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Porque a Música aumenta sua chance de conseguir trabalho. Qualquer trabalho.

por Isis Mastromano Correia

Acabamos de passar pela maratona do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e até o começo de 2015 muitos ainda estarão em clima de vestibular. Quem já enfrentou a livre e espontânea pressão da família dizendo a velha máxima de que precisamos ter uma profissão antes de sermos músicos, sabe o quão difícil é esse momento da vida, o de escolher uma carreira para seguir.

Nós da SANTO ANGELO também não achamos justo insistir que a carreira musical é fácil e simples, ou que a fama como rock star está ao alcance de todos. Sabemos que o funil do mercado é bem apertado e nem sempre nosso esforço em nos tornarmos músicos instrumentistas de qualidade será reconhecido pela indústria musical. Fazer o que, então?

A maioria dos nossos amigos e amigas que está passando agora por esse período de dar o primeiro passo rumo à vida profissional e, que não vai ingressar na faculdade de Música, deve agora estar pensando em como encaixar guitarras e baixos na sua carreira daqui por diante.

Dá para viver de qualquer profissão sem abandor a música

Dá para viver de qualquer profissão sem abandonar a música

Prevejo alguns praguejando contra todos os anos dedicados ao instrumento enquanto outros estão corroídos no dilema entre o tempo que agora terão de dividir com livros de outros temas. O fato é que a Música pode continuar sendo o maior diferencial do seu currículo e não importa nem um pouco qual carreira você escolheu.

Eu pessoalmente sei o que é isso. Quando descobri que não seria guitarrista profissional, alguns anos de estudo do instrumento haviam passado no calendário. Encarei sem trauma uma questão ainda tabu para parte dos estudantes de Música: meu ganha-pão não seria, ao menos diretamente, a canção, e sim, o Jornalismo. Aliás, dedicamos uma temporada inteira há pouco tempo nas nossas redes sociais para falar sobre como vivenciar várias profissões sem abandonar a Música.

Essa decisão nunca mexeu com meus brios e tampouco abalou a paixão que tenho (para não dizer, quase doentia) pela Música e por minha Strato Sunburst que gentilmente aceitou o papel de se encontrar comigo somente durante finais de semana e folgas.

Selado nosso acordo, pensei que ali estava definido o papel da guitarra na minha vida, sem mais discussões. Porém, a danada surgiu um tempinho depois, de forma bem insólita: numa seleção de emprego que participei e que nada tinha a ver com arte e muito menos com Música!

Era uma multinacional rígida, cheia de protocolos. A companhia tinha à frente centenas de participantes que passaram por diversos obstáculos do processo seletivo, entre eles, aquelas “gincanas” vexatórias que o pessoal dos Recursos Humanos adora! Inglês aferido, habilidades em grupo checadas, eles tinham de enfim, escolher alguém.

De longe dava pra sacar que ali muitos preenchiam o quesito da competência técnica. Como então tirar a prova dos nove? Ao que parece, no momento da entrevista individual, entenderam que uma pessoa que ‘arranhava’ uma guitarra e possuía noções de Música, tinha lá seu diferencial.

A intimidade musical te dá uma situação diferenciada na busca por uma vaga

A intimidade musical te dá uma situação diferenciada na busca por uma vaga

Claro que seria imprudente afirmar que quem estuda Música é mais competente ou mais capacitado que qualquer outro para ocupar uma vaga. Mas, dá para dizer que a intimidade musical leva o sujeito a uma situação diferenciada por uma série de vantagens cognitivas e culturais.

Segundo a analista de Recursos Humanos, Alessandra Menezes, de uma forma geral, o músico (e aqui falamos do estudante, do profissional, do amador e do simpatizante), demostra uma cultura geral acima da média por seu contato com instrumentos e pelas habilidades que a relação com a música desperta, tais como inventividade, sensibilidade e capacidade de improviso.

Quando o candidato a um emprego revela ter contato com a Música, sabemos que isso é um diferencial. Essa característica indica que a pessoa é propensa à criatividade mais aguçada, maior desenvoltura, concentração e sabe lidar de forma mais saudável com emoções”, explica a especialista.

Alessandra diz que exercer atividades sem ligação com os aspectos técnicos da profissão, seja ela qual for, valoriza o currículo, chama a atenção dos recrutadores e coloca o candidato à frente dos demais. Portanto, você não deve jogar para debaixo do tapete sua relação com a Música na hora de procurar emprego.

Criatividade é uma das qualidade que recrutadores enxergam em quem é próximo da Música

Criatividade é uma das qualidade que recrutadores enxergam em quem é próximo da Música

Músicos, via de regra, são pessoas mais antenadas, têm interesse maior do que a média por cultura, literatura, filmes e atualidades. Acompanham mais o noticiário”, diz Alessandra. “As empresas mais contemporâneas conseguem reconhecer e premiar essas habilidades” garante.

A relação com a Música comumente leva ao interesse em estudar as vertentes musicais e isso culmina em um repertório vasto sobre politica e movimentos socioculturais, o que ajuda no desenvolvimento de uma pessoa com pensamento crítico. Biografias também fazem parte do pacote “sou músico”: na estante sempre há a história de algum artista, banda e apostilas sobre o funcionamento de guitarras, baixos, cabos e amplificadores. Mais recentemente, os e-books da SANTO ANGELOA Saúde da Guitarra” e “Só para Baixistas” (disponíveis aqui), sobre regulagem e manutenção desses instrumentos têm lugar de honra na biblioteca virtual do meu Ipad.

Outro trunfo muito cobiçado pelos recrutadores de RH é o Inglês geralmente aprendido autodidata por quem é ligado à Música. As letras em idiomas estrangeiros por todo lado facilitam esse trabalho e não são raros os casos de gente que aprende ou aprimora a língua apenas pesquisando as letras e seus significados. A pró-atividade em aprender sozinho conta pontos.

Quem tem banda também pode colher os frutos disso. A informação de que você trabalha em equipe é bem vista pelos selecionadores de talentos. “Nesse caso, o que será levado em conta é a possibilidade dessa pessoa conseguir manter bons relacionamentos interpessoais, lidar bem com a divisão de tarefas”, diz Alessandra.

A especialista alerta que, na hora de elaborar o currículo escrito o que vale é o bom senso: nem sempre é viável relatar sua ligação com a Música se a vaga que você pleiteia não tem nada a ver com a área. Guarde essa informação para o momento da entrevista, onde atividades extracurriculares podem ter um peso muito mais positivo na conversa, quando pode ocorrer um momento de abertura e descontração.

Tenho certeza que daqui por diante você não vai encarar uma entrevista de emprego como antes por saber que há esperança de dias melhores aos que têm a vida dedicada à Música. Mas, antes, você precisa fazer um favor a si mesmo: pare de achar que desperdiçou seu tempo diante do seu instrumento ou a qualquer outra forma de estar com a Música.

Pra saber mais sobre o tema você pode ler também o artigo Gostar de rock começa a pesar na avaliação profissional, do jornalista Marcelo Moreira.

Estamos curiosos pra saber se você já passou por uma entrevista de emprego onde a Música, ou o contato com a guitarra e o baixo, contaram a seu favor. Não deixe de escrever pra gente aqui no blog ou interagir com outros leitores na nossa fan page.

Até a próxima!