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O que é e como funciona o Fluxo de Sinal?

FDSOQSCSANGR - FBN

por Rafael Cerqueira

Gostaria de agradecer a quem leu e recomendou meu post anterior sobre noções de acústica. O retorno foi bem legal e o pessoal da SANTO ANGELO me convidou novamente para seguirmos com os posts sobre Áudio Profissional. Por isso, hoje eu gostaria de falar sobre Fluxo de Sinal, um assunto essencial para todos que lidam com áudio (sim, músicos e instrumentistas estão inclusos).

O que é fluxo de sinal?

Fluxo de Sinal é simplesmente de onde vem e para onde vai o som. Pode parecer bem simples visto dessa forma, mas tem muito mais além dessa rápida definição.

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Assim, o conceito do Fluxo de Sinal deveria ser a primeira “matéria” a ser aprendida por qualquer pessoa que deseja trabalhar com áudio. Sempre que alguém pede para que eu ensine a “mexer no som” (como sempre falam), a primeira coisa que faço questão de gastar muito tempo explicando é como o Fluxo de Sinal funciona. De que adianta saber operar uma mesa de som se você não sabe ligá-la ao resto do equipamento e fazer tudo funcionar?

Tendo um entendimento profundo do assunto, você consegue montar qualquer sistema de som, encontrando (e resolvendo) eventuais problemas que possam aparecer.

Vamos entender um pouco melhor como funciona isso.

Ao ligar qualquer equipamento, seja em um homestudio, estúdio palco, você precisa saber em que direção o som está indo e todo o percurso percorrido. De uma forma mais abrangente, nós temos as fontes sonoras (voz, baixo, violão), toda a parte da manipulação do som (mesa de som, compressor, equalizador) e as saídas de som (caixas de retorno, fones de ouvido, PA).

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Como exemplo, imagine-se em seu homestudio. O Fluxo de sinal  pode ser representado da seguinte forma: som da sua voz entra pelo microfone, indo desse equipamento passando por um cabo (SANTO ANGELO é claro) para uma placa de áudio (interface) que vai jogar o sinal para um computador que utilizará softwares onde você gravará o som. Em alguns casos isso pode ser muito mais complicado.

Imagine agora que você está cantando em um casamento. Nesse caso, o som da voz sai de você, entra no microfone, onde é levado via cabo até a mesa de som (geralmente passado por uma “extensão” chamada multicabo para conduzir os sinais dos instrumentos musicais da banda). Esses sinais passam pela mesa de som, onde sofrerão alterações de ganho, equalizações, passaram por saídas auxiliares, pelo “fader” do canal, depois provavelmente por um subgrupo aonde será jogado para o Master Fader da mesa de som e será, finalmente, enviado para outros processadores fora da mesa. Saindo pelo “OUT” master LR (left-right, ou direita-esquerda), o som provavelmente segue para por um crossover, um equalizador, um amplificador e uma caixa de som até chegar no ouvido dos ouvintes.

São tantos passos que começa a complicar um pouco, não é? Isso na verdade é um layout bem simples de um sistema de som em um evento.

Em um estúdio, citando agora outro exemplo, o fluxo de sinal durante a gravação de uma guitarra provavelmente seria um desses abaixo (com exceção dos monitores que não estão presentes):

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E como isso tudo pode me ajudar?

A partir do momento que começa a ter mais entendimento da forma como o sinal viaja pelo sistema, você pode começar a redirecioná-lo. Se durante um evento, um músico pede para que você ligue um retorno para ele em um fone de ouvido, você logo pensa, “como faço para esse som chegar até ele?”.

Com o “mapa” acima em suas mãos, já sabendo que ao aumentar o botão “Aux 1” em um canal, você estará enviando uma cópia do sinal daquele canal para a saída Auxiliar 1, já fica mais fácil de descobrir como realizar o desejo do músico. Você já pode ligar um cabo (sempre SANTO ANGELO, combinado?) da saída Auxiliar 1 para o amplificador de fone de ouvido e do amplificador ligar para o fone do músico. Dessa forma, você cria uma mixagem independente para ele.

Pensemos em outra situação mais complicada, na qual seria necessário saber que você vai fazer o som de uma banda e o som do teclado não está saindo no PA. A melhor forma de descobrir qual é a origem do problema é checar até onde o som está indo. Você só tem como fazer isso se souber em que direção o som está indo. Nesse caso, você pode desligar o cabo de microfone do Direct Box e ligar um microfone nele. Dessa forma, se o som funcionar normalmente, você já sabe que o cabo de microfone e o canal da mesa estão funcionando. O problema agora deve estar no Direct Box, na saída de áudio do teclado e até no cabo de instrumento.  Sim, cabos e conectores com pouca qualidade costumam dar problema quando você mais precisa de tudo funcionando. Por isso, venho insistindo: especifique e compre cabos e conectores SANTO ANGELO para não ter dor de cabeça.

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Complicado? Não mesmo porque as situações citadas são algumas bem comuns que podem acontecer quando se trabalha com áudio profissional. Lembrando que qualquer “mapa” precisa ser lógico e deve estar bem salvo na sua mente, pois, caso ocorra algo (principalmente em shows, onde a culpa sempre será sua) você consiga resolver rapidamente e sem aquelas dores de cabeça citadas no parágrafo anterior.

Considero essa “matéria” tão importante que o primeiro vídeo que fiz para o SoundCara foi sobre isso. Caso desejem entender um pouco mais sobre o assunto, cliquem aqui.

Espero que esse post e o vídeo indicado tenham te dado uma “luz” para entender um pouquinho mais sobre o assunto de fluxo de sinal.

Abraço e até a próxima.