo da nossa vida profissional vamos buscar ou necessitaremos nos envolver com assuntos correlatos à nossa profissão original ou que enxerguemos uma oportunidade de correlação (aí, é um ponto a mais pra você se tem essa veia empreendedora, visionária). Um médico pode estudar psicologia, um zootecnista, veterinária, um jornalista, pedagogia. Tudo isso para progredir, dar substância ao currículo e dinamismo à carreira.

Também não é novidade pessoas terem mais do que uma profissão. As formações que acumulamos certamente contribuem com o crescimento individual e mostra que excluir a Música do cardápio, assim, de primeira, sem observar o entorno, pode ser um tiro no pé (e a sangue frio!). Não faça isso, não sem antes avaliar as possibilidades. De qualquer forma, uma profissão sempre pode segurar as contas da casa quando a outra não responder a contento e aprumar o caminho para o que vem a seguir. E lembre-se sempre: isso acontece com muitos tipos de profissionais no mercado.

Diego se apresenta no Recital de formatura do curso de Música. Ao lado, posa com a mãe orgulhosa

É nesse tipo de modelo de carreira que o baixista Diego Armando de Souza, 27 anos, de São Paulo, formado pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul, se apoiou. Antes de apostar na formação acadêmica musical, ele resolveu pavimentar o caminho profissional com uma faculdade na área de Inspeção de Qualidade, função da qual também tem afinidade e que o ajudou a suportar financeiramente muito de seu caminho na Música.

Como, desde os 9 anos de idade esteve envolvido com o estudo musical, a família não se surpreendeu com a notícia de que teria um músico graduado em casa. “Por eu ter feito uma faculdade antes, eles aceitaram numa boa a faculdade de Música. Ao longo do curso, enquanto dormia de madrugada estudando para depois acordar cedo, eles me alertavam para tomar cuidado, que não precisava estudar tanto assim a Música. Mas, nada grave, nada que me tirasse da meta, na verdade era engraçado, uma preocupação saudável!”, conta.

Diego em ação nos palcos e vivendo integralmente da Música

Passado o período dos empregos na área da Qualidade, hoje, Diego vive integralmente da Música. “Trabalho como técnico de áudio e pretendo seguir carreira na Música com minha banda de Thrash Metal chamada Angry, que conta com discos e videoclipes lançados no Brasil e no exterior e que já dividiu palco com grandes nomes do estilo, como Krisiun e Nuclear Warfare. Trabalho também em um projeto de Jazz e planejo começar a dar aulas de baixo e teoria musical”, explica.

Diego avalia que “existe uma fantasia que todo músico vive na estrada, toca para milhares todas as noites e não é assim”, diz. “Lógico que existe quem faça isso, mas, se o músico não gostar desse tipo de vida e rotina, ele pode optar por ser um professor, um músico de estúdio, compositor, arranjador e por aí vai e ainda assim ele será um músico”, completa.

VIVENCIO O APOIO DA FAMÍLIA, ALIÁS MAMÃE QUERIA SER CANTORA! 

De longe, a situação ideal e que todos gostariam de viver. Alguns pais incentivam os filhos desde a infância a se envolverem com arte muito porque não tiveram a oportunidade de fazer isso profissionalmente ou mesmo como hobby. Outros genuinamente entendem a importância da vivência com a Música e, melhor ainda, aceitam a carreira por puro respeito! No futuro, via de regra, esse grupo de pais entenderá que a escolha da carreira de músico não é um bicho de sete cabeças e apoiará ou acatará a decisão dos filhos mais ou menos sabedores do caminho das pedras e sem traumas.

O harpista Marcelo Penido, 46 anos, de Belo Horizonte, faz parte desse perfil de exemplo. “Meus pais me deram apoio. Imagino que no início eles devam ter achado que era coisa de adolescente e que eu iria desistir logo, mas jamais desincentivaram”, conta.

Marcelo posa com sua harpa

Marcelo é professor adjunto de harpa da Escola de Música da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e conta que começou a estudar violão popular aos 17 anos e em seguida, aos 18, iniciou os estudos da harpa em uma escola de música. “Eu comecei tarde, não é uma história muito comum. A maioria dos músicos inicia logo depois que sai da barriga da mãe”, brinca.

Ele conta ainda que, na época de escolher a profissão, esteve prestes a estudar Letras. Prestou vestibular, passou na prova e, no dia da matrícula, um desconhecido na fila da inscrição mudou totalmente seu destino. “A pessoa disse que eu seria professor de português e eu respondi que não queria ser professor, queria ser escritor. Ela insistiu que todos que fazem Letras se tornavam professores de português. Então eu sai da fila e fui embora pra casa”, conta Marcelo que decidiu então que queria aprender a tocar violão e guitarra seriamente.

Enquanto um desconhecido guiou a atenção de Marcelo para a Música, foi uma celebridade que o levou para a harpa: Yngwie Malmsteen. “Meu pai me deu o disco “Rising Force”, eu escutava aquilo, me imaginava tocando até que um dia imaginei que tocava com a harpa!”. diz. “Engraçado é que eu nunca tinha visto ou ouvido uma harpa na vida, fazia apenas ideia do que era”, conta. “Também nunca tinha colocado os pés em um teatro. A primeira vez que fui a um concerto eu tinha 18 anos, depois de começar com a harpa, e minha mãe me fez usar uma roupa nova, porque era chique”, brinca.

Três anos após ter iniciado os estudos de seu instrumento numa escola de música em Minas Gerais, Marcelo ingressou no início dos anos 1990 no curso de bacharelado em Música com ênfase em harpa da UFMG, mesma instituição onde hoje trabalha. Dai por diante, ganhou uma bolsa da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para cursar o mestrado nos Estados Unidos e depois para continuar com o Doutorado por lá na Indiana University School of Music o que lhe rendeu o posto de único brasileiro com Mestrado e Doutorado em harpa.

Trabalhou dois anos na OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) primeiro como freelancer e depois como harpista convidado, com contrato, e por nove anos na Orquestra Experimental de Repertório, um dos corpos estáveis do Teatro Municipal de São Paulo. “Mas, o mundo dá muita volta e eu acabei virando professor. Não de Português, graças a Deus!”, diz.

Marcelo, hoje casado com a também musicista Tálita Capra, com quem divide parte da carreira e dos palcos, é pai de uma adolescente de 14 anos que não pretende trabalhar com Música e tem a atenção voltada à dança, explica que os pais ainda se sentem tocados com sua profissão. Ele conta ter descoberto recentemente que o pai coleciona os programas dos concertos nos quais tocou. “Dia desses, ele abriu uma gaveta na casa dele e tirou um monte de recortes de jornal e programas de teatro. Quase chorei!”, diz. “Já minha mãe não pode me ver tocar que quase desidrata de tanto chorar”.

Laços de família – Marcelo divide o palco com a esposa

Só falta uma coisa para a carreira de Marcelo ficar completa: tocar Malmsteen na harpa! “Até comprei uma harpa elétrica e cabos pois um dia vou tocar rock nela!”, promete.

SOU MÚSICO PROFISSIONAL E NÃO GOSTARIA QUE MEU FILHO SEGUISSE O MESMO CAMINHO. MAS ELE TEM PAIXÃO PELA COISA!

Esses são os pais que já trilharam o caminho das pedras e sentiram na pele que nem tudo são flores, estão certos em não serem deslumbrados, mas, alguns pais mal sucedidos profissionalmente vão tentar afastar os filhos do mesmo caminho por motivos pessoais e não profissionais. Cabe ai um exercício franco e honesto se seu entrave em não apoia-lo tem mais a ver com birras pessoais ou é genuinamente um conselho vindo da experiência. Se a insegurança é grande, mas o talento e vontade dos meninos são maiores, cabe avaliar a possibilidade de guiar os filhos a estudarem outra profissão paralelamente a Música e que possam ser conciliadas de alguma forma adiante como incremento, como Marketing, e também indicar melhorias que possam ser aplicadas a carreiras deles e que ficaram para trás em sua própria trajetória, como estudar idiomas, como Inglês, para alçar voos internacionais, seja estudando em instituições internacionais, ou incrementando a divulgação do trabalho pela internet, onde não há fronteiras.

NÃO SOU MÚSICO E NÃO QUERO ESSE ESPÉCIME NA FAMÍLIA!

Se o filho tem a verve para a Música e demostra comprometimento, pense nas consequências de simplesmente não apoia-lo. Tolhido do desejo de ser Músico ele pode tropeçar e cair nos problemas que citamos acima, como psicológicos e também profissionais. Se os dotes estavam voltados para a Música, provavelmente uma nova carreira não irá ser levada com a mesma vontade, intensidade e afinco e, assim, as chances de pessoas mais aplicadas passarem à frente dele no universo de sua nova profissão são altas. Ou seja, o risco é muito alto da conta voltar com juros e correção monetária sobre aquele medo da não independência financeira e do não ascender socialmente. Do mais, de qualquer forma, perceba que seu filho pode ter outros dois valores muito nobres: obstinação e coragem para quebrar o elo e seguir na Música mesmo sem apoio. E se esse for o caso, ele estará de parabéns!

