Como se diferenciar – Parte 2

Olá saciada leitora e alimentado leitor, tudo bem?

“Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê? (de quê?)
Você tem fome de quê? (de quê?)”

Começo o post de hoje com um trecho da música “Comida” de autoria de Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto, imortalizada pela banda Titã, para mostrar como o poeta questiona nosso cérebro a responder a partir de duas certezas inquestionáveis: o Homem precisa de mais, além de comer e beber?

Quem leu nosso post de maio/2020, aprendeu como Abraham Maslow, na década de 40, propôs a primeira teoria sobre Motivação apoiado por conhecimentos descobertos por Freud, Jung e Erikson, explicando que só o atendimento às necessidades fisiológicas não bastam para nos motivarem, principalmente para a Música.

E se você está chegando agora e sabe tudo sobre a Pirâmide de Maslow, tenha um pouco mais de curiosidade para ler esse outro post, que aborda a importância do entendimento dos Bloqueios e Gatilhos Emocionais, além da formação de Hábitos saudáveis para conseguir Saúde Mental suficiente para responder:

“Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?”

Enquanto você pensa nas respostas, lembro que ao invés de ler, você também tem a opção de ouvir esse e outros conteúdos do blog no Spotify, com menos ansiedade, clique na imagem abaixo, ou se preferir usar outro agregador, procure e siga “Blog SANTO ANGELO” onde quiser!

Claro que num mundo com quase 8 bilhões (e contando…) de pessoas, eu e você (além de muita gente por aí), ansiamos por nos diferenciar, como já explicamos na primeira parte do tema de hoje.

E a internet é uma ferramenta poderosa para conseguirmos, mas antes precisamos entender mais sobre ela e como vem se transformando no correr do tempo.

A internet nos trouxe tantas comodidades, tantas novas funcionalidades para a vida e muitas possibilidades para carreiras das mais diversas, sendo que para os músicos não foi diferente.

A abertura das redes sociais em 1997 (uma americana chamada SexiDegrees) e o surgimento do Orkut que explodiu aqui no Brasil, mudou a forma das pessoas se comunicarem.

A ascensão dos smartphones nos últimos 5 anos além de facilitar a comunicação também digitalizou nossa vida, sejam nossas vozes nos áudios do Whatsapp, sejam nos stories via Instagram.

Redes sociais se reforçaram, cresceram atingindo valores bilionários, tanto em dólares quanto em usuários e acabaram construindo um teto para todos aqueles que frequentam.

Para muitas pessoas, estar em uma delas dava a sensação de estar em casa, afinal, suas informações, opiniões, fotos de família, fanpages de negócios, dados de cartão de crédito estavam todos lá.

Porém, apesar dessa sensação, uma dessas rede nada mais é do que uma “casa alugada” onde o contrato pode ser rescindido a qualquer momento pelo locador, sem nenhum tipo de consulta, e você, despejado do lugar onde você colocou boa parte do seu tempo, trabalho e lembranças.

Esse cenário de incerteza (lembra quando falei disso no Mundo VUCA?) faz com que a mente fique pensando: “Será que o Facebook vai estar online pra sempre?” ou “O Youtube vai guardar meus vídeos em um lugar que eu tenha acesso sempre?”.

A resposta para essas perguntas é: NÃO!

Mesmo sendo gigantes de tecnologia, elas podem mudar suas políticas do dia para a noite ou mesmo falir (é difícil, mas pode acontecer) e isso complicaria a vida de muitos criadores de conteúdo (músicos incluídos nessa conta) pois grande parte de seu material poderá estar hospedado nessas plataformas.

A forma como todos acabaram agindo para garantir sua presença (e diferenciação) digital, mesmo sem pensar nesses casos acima citados, foi criando perfis em diversas mídias (ou redes sociais, se preferir) para, além de garantir a multiplicidade dos conteúdos em “N” plataformas, também atingir públicos diferentes.

Nesse “aluguel de muitas casas”, mais um open house foi feito em 2016 pela ByteDance, empresa chinesa que criou o Douyin, mais conhecido aqui no ocidente como TikTok.

