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Música nas escolas ou escolas na música?

por Isis Mastromano Correia

Quem acompanha a fanpage da SANTO ANGELO já reparou que nos últimos 15 dias usamos a inserção “Semana do Rock’ em algumas de nossas ações, como em vídeos e imagens. Por incrível que pareça, o Brasil, tido como a terra do Ziriguidum e da percussão, rende muito mais homenagem, dedicação, paixão e valor ao Rock´n´Roll do que outras terras consideradas mais roqueiras.

O Dia Mundial do Rock, comemorado em 13 de julho, por exemplo, é sempre lembrado por aqui enquanto que na terra do Tio Sam ele passa batido, acredita? Parece que nós, brasileiros, estamos mais sintonizados no som das guitarras e congêneres do que os próprios pais da matéria: os americanos e ingleses!

Em 60 anos de existência, parece que todos os adjetivos possíveis para falar de Rock já foram usados pelos escritores. Dizer que ele é contestador, transgressor, contra cultural ou revolucionário a essa altura da história soa clichê. Mas, enfatizar que ele é subversivo … Bem, acho que lançar mão dessa característica específica ainda vale bastante.

História, Biologia, Idiomas, a Música abraça todas essas matérias

Explico: é que tem muito professor usando Músicas de Rock para fazer de suas aulas uma experiência muito mais transformadora e empolgante para seus alunos. Não estou falando de mestres e discentes de Música, mas sim, de docentes e aprendizes nas salas de aulas convencionais de História, Matemática, Português, Física que encontraram na Música um instrumento poderoso para atrair a atenção da turma e cumprir a missão do ensino.

Trazer componentes do Rock para dentro da sala de aula tem sido uma descoberta surpreendente não só em termos pedagógicos, mas, também pelo fato de que esses professores criativos dão boas pistas de como Músicos podem atuar profissionalmente com a canção enquanto a hora de se mostrar com seu instrumento não chega.

Música e matemática, essa a gente sabe que andam de mãos dadas, né!

Sobreviver como Músico – e isso não é novidade – ainda é missão muito difícil e que requer doses extras de paciência, perseverança, força de vontade e foco para além do que outras profissões exigem. Quem acompanha nossos posts sabe o quanto valorizamos os Músicos de todos os níveis, estilos e crenças religiosas que, muitas vezes, sem apoio da família e dos amigos, levam sua arte à frente com paixão e coragem.

“Enquanto a Música não se torna meu ganha-pão principal, decidi que daria para usar a criatividade e trabalhar com ela de outra forma que não em cima do palco ou dentro no estúdio”, explica Danilo Reis, 32, de São Paulo, que carrega no “case” a formação como baixista e uma licenciatura em História.

A paixão e dedicação ao estudo da Música vieram antes da História, porém, o emprego na segunda área ocorreu antes. “Analistas de carreira falam tanto em um ‘profissional integral’ e eu entendi que para mim isso funcionaria perfeitamente aliando minhas duas formações”, explica Danilo que leciona em uma escola particular para turmas do ensino médio, em Santo André.

Danilo usa o Heavy Metal, o estilo musical que mais gosta, para desenvolver temas complicados em sala de aula como as Grandes Guerras, religião, economia, crises governamentais e tribos sociais abordando, aliás, os próprios roqueiros, o movimento punk, etc. São letras de músicas de bandas como “Black Sabbath” e “Iron Maiden” que ajudam o professor em sala de aula.

Por trás de grande lição de história pode haver uma grande Música!

“O estudante se sente estimulado em aprender quando descobre que determinado assunto é abordado diretamente por seus ídolos. Os artistas estão ali, nos discos, falando de coisas importantes para a formação dos alunos e é possível aproveitar essa influência positiva para o aprendizado deles”, diz o professor. “A Música é um reflexo dos movimentos da sociedade e, as letras de caráter ideológico podem ser aproveitadas nas classes”, completa Danilo.

Olha a Matematica ai! As melodias que nos emocionam são construídas a partir de relações matemáticas precisas

Não é só em História que a Música pode ser aproveitada. Na Física ou no ensino das Ciências ela pode ser usada para ensinar os fenômenos e conceitos matemáticos envolvidos na produção do som, por exemplo, sem falar no ensino de outros assuntos como estrutura gramatical, equações numéricas e, claro, o idioma inglês, largamente o mais utilizado nas composições. São matérias que muitos falham em assimilar e que com a Música como instrumento pedagógico, os professores podem se tornar verdadeiros maestros de seus alunos conduzindo a todos à educação de forma prazerosa e divertida, muito diferente de um fardo difícil de carregar.

String Theory??

Em tempos em que o interesse dos estudantes, que já é baixo na era da tecnologia e do entretenimento, anda cada vez mais dividido, a Música aparece como coringa para professores criativos e fornece atalhos para conseguir um minuto de atenção dessa galera!

O cinema há tempos sacou o poder da Música dentro de uma sala de aula e soube trabalhar a ideia em forma de comédia. Em “Escola de Rock”, Dewey Finn, personagem interpretado pelo ator Jack Black, é um Músico demitido de sua banda. Cheio de dívidas para pagar, ele acaba como professor substituto em uma escola particular de disciplina rígida onde se torna um exemplo para seus alunos que se juntam ao professor para montar uma banda! Pois é: o roqueiro fissurado em Música e nas bandas se torna modelo pra turma!

O cinema soube trabalhar a ideia de que o rock pode tornar a experiência dentro da escola muito mais prazerosa em Escola de Rock

A utilização da Música na educação formal é um tema discutido por vários autores e estudos. Se você é professor, usa ou tem planos de usar a Música como meio de melhorar as atividades dentro de outros campos profissionais que não a arte e os espetáculos, conte pra gente suas experiências!

Até o próximo post!