Meu filho vai ser assim …

Por Isis Mastromano Correia

É com a frase que batiza esse post que muitos pais de gente pequena e aspirantes a criadores de pimpolhos entoam feito um mantra e suspiram quando se deparam com fotos de crianças fazendo pose com guitarras, baixo e baterias. Eles sonham que um dia o filho seja um grande músico, de renome e carregue consigo multidões? Claro que não! Eles visualizam acima de tudo é a grandeza de atitudes e de comportamento de seus filhos quando sob a Música, com a firmeza de escolhas e de postura que só a atividade musical parece capaz de proporcionar em nossas vidas.

Inicialização Musical Feira Musikmesse 2013

Talvez a Música compita apenas com o esporte nesse quesito, mas, ainda assim é diferente. Pare para observar adultos que já mantém relação com a Música: eles enchem os olhos de um brilho muito especial ao visualizarem seus próprios – ou futuros – filhos trilhando o mesmo caminho.

Enquanto a competição é o sentimento que mais flerta com os praticantes de esportes, quem toca um instrumento musical se enlaça logo cedo com a criatividade e por isso expande sua própria realidade, o que lhe dá o direto, entre inúmeros fatores, a melhor saúde mental e também física.

Claro que tudo isso se torna mais proveitoso quando é possível aliar conhecimento de gente capacitada em musicalização infantil. Mas, as famílias que não têm condições de buscar professores e escolas particulares, não devem furtar a musicalidade dos filhos: há formas de se trabalhar dentro de casa ou com a comunidade.

Feira Musikmesse 2013 – Espaço dedicado para inicialização musica das crianças.

De acordo com os mais diversos estudos sobre musicalização infantil, a canção aplicada desde a mais tenra idade melhora a coordenação motora, a sensibilidade auditiva, a criatividade, a aprendizagem, a afetividade e ainda a socialização.

Os menorzinhos podem começar com a percussão

Andrzes Janicki, um médico polonês realizou experiências e concluiu que a Música influencia nas funções de alguns órgãos internos, na função psíquica e na memória, ou seja, a criança fica menos suscetível à males cardíacos e ao estresse que pode levar a problemas psicológicos futuros.

E são elas próprias quem têm nos mostrado o caminho das pedras: esse ano 2.284 pessoas menores de 12 anos visitaram a Expomusic contra 696 em 2012. O público foi o recorde desde a primeira edição do evento, em 1983, época inclusive em que a feira de Música era dividida com a dos fabricantes de brinquedos e que há tempos já não mais fazem parte do evento. Que ironia!

Os adultos que compareceram à Expomusic 2013 certamente não conseguiram deixar de notar que pelos corredores eram constantes as exposições de violões e baterias com personagens da Disney, Turma da Mônica, guitarras (e até ukeleles!) ornamentados com Bob Sponja e instrumentos menores e mais leves, feitos sob medida para que as crianças tenham total autonomia sobre o objeto musical em si e não como se fosse mais um brinquedo ou parte de um videogame.

E por falar em games, vale pensar duas vezes antes de investir em um que imite um instrumento. Guitarras, teclados e baterias plásticas, cheios de botões e sons simulados custam, muitas vezes, o mesmo ou mais que um instrumento de verdade. Oras, então, porque adiar colocar um instrumento de verdade na mão do seu filho, sobrinho, neto ou irmão?

Há muito tempo acompanhando a tendência mundial de instrumentos mundiais para crianças e pré-adolescentes, através das edições passadas das feiras do setor na Alemanha, Estados Unidos e China, a SANTO ANGELO desenvolveu acessórios especiais para elas. São afinadores coloridos, que combinam com guitarras e teclados, além dos cabos da linha Júnior.

Objetos de reciclagem de peças de automóveis, exposto na feira Musikmess com foco na inicialização musical.

Também coloridos, esses cabos são fabricados em PVC, um material mais resistente aos líquidos e esforços de tração, além de serem montados com conectores de desenho ergométrico para dedos e mãos menores. A idéia é oferecer produtos duráveis, que acompanhem o crescimento dos pequenos e que suportem esbarrões ou movimentos bruscos ou descuidos típicos da idade.

Quando começar de vez?

Sim, a gente não se lembra mas, desde nossa vida uterina, os sons são os elementos que definitivamente dão o tom da nossa vida. Os batimentos do coração da mãe, o sangue correndo pelas veias, as canções de ninar já ensaiadas e o vozeirão do pai são nossos primeiros contatos com os dó-ré-mis que se seguirão.

Após o nascimento, os sons são quase onipresentes na vida da criança como a TV, os automóveis, as vozes de pessoas, sons de animais. Pelos sons elas desenvolvem seu repertório de comunicação, logo, devemos incluir, é claro, a Música nesse processo todo para deixar tudo mais rico.

Com bebês, os pais devem usar a Música para desenvolver o prazer da audição e ainda estimular a fala através do canto. Já dos 2 aos 6 anos, fase em que elas já sabem distinguir sons, pode-se apresentar algum instrumento como tambores, flautas e gaitas e ainda estimular o reconhecimento dos componentes uma orquestra.

Nunca é cedo demais para a Música!

A partir dos 7 anos, com a entrada definitiva da criança na fase escolar, elas já passaram da fase de testes, de descobertas dos sentidos mais básicos, e então, essa é a hora de dar cabo à imaginação e criatividade delas e para isso nada melhor do que oferecer um instrumento verdadeiro em suas mãos. A leitura e escrita musical poderão ser aplicadas também além da criação de melodias, conhecimento dos grandes compositores e reconhecimento dos variados tipos de música como folclórica, erudita e popular.

Aos 7 anos as crianças podem conhecer mais a fundo um instrumento

Então, não deixe para depois a introdução da Música na vida dos seus pequenos, pois, como vimos, já nascemos com uma autonomia espetacular para os sons e por isso nunca é cedo demais quando o assunto é Música!

Nunca desista de incentivar as crianças a tocar instrumentos musicais. E quando falamos em crianças, englobamos gente abaixo dos 100 anos, pois, o direito de criar e brincar nunca nos deve ser retirado, nem pela passagem do tempo! Para cobrar de todos a capacidade de brincar, propomos o quebra-cabeças do link abaixo:

ENTRA O LINK  DO puzzle.

Opa, quase íamos embora sem falar de algo muito, mas muito legal mesmo que a Música faz por pais e filhos que a praticam juntos a canção. Mas, as cenas são muito fortes, difíceis de serem descritas. É melhor que você veja, escute e se segure para não apertar alguma bochechinha qualquer que estiver dando sopa por ai!

  Até a próxima!