Na onda das plataformas de vídeos curtos, o TikTok entrou no jogo das redes sociais com um aplicativo voltado à Criatividade, o que é o “lugar de fala” dos músicos; da interatividade, o que também favorece a classe musical; a comunidade, criando um círculo de gente que se interessa pelas composições; e ao entretenimento, o coração da arte do músico.

Seu crescimento foi tão exponencial (150 países, 75 idiomas e cerca de 2 bilhões de usuários extremamente ativos) que a plataforma está incomodando os grandes “players” do mercado, à ponto de estarem querendo retirar a plataforma dos EUA (caso você queira se aprofundar sobre esse caso, recomendo a audição do Braincast #371).

Ou seja, está criado um novo cenário para estar, quer para se diferenciar dos demais perfis nas redes sociais mais comuns, quer para se diferenciar entre outros potenciais criadores de conteúdo, mais antenados.

O TikTok tem trazido soluções muito interessantes para creators que se focam em vídeos, já que, de acordo com Kim Farrel, Head de Marketing da plataforma no Brasil, 60% de todo o consumo de conteúdo mundial está alocado em vídeos para celular em diversas plataformas. Além disso, a Geração Z (nascidos entre 1995 e o ano de 2010) fica quase 3 horas diárias assistindo e os Millennials (ou Geração Y = nascidos entre 1980 e 1995), 2 horas.

Como oferece uma experiência que exige vídeo e áudio, as pessoas que assistem os conteúdos estão com a atenção bem voltada ao que acontece na plataforma, ou seja, é um momento ótimo para você impactar essa galera com as suas produções musicais.

Podem nos perguntar: “isso é um merchan da TikTok que a SANTO ANGELO está fazendo?”

Como nossos leitores mais antigos já sabem e não custa lembrar: Nosso objetivo é ajudar amigos e amigas a crescerem na Música e esse post representa mais uma pesquisa para aumentar o leque de opções para você que nos acompanha aqui no blog.

Para se diferenciar e conseguir seu lugar nesse mundo, toda mídia é válida.

Como a tecnologia nos últimos tempos tornou-se uma commoditie, a valorização migrou para a Autenticidade e para a Criatividade, por isso o TikTok está muito focado nesse tipo de conteúdo e não tão focado nos anúncios pagos ou monetizações na plataforma (apesar de ter uma vertente de anúncios ainda não lançada no Brasil) como seus concorrentes azuis e vermelhos.

Entendemos que esse aplicativo tem revolucionado a indústria musical nos quesitos de Reconhecimento e Influência, depois de terem absorvido o Musical.ly, um aplicativo norte-americano de lançamento de músicas.

Experiências como a do rapper Lil Nas X e outros cases brasileiros (Luisa Sonza e Aya) mostram que existe grande possibilidade de emplacar, organicamente, uma música através do TikTok.

Interessante analisar na plataforma como são feitas as entregas: enquanto que no Facebook, Instagram e Youtube, você depende dos seguidores/inscritos, que são sua rede “máxima” de alcance, só extrapolando ela caso pague, no TikTok, a sua exposição não se limita à sua rede, mas sim às suas #’s, à qualidade, à afinidade e às respostas à sua criação.

Por isso os challenges (desafios) fazem tanto sucesso, pois os seguidores não influenciam no número de visualizações.

Outro ponto do “canto mais positivo da internet” (como é carinhosamente apelidado o app) é que existe muita pluralidade, ou seja, mais espaço para sua Criatividade e para quem você realmente é.

Ferramentas diversas de criação são nativas da plataforma fazendo com que a edição dos seus vídeos seja mais rápida e fluída, já que eles entregam um aplicativo bem completo.

Diferente do Instagram, que ao lançar funcionalidade semelhante ao TikTok, exige que você baixe um aplicativo extra. Para nosso país, com baixíssimas taxas de velocidade, quanto menos espaço em nossos Smartphones, melhor é a navegação.

Você pode estar se perguntando: “mas é só para compositores?”