VOCÊ TEM UM VILLA LOBOS EM CASA, INVISTA NELE!

Essa que parece ser uma situação bastante confortável pode ser motivo de problemas se todo mundo enxerga isso menos os pais. Se você tem passado boa parte de seus dias escutando esse “mantra” e seu garoto ou garota passa o dia enfurnado no quarto e não desgarra do instrumento nem por decreto, é verdade, você deveria investir nele inclusive por ele ter a sorte de, a princípio, ter tão claro um objetivo de vida. Isso para a geração que está ingressando hoje na vida econômica é uma característica a ser comemorada. Pesquisa divulgada este mês pela Consultoria YCoach e publicada na revista Exame mostra que a falta de objetivos claros é o fator que mais perturba o bom andamento da carreira de jovens entre 18 e 32 anos. Então, nesse caso, vale sim seu investimento, agora, em forma de apoio para que ele prossiga como profissional. Valorize seu tesouro!

PREFIRO NÃO ME MANIFESTAR. MEU FILHO TEM TALENTO E VÃO DESCOBRI-LO

Não é bem assim que a banda toca (nunca um trocadilho caiu tão bem!), A expectativa de que alguém irá “descobri-lo” é uma ilusão recorrente. Incentive seu filho a trabalhar assim como qualquer outro profissional para ser desejado pelo mercado mirando seu objetivo que pode ser o artístico ou aqueles inúmeros que acontecem detrás dos bastidores, que vão das salas de aula à sonoplastia de um teatro.  Incentive que ele trabalhe seus diferenciais, às vezes será o carisma, às vezes a pontualidade e comprometimento, às vezes a proatividade, etc.

NÃO VOU SUSTENTAR VAGABUNDO

Não é só a preocupação sobre como o filho irá se sustentar que algumas famílias têm, mas sim, problemas – muitas vezes morais – de aceitar dar suporte a um filho maior de idade e se a decisão for pela Música, tanto pior. Uma vez, uma professora de história disse em sala de aula que o certo era podermos estudar até os 25 anos, sem receios, medos, crises e pressões. Mas, sabemos que ela estava apontando para o terreno da utopia.

De um modo menos geralista, cabe a cada família analisar a possibilidade de dar suporte necessário ao filho, mesmo que maior de idade, sobretudo se estivermos falando de uma pessoa aplicada, que estuda ou já trabalha enquanto decide os caminhos a seguir. Se você observa seu filho não largar do instrumento musical, deixar algumas diversões de lado para estudar Música, ficar horas falando no assunto e quer investir em equipamentos melhores, isso só é sinal de que ele leva mesmo a Música a sério e é improvável que vá lhe decepcionar mais tarde, voltando com mala, cuia e coração partido para casa.

Bem, é quase certo que durante a vida tenhamos muito mais contato com músicos (no rádio, no MP3, na TV, no restaurante, no casamento, na igreja) do que com médicos, arquitetos e advogados! Mas não nos damos conta disso, pois, sempre estamos com eles nas horas de diversão, e, os demais, quase sempre na hora dos problemas. E a cabeça adora achar que problema é sinônimo de coisa séria, e respeitável.

Longe do discurso panfletário, mas, a verdade é que a cultura capitalista não consegue valorizar trabalhos intelectuais e artísticos: conseguimos fazer o orçamento de um prédio mediante os tijolos que levará, mas, não temos o mesmo sucesso sobre a quantidade de notas em uma partitura ou rimas da letra de uma canção. Também não vemos músicos na capa da Exame ou da Você S/A (embora os caras do Kiss possam tranquilamente passear pelas páginas da Forbes, mas, aí estamos falando de um ponto fora da curva).

Não são todas as cabeças que estão preparadas para compreender facilmente a Música como profissão dado que ela é sempre enfatizada como atividade lúdica, que envolve prazer e diversão e prazer e diversão não tem nada a ver com trabalho, que erroneamente temos aprendido ser sinônimo de coisa árdua, não é verdade?

Esperamos ter ajudado vocês, pais e filhos, com recursos suficientes para que o diálogo se estabeleça e continue na casa de cada um. Desejamos contribuir ainda mais para essa discussão conhecendo seus pontos de vista, impressões e experiências sobre o tema para evoluirmos juntos e com paz em nossas famílias.

Até a próxima!