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Kleber K. Shima: dicas para sua banda acontecer em 2017

Kleber Band 1

Olá amigos, tudo beleza?

É com muita alegria que mais uma vez estou aqui no blog SANTO ANGELO para dar algumas dicas mais práticas pra vocês que não sejam tão teóricas como nesse meu post de quase um ano atrás.

Ser professor do curso de Setup de uma das escolas mais importantes do país, o EM&T, além de dirigir a meu próprio instituto musical, o IMKS , me fazem parecer mais teórico do que realmente sou.

Por isso, tenho muito orgulho em fazer parte do time SANTO ANGELO e poder compartilhar com vocês dicas práticas e que funcionam para quem deseja encarar os palcos brasileiros.

Pelo menos, essas dicas serviram e servem muito para a minha banda.

Basicamente, as três situações que qualquer músico enfrentará no decorrer do seu desenvolvimento são:

 1- Tocar sozinho para si mesmo

2- Tocar interagindo com outras pessoas (banda)

3- Tocar interagindo com outras pessoas e com uma plateia assistindo

O ditado que diz: “treino é treino e jogo é jogo” se encaixa perfeitamente nesse contexto, pois um músico que não passa pela terceira situação, jamais será um músico completo, pois tem coisas que você nunca vai aprender na escola ou na internet.

Quer exemplos? Vamos lá!

Explorar a dinâmica, saber tocar pensando no coletivo e não no individual, performance de palco, timbragem (que muda completamente quando o seu equipamento está numa situação de palco) e principalmente, saber quando não tocar, para dar espaço aos outros integrantes.

Vamos para o próximo passo? Beleza!

Você já tem a sua banda, demorou, mas achou os caras certos, ensaiou durante horas e gastou todas as economias alugando estúdios e investindo em equipamentos (como os cabos da SANTO ANGELO) e conseguiu marcar o seu primeiro show.

E agora?

A primeira coisa a se fazer é conhecer dois termos muito usados pelos técnicos de som: Rider e Backline.

O Rider é a lista de equipamentos que você deve perguntar para o dono, gerente ou técnico de som da casa que irá tocar.

É essencial saber o tamanho do espaço, a estimativa de público e a acústica do local, para saber se você precisará levar seu cabeçote de 200W e caixa 4X12 ou apenas um simulador no smartphone pra ligar em linha.

O Backline é a quantidade de equipamentos que serão colocados no palco, como: amplificadores, monitores, bateria, entre outros.

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Verifique tudo isso antes de tocar na casa pela primeira vez ok?

Chegamos para passar o som. E agora?

A primeira coisa a se fazer é verificar se as tomadas são da mesma voltagem que os seus equipamentos.

Leve também vários adaptadores de tomada, pois muitas casas possuem tomadas antigas e outras possuem tomadas novas.

Se a casa tiver técnico de som (normalmente tem), seja sempre educado e cordial com ele, pois ele será a pessoa que poderá até sabotar o seu som, caso ele não vá com a sua cara.

Uma caixa de ferramentas com tudo que você pode precisar usar no seu equipamento também é fundamental, assim como um plano B caso queime o fusível do amplificador ou aconteça algum problema com a sua guitarra.

Eu sempre levo duas guitarras e um simulador pra usar caso queime o fusível do amplificador e não tenha outros para trocar rapidamente.

Bom, agora é hora de passar o som!

Cuidado com o posicionamento do seu amp! Quanto mais perto você ficar dele, menos você irá se ouvir.

Foto 01

Se deixar o amp reto no chão, o som irá para a sua perna.

Isso só é legal se você tiver ouvidos nas pernas, caso contrário, leve um suporte de amp ou coloque uma base ou uma cadeira para o amp ficar suspenso e de preferência, inclinado para os seus ouvidos, assim você também evita que o grave da caixa se espalhe pelo palco.

Só não faça isso se a sua caixa for uma 4X12.

O melhor a fazer é usar o seu amp como monitor, microfonar o amp com um microfone específico para guitarra (Shure SM-57 ou similar é o mais popular), achar uma posição ideal do mic e usar num volume que consiga se ouvir sem necessariamente, fazer seus ouvidos sangrarem.

Às vezes você pode pedir para o técnico colocar um pouco da guitarra no seu monitor (que pode ser fone de ouvido ou caixa de retorno) para o “seu” volume ficar mais baixo e o operador conseguir mixar melhor o P.A.

Lembre-se que quando estamos passando o som normalmente a acústica do local fica bem diferente na hora do show.

Isso ocorre por causa da reverberação do local quando está vazio e na hora show, com a casa cheia, o som fica mais abafado.

Normalmente quando o recinto está muito cheio, eu costumo acrescentar um pouco de reverb para o som não ficar tão seco.

Uma última dica antes de tocar é: proteja seus ouvidos! Use um protetor auricular de qualidade e que tenha sido projetado para músicos.

Existem muitos que não abafam o som e reduzem até 19db.

Depois disso é só se concentrar no show e fazer uma performance memorável!

Grande abraço pessoal e até a próxima!

Kleber K. Shima é bacharel em música pela FAMOSP e pela extinta ULM. Atualmente é professor do curso de Set Up e prática de bandas (Projeto On Stage) da EM&T Jabaquara (SP), é proprietário do Instituto Musical IMKS e guitarrista da banda Hot Rocks.