A plataforma tem a #EduTok, que incentiva a Difusão e Conhecimento, porém, sempre pensando na questão do Entretenimento, ou seja, nada de quadros negros, giz e voz monótona (lembra dos nossos posts sobre Oratória?) mas sim um conteúdo de qualidade, divertido e dinâmico.

Por exemplo, o perfil @tuckermckee tem vídeos bem simples, com indicações na tela de como executar pentatônicas, acordes mais complicados e até, como tocar algumas músicas.

Já a @chorustutorials dá algumas dicas sobre funcionalidades de equipamentos, dicas de vários instrumentos e até de gravação, mixagem e masterização de músicas.

Pode ser que você encontre seu nicho nessas experiências. Quer tentar?

De todas as funcionalidades, uma das mais importantes é a sessão de “insights” (tradução de intuição, mas para o Marketing, o sentido é mais complexo) que mostra um panorama do seu próprio perfil somado à ideias e conteúdos de sucesso que sua rede tem assistido, o que é uma ferramenta poderosa na criação de conteúdo específico e funcional.

Entenda que essa ferramenta vai tomar um pouco mais do seu tempo para você divulgar a sua carreira musical, pois o conteúdo não pode seguir uma replicação já tão comum nas plataformas mais antigas, mas se original, criativo e pensado para os formatos da plataforma.

Lembrando que, ainda é um teto de terceiros para você abrigar suas criações e seu conhecimento, então, pense muito bem e faça backup de seus arquivos para, caso aconteça algum imprevisto, você ainda mantenha sua diferenciação, garantindo acesso a tudo que produziu desde que começou nesta rede social.

Criar o perfil e começar a movimentá-lo todos podem, mas também seja racional caso as coisas não andem na velocidade que você espera ou mesmo fiquem paradas.

Sempre existirá a possibilidade de dar errado, como em qualquer outra iniciativa que se proponha a fazer , porém, se você acredita e deseja que sua carreira de músico tenha futuro, sem se importar com os 64% dos músicos britânicos que pensam em abandonar a sonora arte, não tenha medo e faça mais essa tentativa.

Afinal, quanto mais energia e foco você dispensar, nessa ou em outras redes sociais que vierem a ser criadas, maior a possibilidade de seus vídeos serem vistos e avaliados, criando uma rede sempre maior de fãs e seguidores, diferenciando-se dos outros artistas.

Apesar de estarmos em várias casas cheias e alugadas, todas elas oferecem benefícios diferentes e cada uma tem sua barreira.  Como músico, sabemos que você já é especialista em superá-las, pois manter-se no mercado, que valoriza tão pouco seus artistas, é tarefa de heróis valorosos.

Utilize as ferramentas disponíveis para que seu conteúdo seja diferente e alcance quem precisa alcançar, e você só conseguirá isso com muito, mas muito trabalho.

E se servir como incentivo, decidimos colocar nossa “skin in the game” abrindo o perfil no TikTok @santoangelobr para aprendermos e nos diferenciarmos juntos da multidão.

Agora nos conte: já utiliza o TikTok? Tem alguma história sobre suas experiências tanto nessa plataforma como em qualquer outro app mais recente?

Compartilhe conosco para que fomentemos a mente e a networking de todos que frequentam este espaço oferecido pela marca SANTO ANGELO.

Queremos sempre ver o seu sucesso. Sempre!

Sabendo que na rápida transição dessa semana para a próxima, nos encontraremos saudáveis e protegidos, pedimos que se cuide bem até o próximo post.

Um abraço!

—-

Podcast:
Effects: ABC, Facebook, Youtube
Music:
“S” de SID, “Baby, You’re a Rich Man” de The Beatles, “California Uber Alles” de Dead Kanedys, “Call me by Your Name” de Lil Nas X, “Ball and Biscuit” de The White Stripes & “Comida” de Titãs
Opening by: SID

Dan Souza (IG: @danhisa) é músico, podcaster (IG: @somnascentepod), profissional de Marketing, Relações Artísticas, Branded Content e Music Business, formado pela UNINOVE.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *