As Barreiras Mentais: Você contra Você mesmo!

Olá ambiciosa leitora ou ávido leitor, tudo bom?

Nos últimos posts que fizemos sobre melhorar sua Oratória, que você  confere nesse link e aqui, percebemos que algo acabava interferindo, para muitas pessoas, nas técnicas do falar bem e se comunicar melhor ainda:

O medo de falar em público, capaz de travar o mais desinibido dos mortais

Por que isso acontece? Indo mais fundo na Neurolinguística, descobrimos que esse e outros bloqueios mentais estão presentes no cotidiano de muitos de nós, sem que nos damos conta da sua existência.

Você já sabe, mas não custa lembrar que os conhecidos bloqueios mentais permeiam milhares de livros de autoajuda administrativos ou vídeos de coach internet afora.

Tendo em vista esse cenário, vamos aprofundar um pouco sobre esse tema aqui no blog da SANTO ANGELO, mas já adiantando que o faremos sem fórmulas mágicas ou coaching’s quânticos, empregando apenas conhecimento com embasamento científico amplamente pesquisado, do modo mais simples que encontrarmos.

Como estamos falando do comportamento cerebral, que pode variar de indivíduo para indivíduo, esperamos que alguma das formas apresentadas possam te ajudar, ou seus amigos, a superar as barreiras que a Vida impõe com mais segurança e saúde psicológica.

E já que estamos falando em barreiras, o telefone está tocando ou alguém te chamou para uma tarefa urgente? Fique tranquilo e ouça esse post mais tarde ou onde estiver, buscando por “Podcast do Blog SANTO ANGELO” no Spotify ou qualquer outro agregador de podcasts que preferir ou tiver sua conta.

Para continuarmos, entendo que a melhor forma de combater qualquer tipo de problema, seja ele físico ou mental, é preciso compreender as bases (e suas ramificações) de cada problema e, por isso, fui atrás de conhecimento basal sobre bloqueios mentais fora do Brasil, encontrando-o em profissionais residentes em Portugal, como a Psicóloga e Psicoterapeuta Sara Ferreira e na CCM Saúde, um coletivo multilinguístico de Saúde, formado por médicos espanhóis, franceses e alemães.

Imagino que muitos profissionais da Saúde estudem esse tema no Brasil, porém, com a força financeira e tecnológica dos coachs e as promessas de resultados relâmpagos, os estudos científicos acabam eclipsados.

Um bloqueio mental, ou emocional, normalmente se resolve com tempo e dedicação do profissional e do paciente e não com palestras “quânticas” de 2 horas ou cursos rápidos de 2 dias.

Feitos esses avisos, continue com a gente.

Um Bloqueio Mental nada mais é do que uma forma de repressão incontrolável ou resistência que seu cérebro elabora, podendo derivar de inúmeras causas com prevalência nas emocionais.

Ele pode parecer uma forma de defesa da pessoa para afastá-la de algo que possa gerar sofrimento ou rejeição. Exemplifico:

Você recebe a oportunidade de compor uma peça para um público extremamente conhecedor de Música. Prevendo uma possível reação negativa da plateia, seu cérebro limita sua criatividade e até seu ânimo em participar dessa composição.

Afinal, todos buscamos aprovação do grupo ou grupos nos quais participamos, correto?

Outra abordagem para esse bloqueio é quando a pessoa não consegue refletir corretamente ou organizar seus pensamentos. Em uma situação de estresse ou de euforia é possível que você se enrole, perca o raciocínio.

Sabe quando encontra, casualmente, aquele músico do qual você é um fã alucinado e não consegue sequer formular uma frase simples para pedir uma selfie? Bem isso.

No geral, os Bloqueios Mentais se manifestarão em momentos de incerteza ou de grande importância (olha o Mundo VUCA ai) pois sempre existe um fator emocional ligado ou correspondente a um bloqueio.

Se a situação é nova, manifesta-se um medo; se está tudo muito calmo, gera estranheza e desconfiança; e mesmo sendo todo o público que te assiste fã da sua obra musical, aparece uma preocupação na sua cabeça de tudo talvez não corra tão bem como planejado.

A parte emocional do nosso cérebro controla, através do tal “instinto”, a nossa racionalidade e quanto menos entendemos dos processos cerebrais, mais a emoção toma conta.

Não podemos nos ater a uma simples lista enumerando os possíveis bloqueios, pois cada indivíduo teve suas experiências de vida e traz na bagagem suas realizações e traumas, que constroem um background particular.

São essas individualidades únicas que podem impedir uma pessoa de realizar algumas coisas.

Porém, independente do material que foi construído esse muro, ele pode ser derrubado.

Para iniciar a demolição dessa barreira, o primeiro passo é identificar a razão pelo qual esse bloqueio surgiu.

Nessas horas, nada mais indicado do que um momento de introspecção e, caso não funcione, a busca por um profissional da Psicologia, devidamente habilitado.

Em geral as razões da existência de todo Bloqueio Mental provavelmente estão localizadas na infância ou na sua adolescência de um indivíduo.

Por exemplo, conhecer pessoas novas pode ser muito fácil para quem era mais aceito na escola devido a aparência, condição financeira ou mesmo interesses esportivos, do que para quem era tímido ou vítima de bullying, por qualquer razão.

Esse exemplo é confirmado pela seguinte citação da psicóloga Sara Ferreira:

Quando uma pessoa segue o seu percurso de vida, presa a aprendizagens e experiências que impedem um desenvolvimento de vida saudável, podemos dizer que foram criados os ‘obstáculos/bloqueios mentais’ que estão a sabotar (…) o seu progresso ou a sua qualidade de vida.

Essas barreiras, que uma pessoa não tem consciência que possui, vão executando um processo de autossabotagem a alguns dos seus objetivos, afetando negativamente o bem-estar e promovendo a dor emocional, num ciclo que se retroalimenta (mais ou menos desta maneira: “não faço porque fujo da dor mas ao fugir da dor depois sinto-me mal e por sentir-me mal volto a não fazer e por aí fora”), num ciclo vicioso”.

O recomendável é que você perceba e explore o que te deixa incomodado em diversas situações. Faça isso e vá listando-as de maneira a identificar qual o tipo de emoção que você desencadeia, se existem fatores ambientais que reforçam essas emoções e quaisquer outras peculiaridades.

Com essa lista pronta, saiba que parte importante de superar qualquer bloqueio é se permitir a experimentar e a tentar mudar seu mindset, por mais difícil que seja, e novamente, a recomendação de um profissional qualificado é a melhor possível.

Não desanime caso o primeiro psicólogo não conseguir te ajudar. Procure por outros até encontrar um que se adeque melhor à sua mente porque, às vezes, pela vertente de estudo de cada profissional, uns podem se dar muito melhor com você do que outros.

Ressalto também que esse tipo de “patologia”, se é que posso nomeá-la assim, pode se transformar um uma fortaleza, pois, cada vez que uma porta neuronal se fecha, fechar a próxima será muito mais fácil.

Por isso, estudos psicanalíticos pregam que você precisa deixar o ambiente (seja ele mental ou físico), que te impõe essas inibições, por locais mais saudáveis a você mesmo.

Entendo que fisicamente falando, nem sempre é possível que você se mude, seja de bairro, cidade, estado ou país, devido a condições financeiras, mas quando se trabalha com a mente, às vezes uma pequena mudança no espaço e nas relações já pode ser muito benéfica.

Afastar-se de pessoas que geram desconfortos para você, evitar consumir conteúdo que te cause desalento (sim, pare um pouco de ver notícias da pandemia e só se proteja com as informações que já tem) e interromper quaisquer outras atividades que te levem para esse poço já são o início para uma mente mais saudável e sem bloqueios.

Feitas todas essas constatações e movimentações buscando a desconstrução dos travamentos mentais, o passo seguinte, de acordo com os estudos, e de certa forma, corroborando com os “papos dos coachs”, é a Atitude de Positividade.

Quando acreditamos, independente do que outros nos definam, que somos inteligentes, capazes ou dignos, certos grupos de neurônios se ativam e agem gerando uma “fé” poderosa em nós mesmos.

Qualquer semelhança com efeitos parecidos em indivíduos com crenças religiosas, não é mera coincidência. É pura Neurolinguística.

Novamente o papel do psicólogo é importante nos momentos de otimismo interno, quando poderá avaliar se as atitudes positivas são reais ou apenas mais uma artimanha do seu cérebro para proteger um Bloqueio Mental, trabalhando para que os resultados e melhora sejam reais e não apenas quimeras comportamentais.

Um controle saudável de emoções ajuda as pessoas a escolherem comportamentos mais conscientes e que ajudem a realizar objetivos e sonhos de curto, médio e longo prazos.

Eu espero, de mente e coração, que os conhecimentos aqui discorridos possam ajudar, quem quer que seja, com qualquer bloqueio que eventualmente tenham.

Se você, que chegou até aqui e não identificou qualquer bloqueio mental, eu gostaria de te parabenizar, pois não é fácil viver no caos do mundo completamente livre de traumáticas amarras intelectuais e de conduta.

Mas também te peço um favor: encaminhe esse post para um amigo ou amiga que tenha identificado algum dos bloqueios citados. Ajude-os, porque um dia, merecerá ser ajudado também por alguém mais lúcido.

Mas se você constatou que carrega um ou mais Bloqueios na sua cabeça, eu te pergunto: quais são esses bloqueios? Já parou para se auto analisar e entender as travas que te impedem de realizar seus desejos? Buscou ajuda profissional independente da gravidade das suas resistências? Se buscou, como foi a experiência de se tratar com um profissional?

Apesar de ser difícil, compartilhar esse tipo de aprendizado e conhecimento, só ajuda que outras pessoas também reconheçam suas necessidades psicológicas e busquem resolvê-las.

Para quem quiser um pouco mais de informações sobre os Bloqueios Mentais e, de quebra, os bloqueios contra a Criatividade, eu te recomendo a audição do Podcast Spin do portal Deviante nesse link.

Outro profissional que recomendo ouvir, é o Altay de Souza do podcast Naruhodo, que aborda muitos temas com o viés de uma Psicologia mais multidisciplinar (sem a separação entre Exatas / Humanas / Biológicas pois, afinal, todos esses temas coexistem e se fundem).

Certo de que as informações tenham sido de qualidade para você ficar mais esclarecido, espero revê-lo ou revê-la, com a Saúde sempre em dia, na semana que vem.

 

 

Um abraço!

 

Dan Souza (IG: @danhisa) é músico e profissional de Marketing, Relações Artísticas, Branded Content e Music Business, formado pela UNINOVE.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *