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O que é ruim pode sempre ficar pior

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No post anterior, falamos sobre o crescimento da Dengue no Brasil e todos os nossos leitores já conhecem o mosquito Aedes Aegypti, principal vetor da doença, que faz mais vítimas a cada verão. E se nós dissermos para vocês, que durante nossa pesquisa para o post, descobrimos que esse pequeno inseto pode carregar outra doença, tão grave como a Dengue e que pode prejudicar muito um músico ou alguém que precisa das mãos para o trabalho. Você acreditaria?

Esperamos que sim, pois se não acreditar, consequentemente, não irá se atentar aos sintomas e ao tratamento da Febre Chicungunya. Esse é o nome da doenças provocada por outro arbovírus (vírus da família da Dengue, que levam esse nome devido à forma de contágio através de artrópodes, como os mosquitos).

Conheça a Febre Chikungunya (no Brasil, Chicungunha).

Descoberta na década de 50, na Tanzânia, recebeu esse nome estranho para nós, que significa “aqueles que se dobram” no dialeto local. Foi nomeada dessa forma devido à um dos sintomas principais da doença: dores e inflamações nas articulações, fazendo com que o contaminado andasse curvado.

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A doença não é tão letal quanto a sua prima Dengue, mas limita para sempre a pessoa picada após a recuperação. Os sintomas que aparecem são Febre (como no nome); Dores nas articulações; Dores nas costas; Dor de cabeça; Erupções cutâneas; Fadiga; Náuseas; Vômitos; e Mialgias (dor muscular localizada ou não).

Lendo esses sintomas, lembra-se muito da Dengue, não é?

Apesar de sua semelhança, tanto sintomática quanto patogênica com a Dengue, ela não conta com outras formas (lembrando que a Dengue tem a variação hemorrágica e a síndrome do choque).

Por que os músicos podem ser os maiores prejudicados?

Explicamos: a CHIKV (sigla da doença) gera muitas inflamações nas extremidades do corpo, ou seja, nas mãos e nos pés. A movimentação dos dedos fica bem mais difícil, por isso, atrapalharia guitarristas, baixistas, violinistas e todos que utilizam os dedos para tocar. Assim como a Dengue, não é recomendado o uso do ácido acetilsalicílico (AAS) por causa do risco de hemorragia nos infectados. O tratamento deve ser feito com medicação para febre (paracetamol) e dores articulares (anti-inflamatórios).

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Ficou preocupado?

Por não ser uma doença “brasileira”, qualquer suspeita de infecção desse vírus, deve ser comunicada, a partir do médico, para os órgãos oficiais de saúde do governo. E isso tem um motivo:

A doença se radicou muito no sudeste da África, porém, a partir de 2004, foi se espalhando ao norte e a leste, pelo Oceano Índico, atingindo até a Índia, somando um total de 1,3 milhões de casos até 2006. No Brasil, a CHIKV chegou em 2010, trazidas “na mala”. Pessoas que viajaram aos países com surtos da doença, trouxeram o vírus encubado (essa fase pode durar de 2 a 12 dias) e acabaram se tornando um “distribuidor” desse patógeno.

Ou seja, as pessoas tornaram-se “base de pouco e abastecimento” de mosquitos Aedes Aegypti, tão comuns nas terras tupiniquins.

O que dizem as autoridades brasileiras?

De acordo com o jornal o “Estado de São Paulo”, edição do dia 09/05/15, o ministro da Saúde, Sr. Arthur Chioro afirmou no dia anterior (08/05/15) que o Brasil corre o risco de enfrentar, nos próximos 3 a 4 anos, um surto de Chicungunya, em entrevista na Agencia Nacional de Saúde Complementar (ANS) no Rio de Janeiro.

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Ainda segundo o ministro, os casos de Chicungunya se restringiram ao Oiapoque, no Amapá e à Feira de Santana, na Bahia. Até 18 de abril, foram confirmados 1.688 casos no Brasil: 809 na Bahia e 879 no Amapá. No entanto, existem casos pontuais em outros estados brasileiros e em 2014 houve 2.773 casos autóctones (naturais da região onde ocorreu o surto), de pessoas sem registro de viagem para países com transmissão do vírus.

A prevenção é feita da mesma forma que a da Dengue: Não deixando água limpa parada, local de proliferação dos mosquitos que podem adquirir a doença de alguém e passar para tantas outras pessoas.

Cuidado, pode-se contrair CHIKV e Dengue ao mesmo tempo.

E mais um lembrete: por mais que água seque e as temperaturas mais baixas cheguem com  menos condições climáticas favoráveis para o mosquito se reproduzir, um simples ovo pode durar até 450 dias fora d’água (bem mais de 1 ano, o suficiente para aguardar mais um verão).

Nosso dever continua sendo a prevenção e a conscientização. Use a voz que o músico tem para esclarecer as pessoas e ajudar na prevenção.

Cuide-se e até a próxima.

Dan Souza é CMO, Relações Artísticas, fissurado em tecnologia e música, além de baixista nas horas vagas e apaixonado por Publicidade, Propaganda, Literatura e Filosofia. Formado em Marketing pela UNINOVE/SP, faz parte, desde 2013, da equipe de Marketing SANTO ANGELO.